<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340</id><updated>2012-01-13T23:42:01.313-04:00</updated><category term='apresentação'/><category term='academia'/><category term='seminário'/><category term='teologia'/><category term='estudantes'/><title type='text'>Coletânea</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>33</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-2755418408850551457</id><published>2010-11-09T07:37:00.001-04:00</published><updated>2010-11-09T07:37:41.898-04:00</updated><title type='text'>Citações sobre a soberania divina e a responsabilidade humana</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a name="OLE_LINK48"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK47"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK46"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;Se eu encontro em algum lugar da Bíblia o ensino de que tudo está predeterminado, esse ensino é verdadeiro; se eu encontro, em outro lugar nas Escrituras, que o homem é responsável por todos os seus atos, isso é também verdade. E é somente a minha estupidez que me leva a imaginar que essas duas verdades podem contradizer uma à outra. Não acredito que ambas possam ser soldadas em uma bigorna terrena, mas certamente serão uma só na eternidade. (C. H. Spurgeon, sermão &lt;i&gt;A Defense of Calvinism&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Autores da Bíblia, tanto no AT quanto no NT, têm, em geral, menos problemas com a tensão entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana que muitos modernos. Não porque não consigam distinguir finalidade e conseqüência, como muitos afirmam, mas porque não veem a soberania divina e a responsabilidade humana como antíteses. Em resumo, são compatibilistas e, portanto, justapõe ambos os temas com pouca consciência do problema (cf. Gênesis 50:19-20; Jz 14:4;. Isa 10:5-7;.. Hag 01:12 -14; Jo 11:49-52). (D.A. Carson, &lt;i&gt;The Gospel of Matthew&lt;/i&gt;)&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Além da imutabilidade e da invencibilidade dos decretos de Deus, a Escritura ensina claramente que o homem é uma criatura responsável e responderá por seus atos. E, se os nossos pensamentos são formados a partir da Palavra de Deus, conservar a noção de um lado não vai levar à negação do outro. É evidente que há uma real dificuldade em definir onde um termina e o outro começa. Isso é sempre o caso quando há uma conjunção entre o Divino e o humano. (A. W. Pink, &lt;i&gt;The Attributes of God&lt;/i&gt;)&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Assim como os trilhos de um trem correm paralelos e parecem se fundir no horizonte, as doutrinas da soberania de Deus e da responsabilidade do homem, que parecem separadas nesta vida, irão se unir na eternidade. Nossa tarefa é não forçar a sua fusão nesta vida, mas mantê-las em equilíbrio e viver em conformidade com elas. (Joel R. Beeke, &lt;i&gt;Feed My Sheep&lt;/i&gt;)&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ainda que afirme tanto a soberania de Deus quanto a liberdade e a responsabilidade moral dos homens, a Bíblia nunca tenta explicar essa relação. (Jerry Bridges, &lt;i&gt;Trusting God&lt;/i&gt;)&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As Escrituras reconhecem tanto a soberania de Deus quanto a livre-agência e a responsabilidade do homem. Nossa própria consciência nos assegura do segundo ponto. A natureza de Deus prova o primeiro. A Bíblia não faz nenhuma tentativa para reconciliar a ambos. (James P. Boyce, &lt;i&gt;Systematic Theology&lt;/i&gt;)&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Abrace o paradoxo entre a soberania de Deus e a responsabilidade do homem. É triste que alguns abracem a soberania de Deus sobreposta à vontade humana para dizer: “É errado descrever Deus com os braços estendidos, chamando, convidando.” E que outros abracem a responsabilidade do homem para argumentar: "Se Deus nos chama e convida repetidamente, não pode de fato ser soberano sobre a vontade do homem, e o homem realmente é, em última análise, autodeterminado; assim, Deus não está no controle de todas as coisas.” Ambos são tristes erros. Tristes, porque um grupo rejeita algo profundo e precioso que Deus revelou sobre Si mesmo para que tivéssemos força e esperança, alegria e amor – a saber, sua absoluta soberania. Oh, quão doce é quando tudo em torno de nossa alma abre caminho, e precisamos de uma pedra firme e confiável em um mundo que às vezes parece totalmente fora de controle, cruel e sem sentido. Oh, quão doce é sabermos nesses momentos que Deus não é bom e indefeso, mas sim, bom e soberano. E o outro grupo (dos que abraçam a soberania de Deus), por vezes rejeita algo crucial para a compreensão da justiça de Deus ao lidar com pessoas, sem perceber o quanto precisamos implorar, persuadir, convidar e conquistar pessoas com lágrimas, para Cristo, e em nome de Cristo. (John Piper, &lt;a href="http://www.desiringgod.org/resource-library/sermons/how-shall-people-be-saved-part-2"&gt;“How Shall People Be Saved?”&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-2755418408850551457?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/2755418408850551457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=2755418408850551457' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/2755418408850551457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/2755418408850551457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2010/11/citacoes-sobre-soberania-divina-e_09.html' title='Citações sobre a soberania divina e a responsabilidade humana'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-1982732317427450158</id><published>2007-04-13T22:57:00.000-05:00</published><updated>2007-04-15T01:34:45.533-05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='seminário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='academia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estudantes'/><title type='text'>SHOW DE HORRORES</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;(O apresentador entra correndo e sorrindo no palco. Música de abertura.)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"&gt;    - Senhoras e  senhores! Bem-vindos ao nosso SHOOOOW DE HORROOOREEEES!&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"&gt;(Aplausos entusiasmados. O apresentador espera pacientemente o ruído baixar, ainda sorrindo. Encaminha-se para seu posto no canto direito do palco.)&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"&gt;      - Boa-noite, amigos  da platéia!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"&gt;- Boa-noiteeeeee!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;- Que platéia  maravilhosa temos aqui hoje! São estudantes universitários  de teologia e ciências da religião, vindos de todos os  cantos do país. Obrigado pela presença! A participação  de vocês no Show de Horrores é fundamental! Como sabem,  vocês têm o poder das multidões: aprovar ou  desaprovar o que será dito no palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Barulho ensurdecedor. O apresentador espera.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para quem ainda  não conhece o programa, o Show de Horrores tem como símbolo  o monstro Frankenstein. (Mostra no canto oposto um boneco gigante  cheio de escaras e cicatrizes.) A cada semana, promovemos uma  competição ao vivo entre profissionais da área  acadêmica. O ganhador é aquele que demonstrar a maior  discrepância, a maior incoerência, a maior &lt;b&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;esquizofrenia&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;  entre suas idéias e sua vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Aplausos e urros.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O tema de hoje é:  Bíblia. (Um letreiro brilha acima dele.) Os profissionais que  se inscreveram para esta competição são  professores de seminários protestantes que também têm  cargos de liderança em suas igrejas. Todos eles cumprem  essa jornada dupla: ensinam a futuros pastores e pregam na igreja,  orando em público e cuidando de suas ovelhas. Veremos o  quanto são capazes de assumir posições  conflitantes nas duas funções. Recebam agora nossos  candidatos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Aplausos. Entram os professores de seminários, alguns tímidos, outros gesticulando animados para a platéia, com suas Bíblias debaixo do braço. Já instalados no canto oposto do palco, os jurados do programa colocam seus óculos e abrem suas pastas. Um deles pede ao apresentador para fazer uma observação sob a forma de pergunta.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os professores  costumam fornecer aos estudantes a base teórica do conteúdo  veiculado em sala de aula?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O apresentador parece confuso, e pede a um dos professores que responda. Antes de se levantar, o professor menos tímido olha para os demais colegas, certificando-se de que a resposta é unânime.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não  costumamos fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ótimo. (O  jurado parece satisfeito.) Excelente dado para a esquizofrenia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Todos parecem contentes, e o apresentador decide começar a competição.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês sabem  as regras: os estudantes fazem uma pergunta para cada professor. Se  a resposta não for suficiente, o estudante pode fazer ainda  mais uma para complementar. E não se esqueçam: ganha  quem demonstrar mais esquizofrenia entre idéia e vida, teoria  e prática!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Candidatos e jurados assentem, ansiosos. O primeiro estudante se adianta.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Professor, quais  as diferenças entre o que o senhor diz em sala de aula e o  que o senhor ensina na igreja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O candidato sorri.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na igreja, eu sou  confessional e ensino a Bíblia como a Palavra de Deus. No  seminário, sou&lt;span style="font-size:100%;"&gt; acadêmico, científico,  crítico. Posso questionar tudo que preguei na igreja,  inclusive se a Bíblia é mesmo a Palavra de Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ovação. O professor une as mãos em sinal de vitória. Satisfeito, o estudante retorna a seu lugar. Outro toma a palavra e se dirige ao segundo professor.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Professor, a  Bíblia é um relato histórico?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;(O candidato olha para cima e pensa um pouco antes de entoar:)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;- De  Crônicas pra trás é tudo invenção  deutoronomista; nada daquilo aconteceu. Abraão, Isaac e Jacó  não são pessoas reais, mas variantes da mesma  história: personagens, “tipos”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;- &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E  depois de Crônicas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Depois  de Crônicas, na Bíblia inteira, há uma mistura  de fatos e ficção. O povo precisava de relatos  fantasiosos para fundar seu “mito” de grande nação,  para os judeus, e fortalecer sua fé, para judeus e cristãos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;(O estudante parece decepcionado, mas não pode acrescentar perguntas. Os demais professores  mostram sinais de impaciência, como se prestes a dizer algo. O apresentador percebe.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;- Se  algum estudante tiver uma pergunta do mesmo teor, será  bem-vinda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;(Um dos estudantes pula em meio aos outros, na platéia.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;- Eu  tenho! Professor, os milagres da Bíblia são reais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;(O terceiro professor, depois de lançar um olhar irritado ao colega que acabara de falar, ergue a voz em um tom mal-humorado.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;- É  claro que não. Não existem milagres, todo mundo sabe  disso. Quem acredita em milagre hoje em dia, na era da eletricidade  e da informática? (Os demais professores assentem com a  cabeça, em concordância unânime.) Agora, eu  gostaria de pedir ao nosso apresentador a permissão para  fazer um adendo ao que o nobre colega declarou sobre o Antigo  Testamento. (Dirige ao apresentador uma expressão suplicante  e recebe a permissão.) O nobre colega colocou o Antigo e o  Novo Testamentos no mesmo nível. Só que todo mundo  sabe que o Antigo Testamento fala de um Deus cruel que mandava em um  povo que vivia massacrando outros povos! Nosso cristianismo atual  não tem nada a ver com o Antigo Testamento! (Seu rosto se  ilumina.) Mas na igreja não dizemos isso, claro. A Bíblia  é uma só e os fiéis são orientados a ler  o AT e o NT na mesma perspectiva revelacional, como Palavra de Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas  para o senhor o Novo Testamento é Palavra de Deus e o Velho  Testamento não? É isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Esse  termo, “Palavra de Deus”, é muito controverso no  seminário. Veja: o povo das épocas bíblicas era  mais simples, mais atrasado; vivia numa mentalidade mitológica.  A Bíblia é cheia de mitos criados pelo homem. Mas, se  até hoje a mitologia tem o poder de ajudar as pessoas, viva a  mitologia!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;(Os jurados mostram-se impressionados. Os estudantes aclamam: “Já ganhou! Já ganhou!” Mais discreto que o primeiro, o terceiro professor volta a seu lugar. Mais um estudante se levanta.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;- Professor,  minha pergunta é sobre o mesmo assunto. Se o Deus do Antigo  Testamento não é o mesmo do Novo, como é que  Jesus declara “não vim para revogar a lei, mas para  cumprir”?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;(O quarto professor assume um ar de autoridade.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;- Como  você sabe se Jesus disse mesmo isso? (Sorri.) No seminário,  &lt;i&gt;sempre&lt;/i&gt; questionamos o texto bíblico como verdadeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;- &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E na  igreja?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na  igreja não, meu caro. É obrigação do  pregador colocar-se dentro do contexto apresentado pela Bíblia  para falar das verdades de Deus. Em cada contexto, uma verdade, que  é &lt;i&gt;sempre&lt;/i&gt; uma construção humana. Afinal, todos sabemos que não  existe verdade absoluta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;(Um murmúrio de admiração vem da bancada dos jurados. Um comenta baixinho: “Uma contradição flagrante na mesma resposta! Esse candidato é muito bom.” Os estudantes permanecem em silêncio, ansiosos pela continuação.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;- Agora,  respondendo a sua pergunta. Meu pensamento difere ligeiramente do  pensamento do colega que falou antes de mim. Vejo claramente uma  fantástica identidade entre o AT e o NT: os profetas do AT  eram revolucionários que se insurgiram contra a ordem social  de sua época, tal como Jesus. Eles pregaram a revolução!  Da forma particular de cada um deles, claro. O povo egípcio  foi a classe dominante que oprimiu os judeus durante quase um  século. Jesus exaltou os pobres e condenou as elites judaicas  e romanas da época. Por isso, os relatos fantasiosos de fé  e as mitologias serviam tanto para engrandecer a nação  oprimida, quanto para fortalecer a igreja perseguida do Novo  Testamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;(Um dos jurados ergue a mão. O apresentador lhe passa a palavra.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;- Gostaria  apenas de precisar a origem histórica dessa idéia. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(Ele consulta a pastinha.)  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A  divisão da sociedade em duas classes inimigas foi elaborada  por Karl Marx e atribuída ao cristianismo pelo movimento da  Teologia da Libertação. Posso fazer a segunda pergunta ao candidato? O estudante não  chegou a fazer exatamente uma segunda pergunta. (O estudante dá  de ombros, concordando.) Os professores do seminário costumam  falar abertamente de Marx e da Teologia da Libertação?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não,  claro que não. Seríamos acusados de doutrinação!  Política e teologia não se misturam. Não em  sala de aula.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas  vocês lêem Marx, certo? A base do que você está  dizendo é marxista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-size:100%;"&gt;A  base do ensino no seminário assume fortes colorações  marxistas, mas jamais falamos dele. Preferimos ficar nas  generalidades da opressão e da crítica ao capitalismo.  Marx era ateu e odiava o cristianismo, você sabe. Pega mal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Obrigado!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;(O quarto professor é tão aclamado quanto o primeiro. O apresentador intervém.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;- Como  vêem, senhoras e senhores, a competição desta  noite está acirrada! Temos quatro fortíssimos  candidatos ao troféu Frankestein de hoje! Na modalidade  Horrores, a Bíblia se encontra toda fragmentada: é uma  na igreja, outra no seminário; inteira na igreja, dividida ao  meio no seminário; Palavra de Deus na igreja, coleção  de mitologias no seminário; confessional na igreja, marxista  no seminário! Veremos então qual dos cinco candidatos  encarna melhor essa fragmentação! A última  pergunta, por favor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;(Levanta-se um estudante, visivelmente nervoso.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;- Acho  que minha pergunta é meio repetitiva. Tem a ver com milagres  também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;(O apresentador o encoraja com um gesto, e o estudante toma coragem.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;- Eu só  queria saber se o professor concorda que Jesus ressuscitou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;(Todos os professores se entreolham. O último candidato limpa a garganta.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;- Bom...  Se você mostrar o relato bíblico da ressurreição  de Jesus aos professores de seminário, a maioria irá  dizer que se trata de uma mitologia. Acho que já fomos  suficientemente claros sobre esse assunto... A Bíblia é  cheia de mitos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas a  ressurreição de Jesus é central para a fé  cristã! O apóstolo Paulo diz que, se Jesus não  ressuscitou, o melhor é deixar tudo pra lá: “comamos  e bebamos, pois amanhã morreremos”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-size:100%;"&gt;É  verdade. A fé sem ressurreição é uma  impossibilidade. Acaba com todo o cristianismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Então?  Como o senhor lida com isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;(O professor assume um olhar distante e deslumbrado.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;- É  verdade que pouquíssimos professores de seminário têm  certeza da ressurreição. Mas você não  percebe a beleza da coisa? É isso que torna o cristianismo  mais desafiador! É isso que caracteriza o salto de fé:  crer apesar da razão, apesar do bom-senso, apesar dos fatos,  apesar da ciência! Pouco importa se Cristo ressuscitou ou não:  mesmo sem ser verdadeira, a &lt;i&gt;idéia&lt;/i&gt; da ressurreição  é o que faz irromper a fé! É o que faz os  homens se inspirarem em Cristo para viverem melhor!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mesmo  se Cristo tiver mentido sobre ser Filho de Deus e tudo o mais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mesmo  se Cristo sequer tiver existido, meu filho!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;(Um dos jurados ia pedir permissão para falar sobre o salto de fé como uma categoria existencialista, mas não teve tempo: os estudantes invadiram o palco e ergueram o quinto professor nos braços, triunfalmente, jogando-o para cima: “É o maior! É o maior!” O apresentador não conseguiu restabelecer a ordem. O troféu teve de ser enviado à casa do professor, que ficou uma semana de cama com dores nas costas.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-1982732317427450158?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/1982732317427450158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=1982732317427450158' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/1982732317427450158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/1982732317427450158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2007/04/show-de-horrores-o-apresentador-entra.html' title='SHOW DE HORRORES'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-13354783277946816</id><published>2007-03-09T18:29:00.000-05:00</published><updated>2007-03-09T18:33:06.961-05:00</updated><title type='text'>O Gulag de Fidel</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman, times, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;ARMANDO VALLADARES&lt;br /&gt;Wall Street Journal, 5 de Março de 2007, p. A16&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial, helvetica, sans-serif;"&gt;Como milhares de cubanos, fui preso na calada da noite. A polícia de Fidel Castro invadiu a casa de meus pais, apontou uma arma para a minha cabeça e me levou embora. Era o ano de 1960 e eu tinha 22 anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial, helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A notícia de que o ditador cubano está gravemente doente faz com que eu me recorde de meus anos de prisão. Acredito que todos aqueles que foram prisioneiros políticos, como eu, conhecem o legado de Castro melhor que ninguém. Por 22 anos, estive preso nesse vasto sistema carcerário, confinado a uma ilha-gulag, por crimes que não cometi.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial, helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como a maioria dos cubanos em 1959, aclamei a vitória de Castro sobre Fulgencio Batista, um ditador que mantinha relações amigáveis com os EUA. Castro se arvorou inimigo de todas as ditaduras. Ostentando uma cruz no pescoço, ele jurou que as eleições em Cuba seriam livres e justas. Porém, como provaram as cinco décadas de poder ininterrupto, ele enganou a todos e substituiu a ditadura de Batista por sua própria versão, mais sanguinária.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial, helvetica, sans-serif;"&gt;Quando, em 1959, apareceu no programa "Encontro com a Imprensa", Castro respondeu a Lawrence Spivak: "Democracia é de fato meu ideal... Não sou comunista... Não tenho dúvidas se devo escolher entre democracia e comunismo." Quando Castro começou a deixar mais clara sua simpatia ao comunismo, comecei a me pronunciar publicamente contra essa mudança ideológica entre as pessoas do meu trabalho no banco dos correios.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial, helvetica, sans-serif;"&gt;Na época, o governo havia distribuído cartazes com o &lt;i&gt;slogan&lt;/i&gt;: "Se Fidel é comunista, ponha-me na lista. Ele está certo." A frase era onipresente, seja em quadros de funcionários, seja sob a forma de adesivos. Quando  funcionários do banco mandaram que eu afixasse o &lt;i&gt;slogan&lt;/i&gt; em minha mesa de trabalho, recusei. Quando perguntaram se eu tinha algo contra Fidel, respondi que, se ele era comunista, eu tinha sim. Eu não queria me tornar um símbolo de dissidência política. A decisão havia sido tomada naquele dia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial, helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Treze dias depois da minha prisão, fui oficialmente acusado de ameaçar a segurança nacional, mesmo sem nenhuma evidência contra mim. O sistema jurídico sob o governo de Fidel Castro era uma zombaria do estado de direito; membros do tribunal eram &lt;i&gt;apparatchiks&lt;/i&gt; do Partido Comunista que sentavam-se colocando as botas em cima das mesas, fumavam charutos e liam revistas em quadrinhos. A presença deles era só formalidade; o veredito já estava pronto. Não me permitiram advogado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial, helvetica, sans-serif;"&gt;Sentenciaram-me a 30 anos de prisão como "conspirador potencial". Dois homens na mesma sala do tribunal, falsamente acusados de terem atirado em um porta-voz do governo, foram executados no paredão. Quando o advogado deles (com quem se encontraram apenas minutos antes) rogou ao promotor que a sentença fosse mudada, foi-lhe respondido que eram ordens, pouco importasse os motivos, como medida de profilaxia social.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial, helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na prisão, quando os guardas sentiam ganas de nos castigar, eles nos colocavam em gaiolas e andavam em volta atirando baldes de urina e excrementos para dentro, até que ficássemos encharcados. Também costumavam praticar tiro ao alvo nos prisioneiros. De fato, foi dessa forma que morreram assassinados Alfredo Carrión  e Diosdado Aquit . Muitos dos homens que Castro prendeu, torturou e matou tinham sido seus companheiros na derrubada de Batista. Mas a maioria deles eram inocentes eliminados na psicótica busca de Ernesto "Che" Guevara por aqueles que ele e Castro chamavam "o novo homem".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial, helvetica, sans-serif;"&gt;Sem freios, a ditadura de Castro deixou impressa sua marca de crueldade. Um prisioneiro do meu bloco, Julio Tan, recusou-se uma vez a obedecer à ordem de capinar o terreno. O guarda que dera a ordem espetou-o com a baioneta, outro o atingiu com uma enxada e logo Tan foi assolado por um grupo grande deles, espancado e deixado sangrando até a morte em questão de minutos. Um amigo, Pedro Luis Boitel, líder estudantil e corajoso oponente de Batista, iniciou uma greve de fome no ano de 1972, em protesto contra os maus-tratos. No 49º dia de sua greve, Castro ordenou pessoalmente que lhe tirassem a água. Boitel morreu de sede em uma terrível agonia, 5 dias depois.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial, helvetica, sans-serif;"&gt;O terror era a arma primeira de Castro. As táticas usadas contra os inimigos incluíam o uso de drogas, para que os prisioneiros perdessem toda noção de tempo e espaço, e torturas dos mais variados tipos envolvendo fobias a animais, como répteis e ratos: consistiam, por exemplo, em vendar os olhos dos prisioneiros, pendurá-los pelos pés e baixá-los a fossos onde lhes diziam haver crocodilos. Ou então, usavam-se cães de guarda com os dentes removidos: eles eram colocados atrás dos prisioneiros com as mãos atadas até que os cães os atacassem, geralmente atingindo primeiro seus genitais. Tudo isso está extensivamente documentado por uma delegação da ONU, cujas evidências encontram-se em Genebra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial, helvetica, sans-serif;"&gt;O legado de Castro terá sido muito semelhante ao de Stálin na Rússia, Pol Pot e Ieng Sari no Camboja, Hitler na Alemanha. Serão as memórias do número desconhecido de vítimas, campos de concentração, torturas, assassinatos, exílio, famílias destruídas, mortes, lágrimas, sangue. Castro passará à história como um dos ditadores mais cruéis – um carrasco de seu próprio povo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial, helvetica, sans-serif;"&gt;No entanto, esse legado macabro não deixará de fora o padrão de duplicidade de governos estrangeiros, intelectuais e jornalistas que, enquanto lutam ferozmente contra as violações dos direitos humanos quando vindas de ditaduras de direita, aplaudem Castro. Até o dia de hoje, muitos desses intelectuais trabalham como apologistas e cúmplices na subjugação do povo cubano. Rafael Correa, o recém-eleito presidente do Equador, declrarou que não há ditadura em Cuba. Evo Morales, presidente da Bolívia, considera Castro seu mentor e já mostrou que pretende silenciar a bala os críticos de seu governo. A Venezuela, que já foi uma democracia, é a nova Cuba, com uma população cada vez maior de prisioneiros políticos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial, helvetica, sans-serif;"&gt;Fidel Castro fez cerco a Cuba e a fechou, no final da década de 1960, segundo sua adesão ideológica aos sistemas de governo mais assassinos que a humanidade já sofreu. Hoje, os caudilhos da América Latina expressam abertamente seus ideais comunistas. "Sou da linha Trotskista: revolução permanente", declarou o presidente Hugo Chávez em janeiro deste ano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial, helvetica, sans-serif;"&gt;Há portanto algo que podemos aprender com Fidel Castro: o impulso totalitário sobrevive até mesmo a seus mais endurecidos – e destrutivos – praticantes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial, helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-13354783277946816?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/13354783277946816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=13354783277946816' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/13354783277946816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/13354783277946816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2007/03/o-gulag-de-fidel.html' title='O Gulag de Fidel'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-116209520300393480</id><published>2006-10-28T22:59:00.000-05:00</published><updated>2006-10-28T23:13:23.070-05:00</updated><title type='text'>100 Motivos para Não Votar em Lula</title><content type='html'>1 - &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Lula prometeu que no governo dele corruptos não teriam lugar. O que se viu foi exatamente o contrário. A cúpula inteira de seu governo esteve envolvida em atos ilícitos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;2 - &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Mesmo com um ambiente externo favorável no governo Lula, o Brasil foi o lanterninha do crescimento econômico nas Américas. Só não ficou atrás do Haiti, país que se encontra em meio a uma guerra civil.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;3 - Lula insistiu no Fome Zero, mesmo sob o aviso de diversos especialistas de que este programa não daria certo. E não deu. Pra não ficar no fiasco, Lula adotou um programa do governo passado, o Bolsa Família. Este, aliás, foi o único que deu certo na área social.&lt;br /&gt;4 - O governo Lula gastou mais em publicidade do que em saneamento básico. O que é inaceitável para um governo que se diz voltado para as questões sociais.&lt;br /&gt;5 - Lula não investiu nenhum centavo em transporte durante seus três primeiros anos de mandato. Somente seis meses antes das eleições, criou uma operação tapa-buraco gastando recursos financeiros sem licitação pública (ótimo para as ricas empreiteiras).&lt;br /&gt;6 - Lula prometeu dobrar o salário mínimo e não o fez.&lt;br /&gt;7 - Lula diz que não sabia de nada o que ocorria nos gabinetes ao lado. O dinheiro ao qual ele era a autoridade máxima era gasto em atos ilícitos sem ele saber. Incompetência não deve ter lugar no Planalto.&lt;br /&gt;8 - Lula prometeu criar dez milhões de empregos e não o fez.&lt;br /&gt;9 - Parentes do presidente Lula que vivem na zona rural de Caetés (a 245 km de Recife), terra natal do presidente, acham que nada mudou em suas vidas nos três anos e meio do atual governo. Dizem que Lula não cumpriu a promessa de melhorar o fornecimento de água na zona rural.&lt;br /&gt;10 - &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O governo Lula tentou aprovar a Ancinav, uma agencia para regularia as atividades audiovisuais, que na prática daria ao governo o controle sobre os meios de comunicação. Se o congresso tivesse aceitado, hoje não saberíamos do mensalão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;11 - Em mais uma atitude autoritária, o principal ministro de Lula ordenou à Caixa Econômica Federal, sem aval jurídico que abrisse o sigilo bancário de um caseiro. Qual seria a próxima atitude? Matá-lo como aconteceu com Celso Daniel?&lt;br /&gt;12 - O governo petista começou um processo de sucateamento das agências reguladoras por serem independentes de ideologia política. 84% do orçamento das agências reguladoras foi contingenciado pelo governo Lula no ano passado. Isso custou ao Brasil 40 bilhões em investimentos diretos.&lt;br /&gt;13 - O governo Lula tenta emplacar uma lei de cotas raciais, que institui o racismo no Brasil. Ela prevê que na identidade das pessoas existirá a informação da raça para que exista tratamento diferenciado em determinadas instituições. Semelhança com o regime do apartheid e o início do nazismo não são meras coincidências.&lt;br /&gt;14 - Lula foi a favor das barreiras que a Argentina quis impor sobre os produtos eletrodomésticos. Isso não salvou a indústria deles, pois passaram a importar da China o que pararam de importar do Brasil.&lt;br /&gt;15 - Lula ofereceu empréstimos do BNDES a Morales mesmo depois da nacionalização do gás na Bolívia e da expulsão da mineradora de um brasileiro.&lt;br /&gt;16 - 10% do investimento em ciência e tecnologia do governo Lula foi para botar um homem no espaço para experiências já feitas há muito tempo e cujos resultados estão à disposição de qualquer um na internet.&lt;br /&gt;17 - Em 2006 o governo Lula aumentou em R$ 69 milhões os gastos do Planalto em itens como viagens, diárias e aluguéis de carros.&lt;br /&gt;18 - Lula dobrou o número de funcionários no Planalto. De 1,8 mil, foi pra 3,3 mil funcionários. Só assim para empregar todos os amigos do PT.&lt;br /&gt;19 - Em 2002 Fernando Henrique gastou 76 milhões com despesas de gabinete. Lula gastou 318 milhões em 2003 e 372 milhões em 2004.&lt;br /&gt;20 - O Presidente Lula fez um contrato com o Cartão Internacional VISA, dando um cartão de crédito para cada uma das 39 pessoas do governo executivo e um para si próprio. O limite de cada cartão era de 400 mil, mas logo o limite foi aumentado para um milhão de reais. Tudo isso pago com o dinheiro de nossos impostos.&lt;br /&gt;21 - O governo federal reduziu o orçamento do SUS em R$ 1,6 bilhão e coincidentemente orçamento do bolsa família aumentou este mesmo valor.&lt;br /&gt;22 - O governo Lula gastou 54% mais com o Bolsa Família no Nordeste do que com investimento em desenvolvimento nessa região.&lt;br /&gt;23 - Lula só beneficia prefeituras do PT, esquecendo que o dinheiro não é do partido, é do país. R$ 202 milhões foi quanto prefeituras do PT receberam do governo em maio. Já o PMDB, que comanda bem mais prefeituras, ficou com apenas R$ 84 milhões.&lt;br /&gt;24 - O número de mortes de índios aumentou 100% no governo Lula. Isso se deve ao sucateamento da Funai, com a demissão e rebaixamento de funcionários técnicos para pessoas ligadas ao partidão entrarem no lugar.&lt;br /&gt;25 - 23 de um total de 25 promessas de campanha da área de segurança não foram cumpridas por Lula depois que assumiu a Presidência.&lt;br /&gt;26 - 11% foi o percentual de queda de investimentos do governo federal em segurança pública entre 2004 e 2005.&lt;br /&gt;27 - Com a ajuda do governo Lula, os sem-terra que invadiram e depredaram o congresso nacional foram libertados da prisão. Isso se deu porque o líder do MSLT é um dos membros da executiva do PT. Muito rico por sinal.&lt;br /&gt;28 - Lula assinou um tratado reconhecendo a China como economia de mercado em troca de seu voto no conselho de segurança da ONU. Nenhum país do mundo reconhece a China como tal, por que este adota trabalho semi-escravo. O resultado disso são as centenas de fábricas de roupas, calçados e brinquedos quebrando no Brasil. Ah! A China votou contra o Brasil.&lt;br /&gt;29 - A entrada da Venezuela ao Mercosul dificulta ainda mais as relações no bloco. Com Chávez no bloco, os acordos com os Estados Unidos e Europa ficam mais distantes. Lula apoiou isso. Enquanto isso, Chile e México aumentam seu comércio exterior fazendo acordos bilaterais com eles.&lt;br /&gt;30 - Lula dobrou seu patrimônio em três anos e meio, passando a mais de 850 mil de reais. Isso explica gasto tão grande em despesas do gabinete citado mais acima.&lt;br /&gt;31 - O PT e Lula preferiram perdoar os mensaleiros, comprovados e confessos, e apoiar suas candidaturas. Nada mais antiético que isto, de uma cumplicidade vergonhosa.&lt;br /&gt;32 - &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O PCC apóia o PT. Os bandidos chegaram a imprimir 170 mil panfletos contra o PSDB e em escutas telefônicas os marginais mandam ordens para matar membros do PSDB e não do PT.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;33 - Lula vetou o aumento dado aos aposentados. Aumento este pelo qual ele sempre lutou, ou fingiu lutar.&lt;br /&gt;34 - Com medo de perder eleitores da classe rica, Lula alterou o direito a INSS das empregadas domésticas de forma que os patrões pudessem deduzir o gasto do imposto de renda. Ou seja, quem pagará o INSS das empregadas será o governo, com dinheiro do povo.&lt;br /&gt;35 - Lula vetou o FGTS das empregadas domésticas, como se essa profissão merecesse menos direitos do que as demais. Fez isso para agradar os eleitores ricos que não gostariam de gastar mais 8% do orçamento para dar direitos a seus funcionários.&lt;br /&gt;36 - Lula prometeu reduzir a CPMF a um valor simbólico, que iria minguando até sua extinção total posterior. Que aconteceu depois que Lula assumiu o governo? Passando por cima da promessa de campanha, o texto da Reforma Tributária elaborada pelo governo Lula mantém a CPMF até 2007.&lt;br /&gt;37 - O PT prometia investimentos anuais de R$ 39 bilhões em infra-estrutura. Logo no primeiro ano de mandato, o governo Lula destinou para estes fins apenas R$ 7 bilhões, ou seja, R$ 32 bilhões a menos, que o prometido em campanha para cada ano.&lt;br /&gt;38 - A reforma agrária praticamente parou no governo Lula. Na campanha, o PT prometia assentar 250 mil famílias por ano. Ou seja, um milhão de famílias. O que se viu foi que nos dois primeiros anos somente 106 mil famílias foram assentadas. Menos de um quarto daquilo prometido.&lt;br /&gt;39 - O PT acenava com o cumprimento das regras do FUNDEF, com a ampliação dos recursos repassados aos estados. O valor legal por aluno seria de R$ 786,16. Já no governo, nada disto vale mais. O valor legal por aluno, decretado para 2003 foi de R$ 446,00. Em 2004, este valor legal por aluno foi de R$ 537,71. Tudo muito longe do prometido.&lt;br /&gt;40 - Na tentativa de conter o MST, o governo Lula deu a este grupo mais de 25 milhões de reais entre 2003 e 2005. Mesmo essa "propina" não conseguiu conter as invasões de terra porque a reforma agrária simplesmente estagnou nesse período.&lt;br /&gt;41 - 5.600% foi o percentual de aumento dos repasses do governo ao MSLT, grupo liderado por um membro da executiva do PT que invadiu a câmara dos deputados, em apenas três anos.&lt;br /&gt;42 - R$ 79 milhões foi quanto o governo Lula repassou em dezembro ao Movimento das Mulheres Camponesas que invadiu o laboratório da Aracruz, destruindo 20 anos de pesquisa. A comunidade cientifica do Brasil deve estar de cabelo em pé.&lt;br /&gt;43 - Uma das promessas de Lula foi aumentar a auto-estima brasileira. Ele começou com uma série de propaganda "Sou brasileiro e não desisto nunca", mas terminou com a constatação de que somos um país de corruptos, onde o maior corrupto é o próprio governo.&lt;br /&gt;44 - Lula prometeu implantar o sistema único de segurança pública nacional. O projeto foi arquivado.&lt;br /&gt;45 - Lula prometeu investir em penas alternativas para recuperar presos e esvaziar as penitenciárias. O Orçamento de 2005 previa gastar R$ 3,5 milhões nisso. Só R$ 455 mil foram liberados. (O restante deve ter ido para propaganda.)&lt;br /&gt;46 - Lula prometeu estabelecer um piso salarial nacional para os policiais, mas não cumpriu.&lt;br /&gt;47 - Lula prometeu criar um banco de dados único, com informações das polícias Federal, Civil e Militar, mas não cumpriu.&lt;br /&gt;48 - O atual governo simplesmente ignorou a medida provisória, com força de lei, que proíbe a desapropriação, para fins de reforma agrária, de terras invadidas. Com este empurrão do Planalto, as invasões triplicaram ao longo do mandato de Lula.&lt;br /&gt;49 - No Governo Lula, existem cerca de 23.000 petistas empregados nos 32 ministérios, a maioria criada apenas para servir de cabide de emprego dessa massa sem qualificação.&lt;br /&gt;50 - Depois da corrupção nos correios, a direção desta empresa foi substituída, retirando os corruptos aliados a Lula, por um grupo técnico. Com essa substituição os Correios alcançaram um lucro recorde em 2005. Para não perder o apoio do PMDB, Lula removeu a diretoria técnica para dá-la ao PMDB novamente, abrindo mais uma vez as portas da empresa à corrupção. O PT não aprende.&lt;br /&gt;51 - Ainda permanece desconhecida a origem de R$ 223,5 mil que foram parar nas contas de Lula e de outros sete petistas que concorreram a cargos majoritários nas eleições de 2002.&lt;br /&gt;52 - A promessa de campanha de Lula do "primeiro emprego" foi abandonada.&lt;br /&gt;53 - Segundo a fundação Perseu Abramo, vinculada ao PT, o governo Lula foi o mais corrupto da história, só perdendo para o governo Collor.&lt;br /&gt;54 - Na campanha, Lula prometeu instalar mil farmácias populares até o final do governo. Em 2003 e 2004, foram montados apenas 28 pontos de venda. No ano passado, somente mais dez. Até ontem haviam sido inauguradas somente 110 farmácias.&lt;br /&gt;55 - O governo, além de apoiar as invasões dos sem terra, ignorou a crise que atingiu em cheio a produção agrícola, apesar dos apelos do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues. Pela primeira vez em sete anos, a balança comercial do agronegócio cairá em 2006 na comparação com o ano anterior.&lt;br /&gt;56 - Lula torrou no R$ 54 milhões na compra do Aerolula feito sem concorrência. Isso é mais do que o governo federal gastou em saneamento básico em 2004.&lt;br /&gt;57 - Lula sancionou a emenda que diminui as multas de trânsito por excesso de velocidade. Medida eleitoreira que poderá causar um aumento no já alto índice de mortalidade em acidentes de trânsito no Brasil.&lt;br /&gt;58 - O ministro da saúde de Lula, Humberto Costa, foi quem assinou a liberação das verbas da máfia dos sanguessugas. Mesmo sabendo disso, Lula está apoiando a eleição dele em Pernambuco.&lt;br /&gt;59 - Dos R$ 27,6 bilhões gastos em segurança pública no país no ano passado, 87% (ou R$ 24 bilhões) saíram dos cofres dos governos estaduais. Esse valor equivale ao triplo do que o governo federal dedicou à educação em 2006. Ou seja, além de não gastar quase nada com educação, Lula gasta menos ainda com segurança.&lt;br /&gt;60 - Pela constituição, a responsabilidade pelo crime organizado é da esfera federal, cabendo aos estados somente os crimes comuns como brigas de vizinhos, crimes passionais, batedores de carteira, assaltantes entre outros. Contudo, o governo Lula finge não ter esta responsabilidade, mesmo estando ela definida na constituição, colocando os Estados da federação numa saia justa.&lt;br /&gt;61 - O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) do governo Fernando Henrique atendeu 809 mil crianças e reduziu em 26% o número de trabalhadores infantis. Embora bem-sucedido, o programa não contou com apoio do governo Lula. O petista preferiu retirar recursos desse programa para repassá-los ao Bolsa Família.&lt;br /&gt;62 - Durante os anos de administração de Fernando Henrique, o percentual das estradas brasileiras consideradas ruins ou péssimas era de 1,5%. Sob Lula, 40% das estradas estão nessa situação.&lt;br /&gt;63 - Nos anos do governo tucano de Fernando Henrique a produção agrícola pulou de 81 milhões para 123,2 milhões de toneladas. Sob Lula a produção só fez cair até chegar a 113,9 milhões de toneladas. Uma redução de 7,7% no governo petista frente a um avanço de 33,3% no governo tucano.&lt;br /&gt;64 - O PIB do setor agrícola deve amargar esse ano uma queda de R$ 10 bilhões. Ao mesmo tempo, os petistas permitiram um festival de invasões e conflitos no campo. O número de famílias assentadas ficou na metade do prometido e as invasões triplicaram, passando de 103 no governo FHC para 327 com Lula.&lt;br /&gt;65 - Enquanto na gestão tucana a taxa real de juros anualizada era de 5,81%, na era Lula é de estratosféricos 12,64%. Com isso, o crescimento brasileiro têm sido pífio, apesar do cenário externo favorável.&lt;br /&gt;66 - O governo Lula provocou uma explosão da dívida pública, que passou de R$ 1 trilhão. Na gestão passada, o aumento dessa dívida foi de R$ 182 bilhões, valor que atingiu R$ 356 bilhões no governo do PT.&lt;br /&gt;67 - As verbas para o setor de segurança para São Paulo, que em 2001 somavam R$ 181 milhões, diminuíram para R$ 27 milhões em 2005. Comparativamente, o montante de recursos enviados por meio do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) e do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) teve redução, portanto, de 85%. Ou seja, Lula só libera verbas para Estados cujo governador é de seu partido. Como se o dinheiro fosse dele.&lt;br /&gt;68 - A Polícia Federal descobriu fraude em uma empresa de Henrique Meireles, presidente do Banco Central. Ele, por não ser membro do Executivo nem do Legislativo, deveria ser julgado por foro normal. Contudo, Lula em mais uma manobra para premiar a corrupção de seus amigos, diplomou-o como ministro, tornando-o assim um membro do poder executivo.&lt;br /&gt;69 - Humberto Costa, o ministro da Saúde de Lula, gastou 1,4 milhão de reais do ministério da saúde em causa própria, fazendo propaganda eleitoral com o dinheiro do povo.&lt;br /&gt;70 - Lula tentou indicar Tarso Genro, além de outros dois deputados petistas, para ocupar vagas no Supremo Tribunal Federal. Atitude ridícula, visto que para ocupar o cargo deve-se selecionar pessoas com alto gabarito na área jurídica.&lt;br /&gt;71 - &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Lula anunciou que pretende criar uma constituinte para alterar a constituição. Nada mais parecido com o que Chávez fez na Venezuela e Morales vem fazendo na Bolívia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;72 - Lula gastou 9 bilhões de reais dos impostos dos contribuintes para cobrir um rombo no fundo de pensão da Petrobrás. Essa quantia daria para pagar um ano de bolsa família e vinte operações tapa-buraco.&lt;br /&gt;73 - Em seus quatro anos de governo, Lula construiu apenas uma penitenciária. Que funciona exclusivamente para apenas um preso.&lt;br /&gt;74 - O governo executou apenas 1,45% das verbas do Fundo Penitenciário (Funpen) previstas no Orçamento deste ano e 4,8% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). Não é à toa o caos que se tornou a segurança brasileira.&lt;br /&gt;75 - Lula defendeu o direito ao sigilo bancário dos suspeitos de atos ilícitos para atrapalhar as investigações das CPIs, mas ao mesmo tempo seu governo quebrou o sigilo bancário de um simples caseiro, para tentar desacreditar as denuncias dele.&lt;br /&gt;76 - Cristovam Buarque quando ministro da educação elaborou projetos de lei para melhorar o ensino brasileiro e erradicar o analfabetismo. Lula não os enviou ao congresso porque eles seriam impopulares aos olhos dos prefeitos que lhe ajudariam na reeleição. Cristovam saiu do governo sem poder apresentar nenhum projeto e a educação ficou na mesma.&lt;br /&gt;77 - Lula prometeu que investiria no policiamento de fronteira para evitar a entrada de drogas e armas ao Brasil, mas não cumpriu a promessa.&lt;br /&gt;78 - Lula é uma pessoa que comete gafes como quem respira. Faz o Brasil passar vergonha no exterior e abusa de expressões preconceituosas como "Nego". A Presidência da República é uma instituição que deve emanar respeito, mas Lula só emana piada e vergonha.&lt;br /&gt;79 - Lula mentiu ao povo ao dizer em entrevista que foi ele quem criou a CGU, Controladoria Geral da União. A CGU foi criada pelo ex-presidente FHC em 2 de abril de 2001. Mas mentir já não é uma novidade para Lula.&lt;br /&gt;80 - Na política externa o governo Lula foi de uma inocência infantil. Abonou a dívida que a Bolívia tinha com o Brasil meses antes de Evo Morales nacionalizar seu gás e expulsar uma mineradora de um brasileiro. Esse dinheiro, que o Brasil nunca mais vai ver, era impostos que nossos avós outrora pagaram.&lt;br /&gt;81 - Lula e o PT acusam o governo Fernando Henrique de ter beneficiado os banqueiros com o Proer, programa que salvou os bancos brasileiros da falência e garantiu a estabilidade financeira. No entanto, por manter os juros reais mais altos do mundo, Lula faz o Brasil pagar várias dezenas de Proers por ano.&lt;br /&gt;82 - Antes de Lula assumir a presidência o filho de Lula era monitor de Jardim Zoológico. Três anos depois se tornou um empresário milionário, com contratos suspeitos com a Telemar.&lt;br /&gt;83 - Anac, agência que substituiu o DAC no governo Lula, aumentou as taxas de renovação de exame médico para pilotos de avião de R$ 56 para R$ 950. Esse exame, no caso de pilotos de mais de 40 anos deve ser feito de seis e seis meses.&lt;br /&gt;85 - A renovação da licença de vôo subiu de R$ 110 para 1.389 no governo Lula. Essa renovação deve ser feita a cada seis meses.&lt;br /&gt;84 - Por lei todos os cargos da Anac teriam que ser ocupados por concurso público. Não houve nenhum concurso, Todos os funcionários são indicados do PT e aliados. Ou seja, o governo Lula além de infringir a lei, fez da agência um cabide de empregos nos moldes das estatais da ditadura militar.&lt;br /&gt;85 - As tarifas de embarque de passageiros e as aeroportuárias (Pouso e estacionamento de Aeronaves nos aeroportos) foram aumentadas em 1.000% no governo Lula.&lt;br /&gt;86 - A Operação Tapa Buracos, feita às pressas pelo governo Lula para disfarçar a precaríssima qualidade das estradas federais, abriu crateras nas contas públicas. O TCU auditou cinco trechos de rodovias que, juntos, somaram 134 quilômetros. Foram encontradas 24 irregularidades, quinze delas "graves". Ou seja, o governo não conseguiu andar 5,5 quilômetros sem tropeçar na lei.&lt;br /&gt;87 - No governo Lula o Brasil quitou as dívidas com o FMI, eliminando empréstimos a juros baratos de 6 a 7% e trocando por outros com juros exorbitantes de 18%.&lt;br /&gt;88 - Lula mentiu para todos os brasileiros em rede nacional quando disse que foi dele a iniciativa de afastar Dirceu e Palocci por conta de corrupção. Ambos demitiram-se. Com direito a carta amorosa e tudo.&lt;br /&gt;89 - Lula nomeou Henrique Pizzolato, seu coordenador de campanha, para gerenciar a área de marketing do Banco do Brasil. O resultado foi mais corrupção, Pizzolato comprou 70 mil ingressos, com dinheiro público, de um show de Zezé de Camargo e Luciano, para beneficiá-los pelo apoio durante a campanha.&lt;br /&gt;90 - Lula permitiu que seu irmão utilizasse sua influencia para intermediar negócios entre ONGs, a prefeitura de Jacareí, a Caixa Econômica Federal e a Petrobrás, numa clara demonstração de tráfico de influência.&lt;br /&gt;91 - Os recurso do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) passaram a ser desviados pela gestão de Lula para ONGs de petistas e amigos pessoais de Lula que utilizam o capital para oferecer empréstimo obtendo lucros de até 7000%. Dinheiro público, mais um item para explicar porque tantos petistas enriqueceram nesses três anos!&lt;br /&gt;92 - &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A carga tributária no governo Lula foi a maior na história do Brasil, alcançando 37,7% do PIB.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;93 - &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Na campanha eleitoral atual Lula prometeu diminuir a carga tributária, porém o orçamento que mandou ao congresso prevê exatamente o contrário: A carga tributária aumentará novamente. Ou seja, ele já está descumprindo sua promessa por antecipação.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;94 - No programa de governo de Lula para um segundo mandato não há nem um item falando sobre reforma da previdência. O rombo da previdência é o que causa maior escoamento de recursos na união. Principalmente a previdência de funcionários públicos.&lt;br /&gt;95 - Economistas do mundo inteiro criticaram o programa de governo de Lula para o segundo mandato mostrando que há erros básicos de matemática na composição orçamentária.&lt;br /&gt;96 - Lula aumentou em 60% o orçamento do Bolsa Família somente no mês de Julho, nas vésperas da eleição. Um desrespeito total a democracia, pois ele teve três anos e meio para fazer isso.&lt;br /&gt;97 - O aumento do crédito consignado sem planejamento fez o comércio crescer por alguns meses, mas agora o faz travar devido ao grande nível de endividamento que isso criou. Crédito fácil não é nada quando a renda está em baixa. O governo Lula parece não entender preceitos básicos da economia.&lt;br /&gt;98 - Lula insultou países e lideres vizinhos como Chile, Argentina e Uruguai. Além de demonstrar um extremo desrespeito para com seus subordinados, como mostra o livro Viagens com o Presidente, Dois Repórteres no Encalço de Lula do Planalto ao Exterior. Isso é atitude de um chefe de estado?&lt;br /&gt;99 - A elite que o Lula tanto combate é exatamente aquela que dá suporte ao seu governo: Sarney (Aquele que anda censurando blogs), Newton Cardoso, Marcelo Crivela, José Alencar, Jader Barbalho (Aquele que saiu do congresso algemado no governo Fernando Henrique) e outras figuras bem conhecidas.&lt;br /&gt;100 - &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Durante o governo do petista Olívio Dutra no sul, que depois foi ministro de Lula, o representante das FARC, Hernan Rodriguez, foi recebido no Palácio pelo próprio governador. A ABIN relata três documentos atestando apoio financeiro de 5 milhões de dólares das FARC para candidatos petistas. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-116209520300393480?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/116209520300393480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=116209520300393480' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/116209520300393480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/116209520300393480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2006/10/100-motivos-para-no-votar-em-lula.html' title='100 Motivos para Não Votar em Lula'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-115729469062646556</id><published>2006-09-03T09:38:00.000-05:00</published><updated>2006-09-03T09:44:50.640-05:00</updated><title type='text'>Por uma escola sem partido</title><content type='html'>texto de &lt;strong&gt;Miguel Nagib&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;advogado e coordenador do &lt;a href="http://www.escolasempartido.org/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;EscolaSemPartido.org&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dois anos, um pequeno grupo de pais e estudantes preocupados com a contaminação ideológica de nossas salas de aula decidiu fazer algo para combater essa grave ameaça ao ensino. Criaram, para isso, uma organização informal que, a exemplo de tantas iniciativas nos dias de hoje, se materializou numa página da internet: o &lt;a href="http://www.escolasempartido.org"&gt;www.escolasempartido.org&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O EscolaSemPartido.org, que tem por modelo bem-sucedidas experiências realizadas nos EUA – especialmente o &lt;a href="http://www.studentsforacademicfreedom.org/"&gt;http://www.studentsforacademicfreedom.org/&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://www.noindoctrination.org/"&gt;http://www.noindoctrination.org/&lt;/a&gt; –, baseia-se na premissa de que, numa sociedade livre e pluralista (como diz ser a nossa), as instituições de ensino deveriam funcionar como centros de produção e irradiação do conhecimento, firmemente comprometidos com a busca da verdade, abertos às mais diversas perspectivas de investigação e capazes, por isso, de refletir, com a máxima fidelidade possível, os infinitos aspectos e matizes da realidade. É o que estabelece, com outras palavras, a própria Constituição Federal, ao dispor que “o ensino será ministrado com base nos princípios da liberdade – de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber – e do pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, contudo, isto não vem ocorrendo em grande parte das instituições de ensino no Brasil, da pré-escola à universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imbuídos da crença de que &lt;em&gt;um outro mundo é possível&lt;/em&gt;, mas cientes, ao mesmo tempo, de que todas as tentativas históricas de implantar o paraíso na Terra, vitoriosas a princípio, acabaram fracassando de uma forma ou de outra em virtude do “mau comportamento” de seres humanos “egoístas”, “individualistas”, “ignorantes”, “atrasados” e terrivelmente apegados a instituições, valores e “preconceitos” burgueses – família, religião, patriotismo, propriedade privada, hierarquia, lealdade etc.–, alguns ideólogos perceberam que o advento desse &lt;em&gt;outro mundo&lt;/em&gt; só seria realmente possível se precedido de uma profunda transformação na mentalidade das pessoas. E concluíram, por fim, que essa transformação haveria de ser realizada sobretudo por meio da educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratava-se, portanto, de uma dupla tarefa a ser posta em prática por educadores ideologicamente engajados: demolir o mundo malvado com a marreta do &lt;em&gt;pensamento crítico&lt;/em&gt; e construir o mundo bom com a argamassa do &lt;em&gt;politicamente correto&lt;/em&gt;: relativismo, multiculturalismo, igualitarismo, coletivismo, ecologismo, secularismo e outros ismos. Em suma: demolir e transformar em vez de simplesmente estudar e compreender o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a consecução desses objetivos, naturalmente, o educador do passado – para quem a educação era apenas uma forma de transmitir um conhecimento objetivo sobre a realidade – deveria ser substituído por um novo tipo de profissional. De acordo com essa concepção – defendida, entre muitos outros, pelo Prof. Jefferson Ildefonso da Silva, doutor em Educação pela PUC/SP, em artigo acadêmido publicado na Internet e reproduzido na seção “Corpo de Delito” do &lt;strong&gt;EscolaSemPartido.org&lt;/strong&gt; –, o professor deve atuar em sala de aula como o “intelectual dirigente e orgânico” de Antonio Gramsci. Cabe aos educadores – diz o Prof. Jefferson – “conquistar o lugar de intelectual dirigente e colaborar para a organização popular na sua luta por uma nova ordem social e econômica”. Para isso, é necessário ultrapassar o “estágio romântico da consciência do professor”, caracterizado pela idéia de “vocação”, pelo “entusiasmo pela educação” e pela “crença no valor da ciência e do saber”. É fundamental que o professor se conscientize de sua condição de “trabalhador do ensino”. A partir desse momento, os professores “se organizam, se sindicalizam, provocam lutas massivas e fornecem um número elevado de militantes aos partidos de esquerda”. Tomam consciência de ser “militantes de uma causa política, partícipes de uma nova insurreição, à qual deveriam dedicar-se com mística revolucionária que não é outra coisa senão um amor interno e profundo para com as massas exploradas e dominadas no passado”. A consciência política, “imprescindível para que o conhecimento seja científica e tecnicamente organizado segundo os interesses populares”, “é o objetivo máximo de toda a formação do professor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias gerações de educadores foram e continuam a ser educadas segundo os cânones dessa pedagogia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua oposição democrática a esses cânones – assegurada pelo art. 206, incisos I e II, da Constituição Federal –, o &lt;strong&gt;EscolaSemPartido.org&lt;/strong&gt; recebe e divulga depoimentos de estudantes que se sintam vítimas de doutrinação em sala de aula, garantindo ao professor ou instituição nomeada o exercício do direito de resposta. Além disso, o site – que é o único no gênero em língua portuguesa – pretende ser um centro de referência sobre o assunto, reunindo artigos, resenhas críticas de livros didáticos, atos normativos, debates, relatos e todo material relacionado ao problema da instrumentalização do conhecimento para fins político-ideológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;EscolaSemPartido.org&lt;/strong&gt; tem despertado grande simpatia entre pais preocupados com a educação de seus filhos e estudantes que não se limitam a exercer o &lt;em&gt;pensamento crítico&lt;/em&gt; em relação aos alvos pré-determinados por seus professores. A iniciativa, no entanto, como não podia deixar de ser, desagradou muita gente. Grosso modo, nossos críticos se dividem em três grupos: os que se recusam a admitir a existência da doutrinação ideológica nas escolas; os que sabem que ela existe, talvez não concordem com a sua prática, mas por preguiça, acomodação ou solidariedade com a corrente política que a promove de forma organizada e sistemática se abstêm de condená-la; e, finalmente, os que a reconhecem e defendem sem pudor. Entre os dois últimos grupos, é comum a objeção, recentemente manifestada numa mensagem ao site, de que “todos nós temos ideologias, posicionamentos críticos frente a algo, não somos seres humanos vazios, temos as nossas crenças e valores que nos encaminham a algo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade, mas isto não resolve o problema. A questão está em saber se professores, em sala de aula, devem dar livre curso às suas ideologias, crenças, simpatias e antipatias, na tentativa de moldar a cabeça de seus jovens e inexperientes alunos à sua própria imagem e semelhança; ou devem fazer um esforço permanente para conter essas tendências e se aproximar, tanto quanto possível, da perfeita (e talvez inatingível) objetividade científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, impõe-se a pergunta: se a contaminação ideológica é, como dizem, uma realidade incontornável, não estariam as instituições de ensino moralmente obrigadas a promover o equilíbrio ideológico dos seus respectivos corpos docentes, dando aos estudantes a oportunidade de confrontar dialeticamente as diversas perspectivas de seus professores e extrair desse confronto uma visão mais rica e abrangente da realidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nosso ver, as duas coisas são necessárias e moralmente obrigatórias. Cabe ao educador renovar diariamente o seu compromisso com a objetividade científica e é dever das escolas promover o equilíbrio de perspectivas político-ideológicas dos seus quadros de professores (é óbvio que no interesse dos alunos e não no dos integrantes dessa ou daquela corrente de pensamento), como forma de neutralizar os inevitáveis resíduos de contaminação ideológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso, porém, está acontecendo. Refém da concepção pedagógica acima descrita, a maior parte das instituições de ensino – públicas e privadas, laicas e confessionais – sequer admite, por fraqueza ou cumplicidade, a existência ou a gravidade do problema. Quando confrontadas com denúncias concretas, negam os fatos ou tentam minimizá-los, tratando-os como episódios isolados. Os próprios estudantes – em reação sintomaticamente análoga à observada entre vítimas de seqüestros (a conhecida síndrome de Estocolmo) – assumem a defesa, quase sempre agressiva, dos professores acusados de doutrinação. Os alunos descontentes se calam. O medo de abrir a boca tomou conta da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educação no Brasil, como todos sabem, vai muito mal, mas os grupos que investem na doutrinação político-ideológica em sala de aula não têm do que reclamar. Seu &lt;em&gt;portfolio&lt;/em&gt; contém investimentos de maturação lenta – crianças do ensino fundamental – e aplicações de curto-prazo – adolescentes na faixa dos 16 anos. Estudantes vampirizados no processo são automaticamente incorporados ao exército de voluntários, assegurando a expansão do negócio. Ao contrário do que sempre acontece, o governo não só não atrapalha, como incentiva, acoberta e patrocina a doutrinação. E os resultados estão aí, exuberantemente demonstrados pela morbosa uniformidade ideológica do cenário político e cultural brasileiro. Um êxito absoluto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outubro se aproxima e esses grupos já se preparam para o vale-tudo das eleições. Se nada for feito, nossas salas de aula serão novamente seqüestradas por professores &lt;em&gt;dirigentes e orgânicos&lt;/em&gt;, empenhados na transformação da sociedade e, mais diretamente, na conquista de votos para os candidatos e partidos de sua predileção. É inútil esperar do governo alguma providência. Cabe à sociedade e, de modo especial, aos próprios estudantes, impedir que isto ocorra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-115729469062646556?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/115729469062646556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=115729469062646556' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/115729469062646556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/115729469062646556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2006/09/por-uma-escola-sem-partido.html' title='Por uma escola sem partido'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-115394581999361351</id><published>2006-07-26T15:29:00.000-05:00</published><updated>2006-07-26T15:30:20.033-05:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/flor%20cieep%20menor.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; 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Satan - Capítulo 2</title><content type='html'>Richard Wurmbrand - Marx &amp; Satan, pp 20-35&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TWO AGAINST ALL GODS&lt;br /&gt;Satan in Marx's Family&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When he wrote the works quoted in the last chapter, Marx, a premature genius, was only eighteen.  His life's program had thus already been established.  He had no vision of serving mankind, the proletariat, or socialism.  He merely wished to bring the world to ruin, to build for himself a throne whose bulwark would be human fear. At that point, correspondence between Karl Marx and his father included some especially cryptic passages.  The son writes, "A curtain had fallen.  My holy of holies was rent asunder and new gods had to be installed." [1] These words were written on November 10, 1837 by a young man who had professed Christianity until then.  He had earlier declared that Christ was in his heart.  Now this is no longer so.  Who are the newgods installed in Christ's place? The father replies. "I refrained from insisting on an explanation about a very mysterious matter although it seemed highly dubious." [2] What was this mysterious matter?  No biographer of Marx has explained these strange sentences. On March 2, 1837, Marx's father writes to his son: "Your advancement, the dear hope of seeing your name someday of great repute, and your earthly well-being are not the only desires of my heart.  These are illusions I had had a long time, but I can assure you that their fulfillment would not have made me happy.  Only if your heart remains pure and beats humanly and if no demon is able to alienate your heart from better feelings, only then will I be happy."[3] What made a father suddenly express the fear of demonic influence upon a young son who until then had been a confessed Christian?  Was it the poems he received as a present from his son for his fifty-fifth birthday? The following quotation is taken from Marx's poem "On Hegel": Words I teach all mixed up into a devilish muddle. Thus, anyone may think just what he chooses to think. [4] Here also are words from another epigram on Hegel: Because I discovered the highest, And because I found the deepest through meditation, I am great like a God; I clothe myself in darkness like Him. [5] In his poem "The Pale Maiden," he writes: Thus heaven I've forfeited, I know it full well. My soul, once true to God, Is chosen for hell. [6] No commentary is needed. Marx had started out with artistic ambitions.  His poems and drama are important in revealing the state of his heart; but having no literary value, they received no recognition.  Lack of success in drama gave usa Goebbels, the propaganda minister of the Nazis; in philosophy a Rosenberg, the purveyor of German racism; in painting and architecture a Hitler. Hitler was a poet too.  It can be assumed that he never read Marx's poetry, but the resemblance is striking.  In his poems Hitler mentions the same Satanist practices: On rough nights, I go sometimes To the oak of Wotan in the still garden,To make a pact with dark forces. The moonlight makes runes appear. Those that were sunbathed during the day Become small before the magic formula. [7] "Wotan" is the chief god of German heathen mythology. "Runes" were symbols used for writing in olden times. Hitler soon abandoned a poetic career, and so did Marx, who exchanged it for a revolutionary career in the name of Satan against a society which had not appreciated his poems.  This is conceivably one of the motives for his total rebellion. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Being despised as a Jew was perhaps another. Two years after his father's expressed concern, in 1839, the young Marx wrote &lt;em&gt;The Difference Between Democritus' and Epicurus' Philosophy of Nature&lt;/em&gt;, in the preface to which he aligns himself with the declaration of Aeschylus, "I harbor hatred against all gods."[8]  This he qualifies by stating that he is against all gods on earth and in heaven that do not recognize human self-consciousness as the supreme godhead. Marx was an avowed enemy of all gods, a man who had bought his sword from the prince of darkness at the price of his soul.  He had declared it his aim to draw all mankind into the abyss and to follow them laughing. Could Marx really have bought his sword from Satan? His daughter Eleanor says that Marx told her and her sisters many stories when they were children.  The one she liked most was about a certain Hans Röckle. "The telling of the story lasted months and months, because it was a long, long story and never finished.  Hans Röckle was a witch ... who had a shop with toys and many debts....  Though he was a witch, he was always in financial need.  Therefore he had to sell against his will all his beautiful things, piece after piece, to the Devil....  Some of these adventures were horrifying and made your hair stand on end." [9] Is it normal for a father to tell his little children horrifying stories about selling one's dearest treasures to the Devil?  Robert Payne in his book Marx [10] also recounts this incident in great detail, as told by Eleanor - how unhappy Röckle, the magician, sold the toys with reluctance, holding on to them until the last moment. But since he had made a pact with the Devil, there was no escaping it. Marx's biographer continues, "There can be very little doubt that those interminable stories were autobiographical.  He had the Devil's view of the world, and the Devil's malignity.  Sometimes he seemed to know that he was accomplishing works of evil." [10] When Marx had finished Oulanem and other early poems in which he wrote about having a pact with the Devil, he had no thought of socialism. He even fought against it.  He was editor of a German magazine, the Rheinische Zeitung, which "does not concede even theoretical validity to Communist ideas in their present form, let alone desire their practical realization, which it anyway finds impossible....  Attempts by masses to carry out Communist ideas can be answered by a cannon as soon as they have become dangerous..." [12]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marx Will Chase God from Heaven&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;After reaching this stage in his thinking, Marx met Moses Hess, the man who played the most important role in his life, the man who led him to embrace the Socialist ideal. Hess calls him "Dr. Marx - my idol, who will give the last kick to medieval religion and politics."[13]  To give a kick to religion was Marx's first aim, not socialism. Georg Jung, another friend of Marx at that time, writes even more clearly in 1841 that Marx will surely chase God from His heaven and will even sue Him.  Marx calls Christianity one of the most immoral religions.[14]  No wonder, for Marx note believed that Christians of ancient times had slaughtered men and eaten their flesh. These then were the expectations of those who initiated Marx into the depths of Satanism.  There is no support for the view that Marx entertained lofty social ideals about helping mankind, saw religion as a hindrance in fulfilling this ideal, and for this reason embraced an antireligious attitude.  On the contrary, Marx hated any notion of God or gods.  He determined to be the man who would kick out God - all this before he had embraced socialism, which was only the bait to entice proletarians and intellectuals to embrace this devilish ideal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eventually Marx claims not to even admit the existence of a Creator. Incredibly, he maintained that mankind shaped itself.  He wrote, "Seeing that for the Socialist man all of so-called world history is nothing other than the creation of man through human work, than the development of nature for man, he has the incontestable proof of his being born from himself....  The criticism of religion ends with the teaching that man is the supreme being for man." When no Creator is acknowledged, there is no one to give us commandments, or to whom we are accountable.  Marx confirms this by stating, "Communists preach absolutely no morals."  When the Sovietsin their early years adopted the slogan, "Let us drive out the capitalists from earth and God from heaven," they were merely fulfilling the legacy of Karl Marx.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;One of the peculiarities of black magic, as mentioned earlier, is the inversion of names.  Inversions in general so permeated Marx's whole manner of thinking that he used them throughout.  He answered Proudhon's book &lt;em&gt;The Philosophy of Misery&lt;/em&gt; with another book entitled &lt;em&gt;The Misery of Philosophy&lt;/em&gt;.  He also wrote, "We have to use instead of the weapon of criticism, the criticism of weapons." [15] Here are further examples of Marx's use of inversion in his writing: "Let us seek the enigma of the Jew not in his religion, but rather let us seek the enigma of his religion in the real Jew." [16] "Luther broke the faith in authority, because he restored the authority of faith.  He changed the priests into laymen, because he changed the laymen into priests." [17] Marx used this technique in many places.  He used what could be called typical Satanist style.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shifting gears somewhat, men usually wore beards in Marx's time, but not beards like his, and they did not have long hair.  Marx's manner and appearance was characteristic of the disciples of Joanna Southcott, a cultist priestess of an occult sect who claimed to be in contact with the ghost Shiloh. [18] It is strange that some sixty years after her death in 1814, "the Chatham group of Southcottians were joined by a soldier, James White, who, after his period of service in India, returned and took the lead locally, developing further the doctrines of Joanna ... with a communistic tinge." [19] Marx did not often speak publicly about metaphysics, but we can gather his views from the men with whom he associated.  One of his partners in the First International was Mikhail Bakunin, a Russian anarchist,who wrote: "The Evil One is the satanic revolt against divine authority, revolt in which we see the fecund germ of all human emancipations, the revolution.  Socialists recognise each other by the words 'In the name of the one to whom a great wrong has been done.'" "Satan [is] the eternal rebel, the first freethinker and the emancipator of worlds.  He makes man ashamed of his bestial ignorance and obedience; he emancipates him, stamps upon his brow the seal of liberty and humanity, in urging him to disobey and eat of the fruit of knowledge." [20]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bakunin does more than praise Lucifer.  He has a concrete program of revolution, but not one that would free the poor from exploitation. He writes: "In this revolution we will have to awaken the Devil in the people, to stir up the basest passions.  Our mission is to destroy, not to edify. The passion of destruction is a creative passion." [21] Marx, along with Bakunin, formed the First International and endorsed this strange program.  Marx and Engels said in &lt;em&gt;The Communist Manifesto&lt;/em&gt; that the proletarian sees law, morality, and religion as "so many bourgeois prejudices, behind which lurk in ambush just as many bourgeois interests." Bakunin reveals that Proudhon, another major Socialist thinker and at that time a friend of Karl Marx, also "worshipped Satan."[22]  Hess had introduced Marx to Proudhon, who wore the same hair style typical of the nineteenth-century Satanist sect of Joanna Southcott. Proudhon, in &lt;em&gt;The Philosophy of Misery&lt;/em&gt;, declared that God was the prototype for injustice. "We reach knowledge in spite of him, we reach society in spite of him. Every step forward is a victory in which we overcome the Divine." [23] He exclaims, "Come, Satan, slandered by the small and by kings.  God is stupidity and cowardice; God is hypocrisy and falsehood; God is tyranny and poverty; God is evil.  Where humanity bows before an altar, humanity, the slave of kings and priests, will be condemned....  I swear, God,with my hand stretched out towards the heavens, that you are nothing more than the executioner of my reason, the sceptre of my conscience.... God is essentially anticivilized, antiliberal, antihuman." [24] Proudhon declares God to be evil because man, His creation, is evil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Such thoughts are not original; they are the usual content of sermons delivered in Satanist worship. Marx later quarreled with Proudhon and wrote a book to refute his Philosophy of Misery.  But Marx contradicted only minor economic doctrines. He had no objection to Proudhon's demonic anti-God rebellion. Heinrich Heine, the renowned German poet, was a third intimate friend of Marx.  He too was a Satan-fancier.  He wrote: "I called the devil and he came, His face with wonder I must scan; He is not ugly, he is not lame. He is a delightful, charming man." [25] "Marx was a great admirer of Heinrich Heine.  Their relationship was warm, hearty." [26] Why did he admire Heine?  Perhaps for Satanist thoughts like thefollowing: "I have a desire ... for a few beautiful trees before my door, and if dear God wishes to make me totally happy, he will give me the joy of seeing six or seven of my enemies hanged on these trees.  With a compassionate heart I will forgive them after death all the wrong they have done to me during their life.  Yes, we must forgive our enemies, but not before they are hanged. I am not revengeful.  I would like to love my enemies.  But I cannot love them before taking revenge upon them.  Only then my heart opens for them.  As long as one has not avenged himself, bitterness remains in the heart." Would any decent man be an intimate friend of one who thinks like this? But Marx and his entourage thought alike.  Lunatcharski, a leading philosopher who was once minister of education of the U.S.S.R., wrote in &lt;em&gt;Socialism and Religion&lt;/em&gt; that Marx set aside all contact with God and instead put Satan in front of marching proletarian columns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It is essential at this point to state emphatically that Marx and his comrades, while anti-God, were not atheists, as present-day Marxists claim to be.  That is, while they openly denounced and reviled God, they hated a God in whom they believed.  They challenged not His existence, but His supremacy. When the revolution broke out in Paris in 1871, the Communard Flourens declared, "Our enemy is God.  Hatred of God is the beginning of wisdom." [27] Marx greatly praised the Communards who openly proclaimed this aim. But what has this to do with a more equitable distribution of goods or with better social institutions?  Such are only the outward trappings for concealing the real aim - the total eradication of God and His worship.  Today we see the evidence of this in such countries as Albania and North Korea, where all churches, mosques, and pagodas have been closed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marx's Devilish Poetry&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We see this clearly in Marx's poetry.  In "Invocation of One in Despair" and "Human Pride," man's supreme supplication is for his own greatness.  If man is doomed to perish through his own greatness, this will be a cosmic catastrophe, but he will die as a godlike being, mourned by demons.  Marx's ballad "The Player" records the singer's complaints against a God who neither knows nor respects his art.  This emerges from the dark abyss of hell, "bedeviling the mind andbewitching the heart, and his dance is the dance of death."[28]  The minstrel draws his sword and throws it into the poet's soul. Art emerging from the dark abyss of hell, bedeviling the mind...  This reminds us of the words of the American revolutionary Jerry Rubin in Do It: "We've combined youth, music, sex, drugs, and rebellion with treason - and that's a combination hard to beat." [29] In his poem "Human Pride," Marx admits that his aim is not to improvethe world or to reform or revolutionize it, but simply to ruin it and to enjoy its being ruined:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;With disdain I will throw my gauntlet&lt;br /&gt;Full in the face of the world,&lt;br /&gt;And see the collapse of this pygmy giant&lt;br /&gt;Whose fall will not stifle my ardour.&lt;br /&gt;Then will I wander godlike and victorious&lt;br /&gt;Through the ruins of the world&lt;br /&gt;And, giving my words an active force,&lt;br /&gt;I will feel equal to the Creator. [30]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marx adopted Satanism after intense inner struggle.  He ceased writing poems during a period of severe illness, a result of the tempest within his heart.  He wrote at that time about his vexation at having to make an idol of a view he detested.  He felt sick. [31] The overriding reason for Marx's conversion to communism appears clearly in a letter of his friend Georg Jung to Ruge: it was not the emancipation of the proletariat, nor even the establishing of a better social order.  Jung writes: "If Marx, Bruno Bauer and Feuerbach associate to found atheological-political review, God would do well to surround himself with all his angels and indulge in self-pity, for these three will certainly drive him out of heaven...." [32]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Were these poems the only expressly Satanist writings of Karl Marx? We do not know, because the bulk of his works is kept secret by those who guard his manuscripts. In &lt;em&gt;The Revolted Man&lt;/em&gt;, Albert Camus stated that thirty volumes of Marx and Engels have never been published and expressed the presumption that they are not much like what is generally known as Marxism.  On reading this, I had one of my secretaries write to the Marx Institute in Moscow, asking if this assertion of the French writer is true. I received a reply. The vice director, one Professor M. Mtchedlov, after saying Camus lied, nevertheless confirmed his allegations.  Mtchedlov wrote that of a total of one hundred volumes, only thirteen have appeared.  He offered a ridiculous excuse for this: World War II forestalled the printing of the other volumes.  The letter was written in 1980,thirty-five years after the end of the war.  And the State Publishing House of the Soviet Union surely has sufficient funds. From this letter it is clear that though the Soviet Communists have all the manuscripts for one hundred volumes, they have chosen to publish only thirteen.  There is no other explanation than that most of Marx's ideas are deliberately being kept secret.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marx's Ravaged Life&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;All active Satanists have ravaged personal lives, and this was the case with Marx as well. Arnold Künzli, in his book &lt;em&gt;Karl Marx - A Psychogram&lt;/em&gt;,[33] writes about Marx's life, including the suicide of two daughters and a son-in-law. Three children died of malnutrition. His daughter Laura, married to the Socialist Lafargue, also buried three of her children; then she and her husband committed suicide together.  Another daughter, Eleanor, decided with her husband to do likewise.  She died; he backed out at the last minute. Marx felt no obligation to earn a living for his family, though he could easily have done so through his tremendous knowledge of languages.  Instead, he lived by begging from Engels.  He had an illegitimate child by his maid servant, Helen Demuth.  Later he attributed the child to Engels, who accepted this comedy.  Marx drank heavily.  Riazanov, director of the Marx-Engels Institute in Moscow, admits this fact in his book &lt;em&gt;Karl Marx, Man, Thinker and Revolutionist&lt;/em&gt;. [34] Eleanor was Marx's favorite daughter.  He called her Tussy and frequently said, "Tussy is me."  She was shattered when she heard about the scandal of illegitimacy from Engels on his deathbed.  It was this that led to her suicide. It should be noted that Marx, in &lt;em&gt;The Communist Manifesto&lt;/em&gt;, had railed against capitalists "having the wives and daughters of their proletarians at their disposal."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Such hypocrisy was not out of character for Karl Marx. There was an even darker spot in the life of Marx, the great revolutionary.  The German newspaper Reichsruf (January 9, 1960)published the fact that the Austrian chancellor Raabe donated toNikita Khrushchev, then director of Soviet Russia, an original letter of Karl Marx.  Khrushchev did not enjoy it, because it was proof thatMarx had been a paid informer of the Austrian police, spying on revolutionaries. The letter had been found accidentally in a secret archive.  It indicated that Marx, as an informer, reported on his comrades during his exile in London.  He received $25 for each bit of information he turned up.  His notes were about the revolutionary exiles in London, Paris, and Switzerland. One of those against whom he informed was Ruge, who considered himself an intimate friend of Marx.  Cordial letters between the two still exist.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rolv Heuer describes Marx's ravaged financial life in Genius andRiches: "While he was a student in Berlin, the son of papa Marx received 700 thalers a year pocket-money." [35] This was an enormous sum because at that time only 5 percent of the population had an annual income greater than 300 thalers.  During his lifetime, Marx received from Engels some six million French francs, according to the Marx Institute. Yet he always lusted after inheritances.  While an uncle of his was in agony, Marx wrote, "If the dog dies, I would be out of mischief."[36] To which Engels answers, "I congratulate you for the sickness of the hinderer of an inheritance, and I hope that the catastrophe will happen now."[37] "The dog" died, and Marx wrote on March 8, 1855, "A very happy event.  Yesterday we were told about the death of the ninety-year-old uncle of my wife.  My wife will receive some one hundred Lst; even more if the old dog has not left a part of his money to the lady who administered his house." [38]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He did not have any kinder feelings for those who were much nearer to him than his uncle.  He was not even on speaking terms with his mother.  In December 1863 he wrote to Engels, "Two hours ago a telegram arrived to say that my mother is dead.  Fate needed to take one member of the family.  I already had one foot in the grave.  Under the circumstances I am needed more than the old woman.  I have to go to Trier about their inheritance." [39] This was all he had to say at his mother's passing. In addition, the relationship between Marx and his wife was demonstrably poor.  She abandoned him twice but returned each time. When she died, he did not even attend her funeral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Always in need of funds, Marx lost much money at he stock exchange, where he, the great economist, knew only how to lose. Marx was an intellectual of high caliber, as was Engels.  But their correspondence is full of obscenities, unusual for their class of society.  Foul language abounds, and there is not one letter in which one hears an idealist speaking about his humanist or Socialist dream. Since the Satanist sect is highly secret, we have only reports about the possibilities of Marx's connections with it.  But his disorderly life is undoubtedly another link in the chain of evidence already considered.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;NOTES: Chapter 2  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1.     Karl Marx, letter of November 10, 1837 to his father, MEW, XXX,p. 218. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;2.     Ibid., Heinrich Marx, letter of February 10, 1838 to Karl Marx,p. 229.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;3.     Ibid., Heinrich Marx, letter of March 2, 1837 to Karl Marx, p.203.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;4.     Ibid., Karl Marx, "Hegel," pp. 41, 42.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;5.     Quoted in Deutsche Tagespost, West Germany, December 31, 1982.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;6.     Op. cit., MEW, XXX, Karl Marx, "Das Bleiche Mädchen" ("The PaleMaiden"), pp. 55-57.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;7.     Müllern-Schönhausen, The Solution of the Riddle, Adolf Hitler.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;8.     Op. cit., MEW, III, Karl Marx, Ueber die Differenz derDemokritischen and Epikureischen Naturphilosophie Vorrede (TheDifference Between Democritus' and Epicurus' Philosophy of Nature,Foreword), p. 10.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;9.     Jenny von Westphalen, Mohr und General, Erinnerungen an Marxund Engels (The Moor and the General, Remembrances about Marx andEngels) (Berlin: Dietz-Verlag, 1964), pp. 273, 274.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;10.     Payne, Robert, Marx (New York: Simon &amp; Schuster, 1968), p.317.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;11.     Ibid.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;12.     Karl Marx, Die Rheinische Zeitung (Rhine Newspaper), "DerKommunismus and die Augsburger Allgemeine Zeitung (Communism and theAugsburger Allgemeine Newspaper)," MEGA, I, i (1), p. 263.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;13.     Moses Hess, letter of September 2, 1841 to Berthold Auerbach,MEGA, I, i (2), p. 261.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;14.     Ibid., Georg Jung, letter of October 18, 1841 to Arnold Ruge,pp. 261, 262.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;15.     Karl Marx, Zur Kritik der Hegelschen RechtsphilosophieEinleitung (Critique of the Hegelian Philosophy of Law), Introduction,MEGA, I, i (1), p. 614.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;16.     MEW, I, p. 372.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;17.     Ibid., p. 386.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;18.     Hans Enzensberger, Gespräche mit Marx und Engels(Conversations with Marx and Engels) (Frankfurt-am-Main: Insel Verlag,1973), p. 17.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;19.     James Hastings, Encyclopaedia of Religion and Ethics, Vol. XI(New York: Charles Scribner's Sons, 1921), p. 756.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;20.     Mikhail Bakunin, God and the State (New York: DoverPublications, 1970), p. 112.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;21.     Roman Gul, Dzerjinskii, published by the author in Russian(Paris, 1936), p. 81.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;22.     Op. cit., Enzensberger, p. 407.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;23.     Pierre-Joseph Proudhon, Philosophie de la Misere (ThePhilosophy of  Misery) (Paris: Union Generate d'Editions, 1964), pp.199, 200.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;24.     Ibid., pp. 200, 201.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;25.     Paul Garus, History of the Devil (East Brunswick, NJ.: BellPublish ing Co.), p. 435.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;26.     Heinrich Heine, Works, Vol. I, p. LXIV.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;27.     Charles Boyer, The Philosophy of Communism (10: "The PoliticalAtheism of Communism" by Igino Giordani) (New York: Fordham UniversityPress, 1952), p. 134.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;28.     Op. cit., Marx, "Spielmann," pp. 57, 58.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;29.     Jerry Rubin, Do It (New York: Simon &amp; Schuster, 1970), p. 249.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;30.     Karl Marx, "Menschenstolz" ("Human Pride"), MEGA, I, i (2), p.50.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;31.     Ibid., Karl Marx, letter of November 10, 1837 to his father,p. 219.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;32.     Ibid., Georg Jung, letter of October 18, 1841 to Arnold Ruge,pp. 261, 262.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;33.     Arnold Künzli, Karl Marx, Eine Psychographie (Karl Marx, aPsychogram) (Zurich: Europa Verlag, 1966).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;34.     David Rjazanov, Karl Marx: Man, Thinker and Revolutionist(Karl Marx als Denker, Mensch und Revolutionary (New York:International Publishers, 1927).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;35.     Rolv Heuer, Genie and Reichtum (Genius and Riches) (Vienna:Bertelsmann Sachbuchverlag, 1971), pp. 167, 168.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;36.     Karl Marx, letter of February 27, 1852 to Friedrich Engels,MEW,  XXVIII, p. 30.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;37.     Ibid., Friedrich Engels, letter of March 2, 1852 to Karl Marx,p. 33.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;38.     Ibid., Karl Marx, letter of March 8, 1855 to Friedrich Engels,p. 438.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;39.     Karl Marx, letter of December 2, 1863 to Friedrich Engels, MEW, XXX, p. 376.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-115153992300909865?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/115153992300909865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=115153992300909865' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/115153992300909865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/115153992300909865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2006/06/trechos-de-marx-satan-captulo-2.html' title='Trechos de Marx &amp; Satan - Capítulo 2'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-114400769290194273</id><published>2006-04-02T14:54:00.004-05:00</published><updated>2010-01-09T07:22:37.816-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='apresentação'/><title type='text'>Apresentação</title><content type='html'>Desde criança vivo às voltas com textos. No início, aplicava-me em desenhos a caneta para compor histórias em quadrinhos: não tinha muita paciência para desenhar, mas adorava elaborar os diálogos. A paixão pela literatura ganhou força quando descobri na casa da minha avó os livros infantis do Monteiro Lobato, todos já embolorados, que haviam pertencido a meu pai. Apeguei-me com prazer àquelas páginas com um cheiro todo peculiar, às poucas e lindíssimas ilustrações em nanquim de André Le Blanc que retratavam os personagens do Sítio do Picapau Amarelo, àquela ortografia já ultrapassada, com as proparoxítonas sem acentos. Gostava especialmente de &lt;i&gt;Gramática da Emília&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;O Saci&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Caçadas de Pedrinho&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Viagem ao céu&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;A chave do tamanho&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Os doze trabalhos de Hércules&lt;/i&gt;, que lia repetidas vezes. Quando ganhei as obras completas em um só volume, aos 10 anos, já havia lido quase tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 11 anos descobri na escola o francês, e muito entusiasmada pedi a meu pai que me pusesse na Aliança Francesa, na esquina de casa. Segui todo o percurso até terminar o Nancy (formação de professores), em 1996. Depois de vários anos ensinando o idioma, tornei-me uma das professoras da instituição que me formou, trabalhando ali até 2008. Meu início profissional, porém, não foi na área de ensino: confiante nas minhas habilidades em português, sempre desejei que meu primeiro emprego fosse o de revisora, o que Deus atendeu bem cedo, aos 18 anos. Com a ajuda da mãe de um amigo - que confiou em mim e se viu às voltas com um verdadeiro carrapato agarrado às suas saias para que me indicasse à editora - , &lt;i&gt;me voilà&lt;/i&gt; funcionária da Forense, no centro do Rio. São portanto vinte anos de trabalhos de revisão, a maior parte deles como autônoma, trabalhando com regularidade para editoras como a Record, a Hagnos e demais empresas. Antes um tanto esporádicas, as traduções do francês ocupam agora a maior parte do meu tempo: daqui a dois anos, terminarei a tradução da &lt;i&gt;Enciclopédia do protestantismo&lt;/i&gt;, que tem me dado muito prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por causa de meu trabalho como revisora que, depois de duas tentativas frustradas de cursar Psicologia e Jornalismo (cujas aulas não aguentava), decidi fazer Letras por puro deleite, o que deu certo: em 2007 doutorei-me em Literatura Francesa, pesquisando o crítico e poeta contemporâneo Henri Meschonnic. Há alguns anos detectei nas áreas de humanas em geral um interesse ativo na destruição dos valores judaico-cristãos através de ataques à razão - um processo que se inicia com a demonização da filosofia clássica e opõe ao racionalismo de Descartes um subjetivismo não menos esquizofrênico, que a longo prazo torna seus partidários alheios à realidade e ao conhecimento do mundo. Infelizmente, essa fragmentação também acontece na Letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, tenho encontrado em obras de autores conservadores o esforço oposto, qual seja, de busca da unidade de conhecimento, com base em uma cosmovisão cristã cada vez mais abrangente, valorizando a autoridade espiritual (e não a iconoclastia desvairada), as tradições (e não as rebeldias vazias), a continuidade (e não a ruptura). Por isso, além de cristã (presbiteriana), creio que posso me definir como conservadora. Assim, em lugar de Marx, Freud e Nietzsche, estudo Edmund Burke, Russell Kirk, Alain Besançon, T.S. Eliot, Hannah Arendt, Paul Johnson; e, na teologia, em lugar de Philip Yancey e Eugene Peterson, estudo João Calvino, Abraham Kuyper, Gordon Clark, John Piper. Cada um desses gigantes tem sido uma descoberta maravilhosa que em muito me auxilia em minha formação intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a todas essas atividades de ensino, revisão, tradução e pesquisa, sempre digo a meus amigos: desde pequena vejo-me como escritora, e isso me preenche perfeitamente bem. Também gosto de cantar e tenho uma boa queda para a música, mas o manejo das palavras é constitutivo em mim: escrever é o que melhor sei fazer, algo que me absorve por horas, mais que qualquer outra atividade prazerosa. Este blog é uma tentativa de exercer de modo constante o que julgo ser um dom, apresentando-o ao Deus da Bíblia, a quem me converti há mais de dez anos, para que possam ser abençoados aqui muitos que O buscam com sinceridade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-114400769290194273?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/114400769290194273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=114400769290194273' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/114400769290194273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/114400769290194273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2006/04/apresentao.html' title='Apresentação'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-114393886718661805</id><published>2006-04-01T19:46:00.000-05:00</published><updated>2006-04-01T19:47:47.186-05:00</updated><title type='text'>flor amarela</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/flor%20amarela%20BLOG.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/200/flor%20amarela%20BLOG.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-114393886718661805?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/114393886718661805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=114393886718661805' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/114393886718661805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/114393886718661805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2006/04/flor-amarela.html' title='flor amarela'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-114393860986762596</id><published>2006-04-01T19:08:00.000-05:00</published><updated>2006-04-01T19:43:29.876-05:00</updated><title type='text'>flor vermelha</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/flor%20vermelha%20blog.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/200/flor%20vermelha%20blog.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-114393860986762596?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/114393860986762596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=114393860986762596' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/114393860986762596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/114393860986762596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2006/04/flor-vermelha_01.html' title='flor vermelha'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-114393611388259433</id><published>2006-04-01T19:01:00.000-05:00</published><updated>2006-04-01T19:01:53.893-05:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/flor%20vermelha%20blog.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/200/flor%20vermelha%20blog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-114393611388259433?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/114393611388259433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=114393611388259433' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/114393611388259433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/114393611388259433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2006/04/blog-post.html' title=''/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-114393205263216841</id><published>2006-04-01T17:53:00.000-05:00</published><updated>2006-04-01T17:54:12.653-05:00</updated><title type='text'>flor vermelha</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/flor%20vermelha.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/200/flor%20vermelha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-114393205263216841?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/114393205263216841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=114393205263216841' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/114393205263216841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/114393205263216841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2006/04/flor-vermelha.html' title='flor vermelha'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-114115497110039850</id><published>2006-02-28T14:22:00.000-05:00</published><updated>2006-02-28T14:29:31.126-05:00</updated><title type='text'>REENCARNAÇÃO E RESSURREIÇÃO</title><content type='html'>&lt;em&gt;Originalmente publicado sob o título "Perguntas básicas: acerca de Jesus Cristo", Revista Ultimato No 270 – Maio/Junho 2001, pp. 54-55.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Creio... na ressurreição do corpo” – assim afirma o credo dos apóstolos, e assim cristãos de tradições tão diversas como católicos, ortodoxos e protestantes têm unanimemente confessado sua fé através dos séculos.1 A ressurreição é o alicerce da esperança do crente diante da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A reencarnação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dentre todas as idéias que se opõem à doutrina cristã da ressurreição, talvez a reencarnação seja a alternativa mais conhecida. Existem variações sobre a noção de reencarnação, mas a idéia básica é que a nossa vida atual neste mundo é uma repetição de outras existências vividas em outros corpos – a alma da mesma pessoa continua reencarnando, esquecendo as vidas passadas. As vidas futuras das pessoas são determinadas pela lei do carma, que afirma que os maus atos passados estão relacionados com a vida presente, e que as ações atuais da pessoa têm implicações para as vidas futuras. O estado (social e físico) no qual a pessoa nascerá no futuro é assim determinado. Alguns hindus e budistas acreditam que a essência que é reencarnada é uma essência impessoal, que quer dizer que a pessoa em si realmente não existe mais. Diferente do ensino oriental, a idéia ocidental ressalta um conceito mais otimista da vida, sendo que o objetivo de múltiplas reencarnações é finalmente unir-se à divindade, se tornando divino. Em síntese, “todos os ensinos reencarnacionistas baseiam-se numa cosmovisão monista, mística e ocultista, que promove a divindade essencial da humanidade, nega a noção de um Deus pessoal soberano e oferece a promessa de sabedoria esotérica”.2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cristo ressuscitou&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Segundo C. S. Lewis (1898-1963), “Jesus abriu à força a porta que estava fechada desde a morte do primeiro homem. Ele encontrou, enfrentou e derrotou o Rei da Morte. Tudo é diferente porque ele fez isso”. Por isto, a ressurreição de Cristo faz parte essencial da pregação da Igreja em todos os tempos. A esperança da futura ressurreição dos crentes depende da ressurreição de nosso Senhor (1Co 15.1-19). Em sua ressurreição, Cristo venceu a morte para podermos participar da justiça que em sua morte adquiriu para todos nós (1Co 15.17, 54-55; Rm 4.25; 1Pe 1.3,21). À luz dos métodos historiográficos, a ressurreição de Jesus é o fato melhor atestado em toda a história. Algumas evidências históricas da ressurreição podem ser resumidas assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O medo do poder de Roma foi totalmente ignorado quando o selo romano posto sobre o túmulo foi quebrado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Tanto judeus quanto os romanos admitiram que o túmulo estava vazio. Ninguém podia achar ou mostrar o corpo – por isto, o silêncio dos judeus é tão significativo quanto o falar dos cristãos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. De alguma maneira, diante da guarda romana, a pedra de quase duas toneladas foi removida da entrada do túmulo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Uma guarda militar romana, altamente disciplinada, deixou seu posto e precisou ser subornada pelas autoridades para mentir sobre o que realmente aconteceu. Foi justamente para evitar o roubo do corpo que a guarda foi exigida (Mt 27.64s);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. A mortalha, intacta, não continha o corpo. João Crisóstomo (344-407), bispo de Constantinopla, notou que ladrões não poderiam roubar o corpo nu, porque demora-se muito para tirar o linho: “ele [o corpo] foi enterrado com muita mirra, que cola o linho ao corpo assim como o chumbo” (Hom. 54, sobre João 4);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Mais tarde, Cristo apareceu a mais de quinhentas testemunhas, em diferentes situações, e a maioria ainda estava viva quando Paulo escreveu 1Coríntios, entre 55 e 56 d.C. – cerca de 25 anos após a ressurreição;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Flavio Josefo, historiador judeu do final do século I, disse: “Das mulheres, nenhuma evidência será aceita, por causa da frivolidade e temeridade do seu sexo” (Antiguidades iv.8.15). Por causa da desconsideração do judaísmo antigo em relação à confiabilidade das mulheres, se a história da ressurreição fosse realmente uma manipulação, elas nunca teriam sido escolhidas para serem as primeiras testemunhas do fato;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. A evidência conclusiva contra a possibilidade de que os discípulos roubaram o corpo é a disponibilidade dos discípulos de sofrer e até morrer por sua fé, crendo que realmente houve a ressurreição do Senhor – e isto depois de terem fugido e se escondido durante a crucificação;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. É importante perceber que não existe evidência para qualquer tentativa de refutação da ressurreição de Cristo, por parte de seus adversários, nos primeiros séculos do cristianismo. A igreja foi construída sobre este fato: que Jesus Cristo, uma vez crucificado, ressuscitou dentre os mortos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. No fim, há uma ausência total de outras explicações satisfatórias para o fenômeno da ressurreição de Cristo; qualquer outra teoria não responde a toda a evidência.3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nossa ressurreição4&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Escrituras são claras em prometer ressurreição aos que crêem. Ela é ensinada no Antigo Testamento explicitamente em 1Sm 1.6; Sl 16.10; Os 6.1s; Ez 37.1-14; Is 53.10-12; Is 26.13-19; Dn 12.1s e implicitamente em Gn 5.24; Jó 33.18-28; Sl 30.3; 49.14s; 55.15s; 2Rs 2.9-11; Jn 2.1-9. É significativo que Jesus e os autores do Novo Testamento sustentaram que o Antigo Testamento ensina a ressurreição (Mc 12.24-27; At 2.24-32; 13.32-37; Hb 11.9). No Novo Testamento, esta foi uma das doutrinas mais elaboradas, principalmente nos escritos de Paulo (1Co 15.1-58; 2Co 5.15-17; 1Ts 4.16s), sendo mencionada em quase todos os escritos (At 1.22; 2.24, 32; 3.15; 13.29s; Hb 6.1s; 11.19, 35; 1Pe 1.3-4; 3.19s; Ap 1.5; 5.9-10; 20.5-15). O Novo Testamento afirma unanimemente que Deus vai ressuscitar os mortos e que isso não é considerado algo difícil demais para Ele fazer (At 26:8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade de nossa ressurreição é ensinada através de dois fatos. O primeiro é que Jesus foi ressuscitado no mesmo corpo no qual Ele morreu. Em Lucas 23.39, vemos que Jesus não ressuscitou apenas na forma do espírito, mas fisicamente. O segundo é que nós teremos corpos iguais ao corpo de Cristo. Ele é “as primícias dos que dormem” (1Co 15.21). A ressurreição implica uma continuidade entre o corpo físico que temos agora e o corpo que teremos no futuro. Os próprios santos martirizados serão incluídos na ressurreição (Ap 20.5) e haverá mútuo reconhecimento (Mt 8.11; Lc 13.28). Quanto a outros benefícios que os crentes recebem de Cristo na ressurreição, o Breve Catecismo de Wesminster (1647) afirma: “Na ressurreição, os crentes, sendo ressuscitados em glória, serão publicamente reconhecidos e absolvidos no dia do juízo, e tornados perfeitamente felizes no pleno deleite de Deus, por toda a eternidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A continuidade entre o corpo presente e o futuro é também marcada por algumas mudanças. Mateus 22.30 diz que no céu seremos como os anjos, não casados. É discutível se isso quer dizer que não existirá macho e fêmea no céu, mas as relações sexuais não continuarão. O corpo ressuscitado de Cristo tinha o poder de aparecer de repente entre os discípulos (Lc 24.36), mas era ainda um corpo físico (Jo 20.24-28). O corpo no estado futuro terá capacidades além daquelas que tem agora. O corpo será próprio para a existência celestial que teremos. Serão corpos perfeitos, sem corrupção, poderosos e gloriosos (1Co 15.35-58). Estaremos livres das imperfeições e das necessidades que tínhamos na terra. Em 1Co 15.50, Paulo diz que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus, mas isso não elimina a possibilidade de uma ressurreição física. O corpo pode ser diferente do que é agora e ainda ser composto de matéria física. Como o erudito puritano Richard Sibbes (1577-1635) disse, “Deus prepara nossa alma aqui para possuir um corpo glorioso no porvir; e preparará o corpo para receber uma alma gloriosa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ressurreição: obra do Deus triúno&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os membros da Trindade estão envolvidos na ressurreição dos crentes. Em alguns casos, se diz simplesmente que Deus ressuscita os mortos, sem especificar nenhuma pessoa (Mt 22.29; 2Co 1.9). Mas a ressurreição é também mencionada como obra do Pai por meio do Espírito Santo (Rm 8.11). Mais particularmente, porém, a obra da ressurreição é atribuída ao Filho (Jo 5.21, 25, 28, 29; 6.38-40, 44, 54; 1Ts 4.16), sendo destacado que há uma ligação especial entre a ressurreição de Cristo e a nossa ressurreição (1Co 15.12-14).5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conclusão, cristãos crêem com convicção que “aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hb 9.27), e por isto têm repudiado o ensino da reencarnação como uma séria e mortífera distorção da fé evangélica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Franklin Ferreira, doutorando em teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, no Rio de Janeiro (RJ), é professor de teologia sistemática e história da igreja no mesmo seminário onde estuda e na Escola de Pastores, em Niterói (RJ).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Este ponto precisa ser bem enfatizado, pois em anos recentes alguns têm suposto erroneamente que a Igreja cria na reencarnação, em seu início. A Igreja cristã nunca ensinou ou creu na reencarnação. Isto pode ser facilmente confirmado numa consulta ao Didaquê 16.6 e às obras de Inácio de Antioquia (Trall. 9.2), Clemente de Roma (1 Clem. 24-26), Justino (1 apol. 18s.), Irineu de Lião (Adv. haer. 1.6.2; 1.27.3; 5.1.2) e Tertuliano (De ressurr. carn.). Mesmo Orígenes, o controverso pai alexandrino, cria na ressurreição do corpo (De princ. 2.10; 3.6.6). A reencarnação foi ainda repetidamente rejeitada pelos Concílios de Lião (1274) e Florença (1439), bem como pelo do Vaticano II (1965, Lumen Gentium, 48). Em anos mais recentes, Rudolf Bultmann tentou negar a historicidade da ressurreição, tentando reinterpretá-la em termos de linguagem mitológica, sendo refutado pelos trabalhos de Oscar Culmann (Christ and time; Immortality of the soul or resurrection of the body?) e Herman Ridderbos (Bultmann, a ser lançado pela editora Cultura Cristã), entre outros. A importância da doutrina da ressurreição na pregação e ensino cristãos pode ser facilmente comprovada a partir do estudo das obras de cristãos com métodos teológicos tão diferentes como Agostinho de Hipona (Enchir. 84-87; De civ. dei 22.20.1; 22.19), Tomás de Aquino (Expositio super Symbolo Apostolorum), João Calvino (Inst. 3.25) e Karl Barth (Church Dogmatics 3.2.47; 4.1.59), ou com uma consulta aos principais catecismos e confissões de fé da Igreja cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 R. M. Enroth, “Reencarnação” em Walter Elwell (ed.), Enciclopédia histórico-teológica da Igreja cristã, vol. III (São Paulo: Vida Nova, 1990), p. 248. Para um contraste entre a cosmovisão cristã e a cosmovisão panteísta, ver Norman L. Geisler &amp; J. Yutaka Amano, Reencarnação: o fascínio que renasce em cada geração (São Paulo: Mundo Cristão, 1994), pp. 101, 134, 141.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 J. Scott Horrell, Apostila de teologia sistemática. 4a. ed. (São Paulo: Faculdade Teológica Batista de São Paulo, 1990), pp. 66-68.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 Millard Erickson, Introdução à teologia sistemática (São Paulo: Vida Nova, 1997), pp. 502-505.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 Louis Berkhof, Teologia sistemática (Campinas: Luz para o Caminho, 1990), p. 728.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-114115497110039850?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/114115497110039850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=114115497110039850' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/114115497110039850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/114115497110039850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2006/02/reencarnao-e-ressurreio.html' title='REENCARNAÇÃO E RESSURREIÇÃO'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-113918431773862128</id><published>2006-02-05T19:03:00.000-05:00</published><updated>2006-02-05T19:05:17.760-05:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/400/No%20computador.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-113918431773862128?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/113918431773862128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=113918431773862128' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/113918431773862128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/113918431773862128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2006/02/blog-post.html' title=''/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-113604045252723049</id><published>2005-12-31T09:46:00.000-05:00</published><updated>2005-12-31T09:47:32.540-05:00</updated><title type='text'>História triste de bailarinos</title><content type='html'>Eles se viam ao longe e já se amavam. Admiravam o contraste recíproco dos gestos - doces, para a bailarina, viris, para o bailarino - e ansiavam por dançar juntos um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele que seria, finalmente, seu primeiro ensaio com a bailarina, o bailarino, muito nervoso, subiu ao palco percebendo-se de súbito despreparado e sem vigor suficiente para uma dança com ela. Não lhe disse nada, mas levou adiante seus movimentos e intenções de movimentos. A bailarina, no entanto, sentiu a hesitação e a debilidade do parceiro. Diante disso, ela se viu invadida por um ímpeto de indignação e não se furtou a continuar a dança, mas quis intensificá-la lançando-se com fúria na direção do bailarino para que ele a tomasse nos braços e a transportasse pelo ar. Assustado com a força desmedida da parceira em sua direção, o bailarino não pôde erguê-la graciosamente, mas a conteve com as mãos estendidas, interrompendo toda promessa de movimento conjunto.  Tão rápido quanto começou, o ensaio estava terminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do esforço, a bailarina confessou que não poderia ter agido diferente, pois precisava da firmeza do parceiro para continuar dançando com leveza. Com os dedos machucados, o bailarino prometeu a si mesmo que jamais dançaria com ela novamente.  Ela acha que ele poderia tê-la segurado apesar do impulso desmedido; ele crê que ela não poderia ter saltado para ele daquele jeito. Separaram-se sem compreenderem exatamente no que consistira o drama. Ainda se admiram e se amam ao longe, mas já não ousam dançar juntos. Ele ainda esfrega os dedos de nervoso, ela teme ser deixada no chão quando queria voar em seus braços.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-113604045252723049?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/113604045252723049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=113604045252723049' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/113604045252723049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/113604045252723049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2005/12/histria-triste-de-bailarinos.html' title='História triste de bailarinos'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-113478246698309397</id><published>2005-12-16T20:20:00.000-05:00</published><updated>2005-12-16T20:21:36.466-05:00</updated><title type='text'>Veias, ou: poeminha protestante</title><content type='html'>Trago em minhas veias o legítimo sangue protestante.&lt;br /&gt;Quando era pequena, meus pais me chamavam “a contestadora”.&lt;br /&gt;Não é um título ruim diante de um mundo apodrecido.&lt;br /&gt;A tradição dos tempos não pode definir as coisas.&lt;br /&gt;Só Deus é; só Ele define.&lt;br /&gt;Seus remidos o seguem humildemente&lt;br /&gt;desprezando as ordens em contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem dera eu fosse protestante&lt;br /&gt;mais do que a carne o deixa.&lt;br /&gt;Quem dera dizer não&lt;br /&gt;a tudo que ofende a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só Jesus pôde, ao mesmo tempo,&lt;br /&gt;amar e protestarperfeitamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-113478246698309397?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/113478246698309397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=113478246698309397' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/113478246698309397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/113478246698309397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2005/12/veias-ou-poeminha-protestante.html' title='Veias, ou: poeminha protestante'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-113478192910742245</id><published>2005-12-16T20:11:00.000-05:00</published><updated>2005-12-16T20:12:09.106-05:00</updated><title type='text'>Poeminha francês</title><content type='html'>&lt;em&gt;L’oeil qui écoute&lt;br /&gt;le nez: attendre?&lt;br /&gt;La bouche qui voit&lt;br /&gt;le coeur s’étendre.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O olho que escuta&lt;br /&gt;o nariz: esperar?&lt;br /&gt;A boca que vê&lt;br /&gt;o coração se espraiar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-113478192910742245?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/113478192910742245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=113478192910742245' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/113478192910742245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/113478192910742245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2005/12/poeminha-francs.html' title='Poeminha francês'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-113478178421812123</id><published>2005-12-16T20:08:00.000-05:00</published><updated>2005-12-16T20:09:44.220-05:00</updated><title type='text'>Espelho?</title><content type='html'>O escuro me desafiou:&lt;br /&gt;            – Quem é você?&lt;br /&gt;            Baixei os olhos, de vergonha. Depois chorei. Não sabia responder.&lt;br /&gt;            – Como não sabe responder a uma pergunta tão comum? – insistiu ele.&lt;br /&gt;            Minhas mãos se engelharam em dor. Me lembrei de várias pessoas. Parecia tão fácil falar de si! Invejava-as. Eu, que tinha de sair carregando um belo espelho à minha frente: “Como me vês?” Falava, falava, mas para me conhecer. “Escrevo para me conhecer”, dissera a alguém.&lt;br /&gt;            – Escrevo para me conhecer – redargüi ao escuro, ganhando forças.&lt;br /&gt;            Ele me olhou como a uma criancinha petulante. Decerto, não me dava créditos. Ou queria me desmerecer. Sorriu, e seu sorriso soou uma gargalhada cáustica.&lt;br /&gt;            – Filhinha – disse –, você terá um longo tempo para isto!&lt;br /&gt;            Silenciou, e eu o perdi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-113478178421812123?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/113478178421812123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=113478178421812123' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/113478178421812123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/113478178421812123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2005/12/espelho.html' title='Espelho?'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-113478167569518229</id><published>2005-12-16T20:04:00.000-05:00</published><updated>2005-12-16T20:07:55.706-05:00</updated><title type='text'>Eco</title><content type='html'>Te vejo distante no eco&lt;br /&gt;Do corpo, meu corpo, lembrança&lt;br /&gt;Criança que fui, sendo filha&lt;br /&gt;Do sonho, da luz que emitiste&lt;br /&gt;E eu te perdi em meus passos,&lt;br /&gt;Cansaço, deitada na relva&lt;br /&gt;Brilhante que a lua aclarava&lt;br /&gt;E eu estava cega demais&lt;br /&gt;Te vendo distante no eco&lt;br /&gt;Do sonho, deitada na estrada&lt;br /&gt;Cansaço que fui, sendo filha&lt;br /&gt;Do corpo, teu corpo, lembrança&lt;br /&gt;Brilhante da luz que emitiste&lt;br /&gt;E eu me perdi em teus passos,&lt;br /&gt;Criança que a lua aclarava&lt;br /&gt;E eu estava cega demais&lt;br /&gt;Te vendo distante no eco...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-113478167569518229?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/113478167569518229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=113478167569518229' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/113478167569518229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/113478167569518229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2005/12/eco.html' title='Eco'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-113355158328852925</id><published>2005-12-02T14:03:00.000-05:00</published><updated>2006-04-02T14:25:45.133-05:00</updated><title type='text'>Apresentação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="left"&gt;Desde criança vivo às voltas com textos. No início, aplicava-me em desenhos a caneta para compor histórias em quadrinhos: não tinha muita paciência para desenhar, mas adorava elaborar os diálogos. A paixão pela literatura ganhou força quando descobri na casa da minha avó os livros infantis do Monteiro Lobato, todos já embolorados, que haviam pertencido a meu pai. Apeguei-me com prazer àquelas páginas com um cheiro todo peculiar, às poucas e lindíssimas ilustrações em nanquim de André Le Blanc que retratavam os personagens do Sítio do Picapau Amarelo, àquela ortografia já ultrapassada, com as proparoxítonas sem acentos. Gostava especialmente de &lt;em&gt;Gramática da Emília&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;O saci&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Caçadas de Pedrinho&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Viagem ao céu&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;A chave do tamanho&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Os doze trabalhos de Hércules&lt;/em&gt;, que lia repetidas vezes. Quando ganhei as obras completas em um só volume, aos 10 anos, já havia lido quase tudo. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="left"&gt;Aos 11 anos descobri na escola o francês, e muito entusiasmada pedi a meu pai que me pusesse na Aliança Francesa, na esquina de casa. Segui todo o percurso até terminar o Nancy (formação de professores), em 1996. Depois de vários anos ensinando o idioma, hoje sou uma das professoras da instituição que me formou, desde 2004. Meu início profissional, porém, não foi na área de ensino: confiante nas minhas habilidades em português, sempre desejei que meu primeiro emprego fosse o de revisora, o que Deus atendeu bem cedo, aos 18 anos. Com a ajuda da mãe de um amigo - que confiou em mim e se viu às voltas com um verdadeiro carrapato agarrado às suas saias para que me indicasse à editora - , &lt;em&gt;me voilà&lt;/em&gt; funcionária da Forense, no centro do Rio. São portanto 16 anos de trabalhos de revisão, a maior parte deles como autônoma, trabalhando regularmente para a Editora Record e outras empresas. Um tanto esporádicas, as traduções do francês serão em breve, a partir de agora, mais freqüentes na minha vida. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Foi por causa de meu trabalho como revisora que, depois de duas tentativas frustradas de cursar Psicologia e Jornalismo (cujas aulas não agüentava), decidi fazer Letras por puro prazer, o que deu certo: estou terminando o segundo ano do doutorado em Literatura Francesa, pesquisando o crítico e poeta contemporâneo Henri Meschonnic e descendo o verbo na corrente pós-estruturalista... Há alguns anos detectei, não só na Letras, mas nas áreas de humanas em geral um interesse ativo na destruição dos valores judaico-cristãos através de ataques à razão - um processo que se inicia com a demonização da filosofia clássica e opõe ao racionalismo de Descartes um subjetivismo não menos esquizofrênico, que a longo prazo torna seus partidários alheios à realidade e ao conhecimento do mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Dois amigos autores foram fundamentais na solidificação e ampliação desses &lt;em&gt;insights&lt;/em&gt;, estimulando-me e aliviando grandemente minha solidão: James Houston e Olavo de Carvalho. Meu interesse atual é o belíssimo trabalho do autor cristão &lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2005/11/conhea-ren-girard.html"&gt;René Girard&lt;/a&gt;, cuja obra pretendo estudar muito séria e profundamente depois do doutorado. Sou cristã evangélica há dez anos e nunca tinha visto um estudioso encarnar tão profundamente o epíteto de &lt;em&gt;intelectual cristão&lt;/em&gt;: Girard coloca o sacrifício de Jesus no coração de seu edifício teórico, o que o torna infinitamente valioso para mim. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Mas, em meio a todas essas atividades de ensino, revisão, tradução e pesquisa, sempre digo a todos os meus amigos: desde pequena vejo-me como escritora, e isso me preenche perfeitamente bem. Escrever é o que sei fazer de melhor. Também gosto de cantar e tenho uma boa queda para a música, mas o manejo das palavras é constitutivo em mim. Não são raras as vezes em que me pego escrevendo mentalmente, em todos os lugares por onde passo. Encontrei no blog um modo maravilhoso de exercer essa &lt;em&gt;obsessão&lt;/em&gt; - e gosto o suficiente de Nelson Rodrigues a ponto de me identificar com ele no amor à escrita, que não deixa de ser uma das expressões do amor à verdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-113355158328852925?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/113355158328852925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=113355158328852925' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/113355158328852925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/113355158328852925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2005/12/apresentao.html' title='Apresentação'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-113354838736377768</id><published>2005-12-02T12:35:00.000-05:00</published><updated>2005-12-02T15:55:11.586-05:00</updated><title type='text'>Pitorescos erros de tradução</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Em revisões minhas:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Suficientemente Bem&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revisei a biografia de um escritor francês para uma editora. Como era apenas revisão simples do português, eu não tinha o original francês em mãos. Havia nesse trabalho algo incrível: em um trecho sobre a infância do escritor e suas notas na escola, dizia-se que ele tinha sido um aluno nada brilhante, muito pelo contrário – mas logo em seguida o autor se contradizia, afirmando como um exemplo dessa falta de brilhantismo que o biografado tinha obtido um "muito bom" em uma das matérias. Tive que correr à editora para consultar o original e as provas que o copidesque havia corrigido. Estava lá a genealogia completa do erro: &lt;em&gt;Assez Bien&lt;/em&gt; tinha sido traduzido por "Suficientemente Bem", termo esquisito e pesadíssimo, substituído sem pudores pelo copidesque por "Muito Bom". No entanto, &lt;em&gt;Assez Bien&lt;/em&gt; é uma menção escolar: assim como &lt;em&gt;Excellent&lt;/em&gt; corresponderia ao nosso Excelente, &lt;em&gt;Très bien&lt;/em&gt; a Muito Bom e &lt;em&gt;Bien&lt;/em&gt; a Bom, &lt;em&gt;Assez Bien&lt;/em&gt; – literalmente, "Suficientemente Bem" – só pode ser traduzido pelo nosso "Regular".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O sacrifício da atriz&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a revisão de um livrinho bobinho sobre as filmagens do Titanic. Há a descrição da cena em que Rose (Kate Winslet) nada desesperadamente pelo interior do navio inundado, procurando por Leonardo Di Caprio. No original em francês, dizia-se que Kate quase se afogou para fazer a cena (&lt;em&gt;elle a failli se noyer&lt;/em&gt;), mas o tradutor confundiu o verbo &lt;em&gt;faillir&lt;/em&gt; com o verbo &lt;em&gt;falloir&lt;/em&gt; ("ser necessário") e compôs a pérola do &lt;em&gt;nonsense&lt;/em&gt; "ela teve que se afogar" – sugerindo talvez que foi necessário o sacrifício da vida da atriz para a perfeição da cena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pata Daisy&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo o livro, o tradutor cismou que Daisy Duck era "Pata Daisy", quando na verdade trata-se do nome em inglês para a namorada do Pato Donald, Margarida. Imagino que, com essa falta de atenção, o mesmo tradutor transformaria o Pateta (Goofy) em algo como "Bobinho"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enviados por amigos:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartaz em um quarto de hotel, Moscou:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;If this is your first visit to the USSR, you are welcome to it.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O que significa: "...pode ficar com a União Soviética, nós não a queremos..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um hotel japonês:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;You are invited to take advantage of the chambermaid&lt;/em&gt;. ("Sinta-se à vontade para abusar da moça da limpeza!")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um hotel mexicano:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The water in this hotel is guaranteed to be clean. Personally passed by the manager&lt;/em&gt;. Só que &lt;em&gt;pass water&lt;/em&gt; significa “urinar”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma marca americana de molho de churrasco chamada Big John em inglês foi vendida como &lt;em&gt;Gros Jos&lt;/em&gt; no Quebec – que significa "peitões (de mulher)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Papa foi a Miami, alguém estava vendendo camisetas em espanhol com a inscrição "Vi la papa" em vez de "Vi al papa". A segunda frase quer dizer "Vi o Papa", e a primeira "Vi a batata".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas poltronas de uma companhia aérea há a inscrição "Braniff seats you in leather" (literalmente "Braniff senta você em couro", que bem adaptado seria algo como "As poltronas da Braniff são em couro"). Uma outra companhia traduziu para o espanhol como "Braniff le sienta en cuero" – mas em espanhol, &lt;em&gt;en cuero&lt;/em&gt; significa "pelado"! (Já imaginou uma tradução literal para o português? Poderia ficar bem pior: "Braniff lhe senta o couro"...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sueca Electrolux anunciou seus aspiradores nos EUA com o slogan "Nothing sucks like an Electrolux", que tem dois sentidos pouco recomendáveis: "Nada chupa como..." e "Nada é tão nojento como...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Publicados em revista&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: Superinteressante, outubro de 2002&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Moça! Moça!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Nick Marshall (Mel Gibson), protagonista do filme "Do que as mulheres gostam”, assiste a um jogo de basquete pela TV. Um dos jogadores se prepara para arremessar a bola e as palavras de Nick aparecem na legenda: "Moça, moça, moça!"&lt;br /&gt;Moça? Na verdade, ele torcia: "Erra, erra, erra" (miss, miss, miss). Quem acabou errando foi o sujeito que fez a legenda para a versão brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Torrada!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Let's make a toast significa "vamos fazer um brinde", mas, segundo a tradutora Raquel Elimar, em muitas legendas aparece assim: "Vamos fazer uma torrada." &lt;em&gt;Toast&lt;/em&gt; é uma das tantas palavras inglesas com dois significados. Outro erro comum envolve o verbo inglês pretend (fingir), que quase sempre vira "pretender". O livro &lt;em&gt;The Physician&lt;/em&gt; ("o médico") foi traduzido para &lt;em&gt;O Físico&lt;/em&gt; (na verdade, "físico" é &lt;em&gt;physicist&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Motorista de disco&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;O tradutor Flávio Steffen lembra que "motorista de disco" entrou no lugar de "unidade de disco" na tradução de &lt;em&gt;disk drive&lt;/em&gt; em um dos primeiros livros de informática do Brasil. Motorista, em inglês, é &lt;em&gt;driver&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Arenque vermelho&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Red herring&lt;/em&gt; é uma expressão com o sentido de pista falsa, disfarce, mas pouca gente sabe disso. Ela é sempre traduzida literalmente para "arenque vermelho". Como em "o cálcio do leite é, de fato, um arenque vermelho", em tradução virtual do livro &lt;em&gt;Fit for Life, Heads &amp;amp; Tails, Diet for a New America&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dinheiro na jogada&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Há mal-entendidos que podem causar prejuízos astronômicos. Um deles, segundo o tradutor Francis Aubert, aconteceu com uma empresa brasileira que tentou comprar uma enorme carga chinesa de feijão preto. Só quando o navio chegou ao Brasil os empresários perceberam que o que haviam comprado era um tipo de soja. Como a negociação foi feita em inglês – língua estrangeira para os dois lados – , as empresas se confundiram com a palavra bean, que quer dizer tanto "feijão" quanto "grão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O general Will&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O pior de todos os desacertos já cometidos em uma tradução para o português brasileiro é tido como mito para a maioria dos tradutores. Mas ele está lá, no livro &lt;em&gt;A teoria política do individualismo possessivo: de Hobbes até Locke&lt;/em&gt;. A expressão inglesa &lt;em&gt;the general will&lt;/em&gt;, em vez de significar "a vontade geral", virou "o general Will". Resultado? Quem decidia as coisas em algumas passagens da obra não era a vontade geral, mas o poderosíssimo general Will...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostou? Tem mais no Orkut, na divertida comunidade &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=61576"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Traduções&lt;/span&gt; Tenebrosas&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-113354838736377768?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/113354838736377768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=113354838736377768' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/113354838736377768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/113354838736377768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2005/12/pitorescos-erros-de-traduo.html' title='Pitorescos erros de tradução'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-113261501035061467</id><published>2005-11-21T18:12:00.000-05:00</published><updated>2005-12-02T14:43:39.456-05:00</updated><title type='text'>Será que todo texto precisa mesmo de revisão?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dificilmente um texto sem revisão deixa de apresentar erros de português. Isto acontece porque, por melhor que escreva, seu autor não o lê mais com “olhos novos”. É preciso uma segunda leitura, “fresquinha”, para que olhos não acostumados com aquelas palavras no papel possam detectar erros de digitação ou gramática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isto existe o revisor. Os olhos do revisor, além de “novos” para o texto, são experimentados em detectar todo tipo de problema. Uma boa revisão de textos atenta não só para uma vírgula fora de lugar ou para a falta de concordância entre sujeito e verbo, mas também se volta para a estruturação do texto, verificando se o que está escrito tem coesão e coerência, se os parágrafos realmente formam unidades encadeadas, se o conjunto cumpre aquilo a que se propõe. Pois todo texto tem um desses três objetivos: descrever, narrar e argumentar. Se seu texto pretende convencer alguém de algo, como é o caso de propostas de serviços, um revisor experiente poderá potencializar o poder argumentativo de seu texto, melhorando a apresentação de seu serviço e adequando a linguagem ao público a que se destina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não significa que a revisão descaracteriza o texto original. A revisão de textos deve sempre se limitar aos desejos de seu autor. Para facilitar a demarcação desses limites, dividi meus serviços de revisão em dois níveis: gramatical e estrutural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revisão gramatical se resume a uma correção dos erros de português, ou seja: verificação de ortografia, acentuação, pontuação, concordância verbal e nominal etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revisão estrutural inclui o redimensionamento do texto original, com mudanças estruturais: frases, parágrafos e títulos podem ser refeitos, e o autor decide em seguida quais mudanças serão definitivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ofereço também um serviço de acompanhamento textual, realizado como uma aula: auxilio o autor na medida em que escreve, dando inúmeras dicas e sugestões, para que ele adquira maior segurança em sua própria redação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mais esclarecimentos, escreva-me!&lt;/div&gt;Terei o maior prazer em responder: &lt;a href="mailto:ncgbraga@gmail.com"&gt;ncgbraga@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-113261501035061467?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/113261501035061467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=113261501035061467' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/113261501035061467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/113261501035061467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2005/11/ser-que-todo-texto-precisa-mesmo-de.html' title='Será que todo texto precisa mesmo de revisão?'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-113079940561818068</id><published>2005-10-31T17:49:00.000-05:00</published><updated>2005-10-31T18:14:51.176-05:00</updated><title type='text'>Politicamente Correto e Sabedoria Popular - o texto original</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Ver também: Politicamente Correto e Sabedoria Popular&lt;/em&gt; &lt;a href="http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2005/06/politicamente-correto-e-sabedoria.html"&gt;hoje&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;Politicamente Correto e Sabedoria Popular souberam - Popular por fofocas dos vizinhos, e Correto por comentários despretensiosos dos amigos, claro - de um caso bastante comum, mas que os chocou pela imprevisibilidade: o filho caçula do pessoal da frente, Rodrigo, de 17 anos, apaixonou-se por Mariana, 42, amicíssima da família. Pressionados para separarem-se, casaram às escondidas assim que ele alcançou a maioridade. O comentário de Popular obteve frenético respaldo entre a família ultrajada e os vizinhos solidários:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Coitadinho!... Caiu nas garras daquela mulher, que vai se aproveitar da juventude dele e depois jogar fora... Corruptora de menores é o que ela é! O que uma mulher daquela idade vai querer com um garotinho? Sexo, claro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Politicamente Correto, em gestos amplos, recebeu silêncios aprobativos da roda de amigos quando generalizou a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não tenho nada contra: diferença de idade não é obstáculo quando existe amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, no fundo, bem que pensava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quero ver quando ela estiver com seus cinqüenta e tantos..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Sabedoria Popular, por sua vez:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se der mesmo certo, que lindo!..."&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-113079940561818068?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/113079940561818068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=113079940561818068' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/113079940561818068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/113079940561818068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2005/10/politicamente-correto-e-sabedoria.html' title='Politicamente Correto e Sabedoria Popular - o texto original'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-113079632505718421</id><published>2005-10-31T16:52:00.000-05:00</published><updated>2005-11-23T14:57:09.556-05:00</updated><title type='text'>A mente de Cristo</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus,&lt;br /&gt;e o Verbo era Deus. (...) E o Verbo se fez carne&lt;br /&gt;e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade,&lt;br /&gt;e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;João 1:1 e 1:14&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em grego, o termo original para Verbo é &lt;em&gt;logos&lt;/em&gt;, que para os gregos significa palavra, mas também princípio ordenador do que existe. Ao referir-se a Jesus como o &lt;em&gt;logos&lt;/em&gt;, o Evangelho de João, no primeiro capítulo, não faz distinção aparente entre a verdade como princípio regulador do mundo e a verdade que está em Cristo, que é Cristo. De modo especial neste Evangelho, estão associadas em Cristo, sem contradição, a objetividade (a verdade como a luz que “ilumina a todos os homens”, em João 1:9) e a subjetividade, na figura humana de Jesus (“o Verbo se fez carne e que habitou entre nós”, em João 1:14). Logo, segundo os cristãos, para um conceito de verdade realmente válido é necessário que as dimensões universal (teoria, abstrações) e particular (experiência individual) estejam intimamente ligadas – como de fato estão, de modo maravilhoso e inédito na história das religiões, na pessoa de Cristo. De onde se conclui que, de todos os adeptos a uma fé ou a uma determinada visão de mundo, os seguidores de Cristo são ou deveriam ser os menos propensos a caírem no engodo da separação entre essas duas dimensões. Proponho-me aqui a examinar se partilhamos da mesma doença separatista, e por quê.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tal doença reside no fato de que, se temos como conclusão que a verdade é universal e pessoal ao mesmo tempo, quanto mais afastados estão os homens da verdade que é Cristo, mais afastados estão da verdade como um conceito de aplicação geral. Segue-se que, quanto mais distante do transcendente pessoal, menos inteligente e aplicável é uma teoria que pretenda explicar o mundo ou servir de base para o conhecimento do que existe. Aferrados a uma noção por demais generalista de Deus, os inúmeros autores que se valeram da negação da pessoalidade divina para construir suas teorias obtiveram em conseqüência uma dolorosa aridez e uma insustentável dissonância com a realidade. O simplismo geométrico de Kepler e o teísmo de Voltaire (que, não admira, acaba por tornar-se ateu militante) servem de triste exemplo ao que digo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas é o outro lado da moeda meu principal alvo aqui. Como um padrão geral bastante nocivo, e até em contraposição ao racionalismo dos séculos precedentes, a recente história do pensamento moderno engaja-se, desde o século XVIII mas mais fortemente no século XX, em um processo de alegre e irrefletida adesão a uma ênfase personalista, com a manifesta recusa ou aversão a todo princípio de objetividade. No meio acadêmico, tanto na Europa (sobretudo na França) quanto nos Estados Unidos, as áreas humanas o testemunham com muita propriedade; mas é no Brasil que o fenômeno parece ter fincado raízes mais profundas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é novidade que o brasileiro vive imerso na atmosfera de uma insistência quase predominante em um discurso intimista, relacionado a interesses individuais. O Brasil de hoje evita mais que nunca teorias, valores e práticas para o bem comum, acima dos estritos consensos. Já é muito difícil encontrar um autor nosso que se preocupe com questões universais. Mas a igreja evangélica brasileira também não foge à regra, e é aí que chego finalmente ao meu ponto: com raríssimas exceções, temos comunicado nossa fé quase que exclusivamente como a verdade particularizada, como “solução” para as mazelas pessoais de quem nos ouve, enfatizando o encontro pessoal com Cristo – o que faz jus à dimensão pessoal de Deus, com certeza, mas não à verdade em Cristo, universal, que traz luzes sobre o sentido da vida para toda a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;É assim que o evangélico brasileiro tende a particularizar tanto a mensagem do evangelho que sua mente pode até mesmo se dividir em dois compartimentos estanques: o da verdade da igreja e o da verdade geral. Quando isso ocorre, ele não consegue desafiar a mentira vigente no mundo porque sua fé não tangencia essa mentira, mas se refugia em um lado da mente que crê controlar sua própria vida e apenas isso. A fé serve, nesse caso, não como uma bússola para as ações humanas, para uma filosofia da moral, mas como um estrito regulador da vida particular. Claro que o processo funciona neste âmbito, mas para os homens ele se torna um E.T. cuja fé permanece incomunicável, e nisso ele contribui para a manutenção de um dos principais nós teóricos – se não o principal – da modernidade: a recusa do sentido do geral, conforme apontado pelo filósofo romeno Constantin Noica, terreno fértil para os relativismos de nossa época. Nisso, ele deixa de ser sal e luz, tal como Jesus havia recomendado. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Essa é mais que uma possível explicação para a pouca representatividade intelectual da igreja evangélica brasileira nas grandes questões de hoje: é uma conclamação de urgência para que possamos pôr abaixo o muro conceitual que separa nosso cristianismo da trama intricada das idéias hegemônicas deste mundo, enfrentando-as à luz da verdade – não com o nosso poder, finito, mas com o presente que, segundo o apóstolo Paulo (1Co 2:16), recebemos diretamente de Deus ao nos convertermos: a mente de Cristo, sinal do homem espiritual maduro em nós. Se, de acordo com Paulo, o homem espiritual é apto a “julgar todas as coisas sem ser julgado por ninguém”, é porque fala do que apenas Deus é capaz de transmitir, e que está muito acima das discussões intermináveis sobre diferenças menores entre indivíduos ou denominações. Sejamos luz, pois: acima dos desejos e preocupações pelo que é finito, a igreja precisa redescobrir na prática, no embate com o mundo, a verdadeira dimensão do que já recebeu – a verdade do Evangelho que “ilumina a todos os homens”, transcendendo com vigor a todos os particularismos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-113079632505718421?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/113079632505718421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=113079632505718421' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/113079632505718421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/113079632505718421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2005/10/mente-de-cristo.html' title='A mente de Cristo'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-111803052136155064</id><published>2005-06-05T22:57:00.000-05:00</published><updated>2005-06-05T23:17:50.143-05:00</updated><title type='text'>Bromoprida e subjetivismo</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Immanence without transcendence cannot be "lived",&lt;br /&gt;it can only make descriptions and theorise&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;James Houston&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao escrever sobre Descartes, o professor &lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/descartes.htm"&gt;Olavo de Carvalho&lt;/a&gt; procura retraçar o paradoxo de uma teoria do conhecimento que pretende instaurar a dúvida radical como único e seguro ponto de partida. Ao anunciar algo como só sei que nada sei – mais cartesiano que propriamente socrático – , Descartes realiza um verdadeiro malabarismo ao tornar a dúvida em certeza fundadora após um movimento anterior de cisão: o sujeito do conhecimento ergue os pés do mundo conhecido e dele se retira, colocando-o “entre parênteses” e fundando-se em superioridade sobre o objeto que quer conhecer. Assim, a divisão entre sujeito e objeto para o processo de conhecimento é que permitiria ao sujeito afastar-se para duvidar, com base em uma pressuposição: a de uma visibilidade do mundo sem que se esteja implicado nele. No entanto, como pode fazê-lo o homem, se nunca esteve fora do mundo?, indaga-se o professor. E eu completo aqui: como pôde achar que o fazia Descartes? Pois a experiência de estar fora do mundo, realmente fora do mundo, geraria uma angústia intolerável para qualquer um.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não tiro do nada essa observação. A depressão do astronauta Aldrin quando voltou da lua não se deveu simplesmente, creio eu, a um anticlímax depois de ter realizado um dos maiores feitos de que a humanidade foi capaz. Depois de ter pisado na lua e de ter visto o planeta em que vivemos ao longe, uma imensa bola azul no espaço em vez da tranqüilizadora bola branca, imagino que tenha balbuciado palavras semelhantes às que exclama o solitário personagem de David Bowie, major Tom, quando em órbita em torno da Terra: “Planet Earth is blue and there’s nothing I can do...” Como se preparar o suficiente para tal deslocamento, como evitar sensações de medo e impotência? Mas, claro, expedições de caráter científico não permitiriam o reconhecimento de tais fraquezas. Aldrin o expressou quando voltou, por meio da depressão: após ver-se fora do mundo, precisou de algum tempo para entrar adequadamente nele de novo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em um desejo de evadir-se, muita gente já induziu seus próprios estados de “fora do mundo” por meio da ingestão voluntária de substâncias químicas. Mas o que dizer de um deslocamento absolutamente involuntário? Deste, sofri três vezes, e vou relatar essas três experiências aqui.&lt;br /&gt;No entanto, antes de começar, devo dizer que há controvérsias quanto à bromoprida que, não sendo médica nem farmacêutica, não posso elucidar. Em uma modesta pesquisa pessoal, recolhi relatos de pessoas que experimentaram efeitos parecidos com os meus, mas também ouvi profissionais abalizados me dizendo que a bromoprida não costuma causar o que descrevi. Portanto, poderia ser bromoprida, fluoxetina ou qualquer outra substância; o que importa, para mim, é a sensação abismal de estar fora do mundo que me acometeu nas três ocasiões em que a tomei.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na primeira, houve uma depressão indizível; já era de noite. Lembro que me enrolei na cama e me forcei a dormir, esperando que o dia trouxesse o bem-estar de volta. Nunca havia experimentado nada parecido, porque não me recordo, antes disso, de ter tido o seguinte pensamento que me ocorreu naquela noite: como, em algum dia da minha vida, eu pude me sentir bem? Como pude viver meu dia-a-dia, levantar, comer, sair para trabalhar?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir de então, eu nunca mais poderia deixar de refletir nesse estado de alma, que havia conseguido até mesmo apagar, ainda que por algumas horas, toda memória emocional de normalidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A segunda vez foi a pior. Administraram-me bromoprida por meio de intravenosa, no soro, depois de uma intoxicação alimentar. Alguém viria me buscar dentro em pouco. Findo o soro, eu saí da maca e tentei me sentar no banco de espera, mas qualquer posição ali me era insuportável. Era como se houvesse uma inadequação entre mim e meu corpo, entre mim e qualquer objeto que eu tentasse reconhecer e tocar. Era como se tudo à minha volta gritasse silenciosamente que eu não estava ali. Fui então tomada de um pânico quieto. Imaginei que minha saúde não andava boa, imaginei o que aconteceria se me acometesse algo mais sério e eu tivesse que depender de hospitais, de visitas. No auge do desespero, perguntei-me quem poderia me valer. Não havia Deus: naquele momento eu era um vazio flutuando em algum vazio maior. O antimundo à minha volta gritava a inexistência de Deus em uma espécie de ateísmo radical e involuntário que havia me possuído. Sem Deus, alternativamente comecei a repassar na lembrança todas as pessoas que eu conhecia e que sabia gostarem de mim, meus pais, meus amigos, para assegurar-me de que elas me valeriam, elas não deixariam que eu perecesse em meio a doença e solidão. Mas a evocação de cada uma delas de nada me confortou. A cada rosto familiar, eu era ferida pela irreparável impossibilidade de que pudessem fazer algo por mim.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Quando minha amiga chegou, eu já estava morta. Subjetivamente, não havia sobrado muito no processo. Caminhei com ela até a casa sem articular palavra. Entrei, e ela me perguntou se eu queria que ela ficasse ali, dormisse ali comigo. Eu respondi que tanto fazia. Não podia responder outra coisa. Depois de ter experimentado solidão tão absoluta, não havia sentido em desejar ou não sua presença. Ela se foi bastante chateada, mas creio que eu não poderia, daquele jeito, ter-lhe explicado o que se passava comigo.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Na terceira, bem, a terceira foi mais suave, muito mais suave. Pode-se dizer que, em comparação com a segunda, eu tirei de letra. Mas houve um problema com que eu não contava: durou mais. Novamente no hospital, administraram-me a bromoprida e poucos minutos depois eu já me sentia invadida de uma agitação intolerável. Implorei para o médico me deixar sair (ele riu!), menti que não estava mais tonta, ele me deu o atestado, voei pela porta e peguei um táxi.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;No carro, achei que o dia lindíssimo me consolaria, mas não me consolou. Percebi que me sentia miserável, um pobre-diabo, separada para sempre do mundo dos mortais. Os objetos que eu tocava e via – a maçaneta da porta, os prédios, a praia, as montanhas – perdiam a densidade e o valor que o cotidiano lhes atribuía, transformando-se em um opaco cenário de pesadelo. Indaguei como tudo ao meu redor parecia vivo, mas eu não conseguia participar dessa vida. A vida, como vêem, passou a ser “essa vida”, um dêitico indicando que, ao apontar para ela, identifico-a como algo fora de mim.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;De resto, cheguei em casa e me forcei a dormir durante toda a tarde, e depois a noite inteira. Só me libertei de verdade da sensação macabra dois dias depois, com meus alunos, ao perceber que havia conseguido entrar na vida por completo. Antes disso, o sabor de estar “um pouco” fora me consumia, mas dessa vez eu soube ser paciente – e sabia que Deus estava comigo.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;De onde tiro a conclusão: o mero sentir-se fora do mundo é insustentável. Realmente fora do mundo, quero dizer. Sem a sensação de euforia que deve acompanhar alguns estados induzidos por alucinógenos, sem a grogueira de uma bebida, de uma anestesia forte. Estar separado da vida e continuar lúcido equivale, acredito, a morrer e continuar vivo. Podemos nos perguntar por que ainda estamos ali, já que tudo parece ter perdido a capacidade de mostrar-se coerente. Perdemos Deus, pessoas, coisas. Como se rompido para sempre o laço que nos amarra ao mundo e nos proporciona sentido e pertencimento.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não foi o que aconteceu com Descartes – não que soubéssemos. Ao que me consta, prosseguiu tranqüilamente com sua filosofia, com os cuidados de praxe que a instituição religiosa da época inspirava. Sem implicar-se por inteiro no sistema que criou – como viver permanentemente na dúvida radical? – , teria elaborado para si nada mais que a ficção de se colocar fora do mundo. Tirou daí, acredito, todo um modo de racionalizar a vida que já não corresponde mais à vida, mas é unicamente mental. Ele não sofreu por estar fora da vida, porque realmente não estava. Mas toda a sua construção filosófica se baseia nessa ruptura de estados mentais e emocionais, de lógica e experiência – ruptura que não por acaso caracteriza o subjetivismo reinante nos estudos universitários, hoje, com mais força que nunca.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Toda a filosofia moderna, por assim dizer, é cartesiana, ao desejar um esquema abstrato que proporcione a vertigem de uma gnoseologia total em vez de uma tentativa de conhecimento parcial do mundo e no mundo. Ao comprar a idéia de Descartes, o pensamento moderno quer inaugurar a última e definitiva forma de filosofar, para isso pretendendo-se o filósofo um puro “olho”, independente e isento. Porém, em tudo isso há como que uma brincadeira, uma proposta que poderia talvez ser formulada assim: vamos brincar de nos colocar fora da realidade e imaginar tudo de novo? Vamos dizer que só existe o que a gente pensa que existe? Como brincadeira, isto pode ser feito sem maiores conseqüências, pois continua-se no controle do processo – o real está ali fora, pacientemente à espera. A ficção ganha contornos perigosos quanto mais crê nela o pensador; mas, ainda assim, não há sofrimento em uma ruptura apenas mental com o mundo.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Eu pergunto então: se Descartes tivesse experimentado os efeitos da bromoprida, será que basearia nessa divisão sua filosofia? Se, em um só dia de suas alegres vidas, professores e estudantes universitários que se entusiasmam com a proposta subjetivista tivessem sido jogados por inteiro – não só mentalmente – no abismo de uma separação entre consciência e realidade, será que não correriam de volta assim que possível? Se soubessem o que é estar fora do mundo sem o terem desejado, filósofos e aspirantes a filósofos retornariam com urgência do projeto subjetivista, rogando com humildade a quem detém a chave de todo sentido uma nova chance de um processo de conhecimento do mundo em que não se alienassem de si mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-111803052136155064?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/111803052136155064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=111803052136155064' title='36 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/111803052136155064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/111803052136155064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2005/06/bromoprida-e-subjetivismo.html' title='Bromoprida e subjetivismo'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>36</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-111802934797973311</id><published>2005-06-05T22:41:00.000-05:00</published><updated>2005-06-05T22:48:33.960-05:00</updated><title type='text'>A estudante de psicologia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Recentemente, conversei com uma estudante de psicologia no último ano de faculdade. Tinha acabado de escrever minha crônica Sabedoria Popular e Politicamente Correto, em que falo da anti-religiosidade como um dos atuais traços de uma predominância raivosa da vontade de correção política. Em poucas palavras ela confirmou o que eu dissera, ou melhor, serviu de amostra viva ao que eu dissera. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O papo foi informal e amigável, mas deveria ser curto, já que eu e minha amiga teríamos que estar na igreja às sete horas naquele domingo e já eram quinze para as sete. Para uma visita rápida, acompanhei-a à casa da futura psicóloga, que me foi apresentada. Minha amiga contou que andara fazendo análise com uma moça que recebia seus pacientes na igreja, e que não havia gostado do modo com que ela conduziu o processo (não contou por quê). A estudante de psicologia deu o seu aval: não se deve misturar psicologia com religião, pois é mistura que sempre dá errado. E contou por sua vez que havia em sua faculdade algumas colegas que eram... freiras! (Ela mesma pareceu impressionada com o fato de freiras desejarem cursar psicologia.) Não escondeu o riso ao revelar que elas se sentiam especialmente pouco à vontade nas aulas de Sexologia e que, por fim, acabavam abandonando o curso. Percebi que o tom não era despropositado, mas parte do argumento da tese enunciada no princípio: “Não se deve misturar psicologia com religião.” Percebi, sobretudo, que o desfecho, que se estendeu à totalidade das freiras – “acabavam abandonando o curso” – apontava para o fato de uma irremediável inadequação, como se não pertencessem àquele lugar, ou não devessem nunca ter estado ali. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na verdade, ouvi além disso. Ouvi, nas dobras do relato da estudante de psicologia, uma velada indignação ante a presença das freiras em sala de aula – indignação que não vinha dela, em particular, mas de pelo menos dois séculos de implantação de um pensamento anti-religioso na academia. Desde a Revolução Francesa, o materialismo e o humanismo são in, a religião é out. Com Freud, então, quaisquer tentativas de reconciliação entre ciência (como ele queria a psicanálise) e fé constituem macabra heresia. Como então ousavam as freiras estar ali? Será que elas não entendiam que a religião deveria curvar-se diante do fundo materialista em que se baseia toda a ciência desde Descartes? Pretendiam elas obscurecer a ciência com toda uma mística cristã indesejada? Ora, que deixassem os trajes negros lá fora! Que resolvessem antes de que lado estão!&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Copiosos anos de uma anti-religiosidade militante no meio universitário engendraram o seguinte preconceito: ninguém seriamente engajado em uma religião pode exercer com a isenção necessária o ofício da psicologia. Que às avessas poderia ser enunciado assim: todo psicólogo ou psicanalista precisa ser ateu ou agnóstico conceitual. Conclusão de um processo histórico que se revela enfim puramente arbitrário, este imperativo pode ser estendido a quase qualquer área: um pensador sério não pode ter religião – se tiver, afinal ninguém é perfeito, precisa deixar suas convicções fora de suas pretensões teóricas, sob o risco de ser ignorado ou rechaçado. Se isto não é preconceito, não sei o que poderia ser. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De minha parte, acho no mínimo triste que, no intuito de refrescar seus modos de compreensão humana e aceder a um saber democraticamente disponível, ainda que muitas vezes em oposição frontal ao que crêem, as freiras tenham trombado com tamanha indelicadeza por parte de pelo menos uma de suas colegas. Já bastante separadas do mundo secular devido à natureza de seu compromisso com Deus, as freiras foram condenadas virtualmente a uma esquizofrenia mental: a profissão não se exerce onde há fé. Parece que, nesses tempos de rasgada tolerância para com opções de toda sorte, a opção religiosa é a única que não conta. Hoje, a humildade da religião, e este episódio é um grande exemplo disso, não raro é recompensada pelo sarcasmo da ciência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-111802934797973311?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/111802934797973311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=111802934797973311' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/111802934797973311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/111802934797973311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2005/06/estudante-de-psicologia.html' title='A estudante de psicologia'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-111802926881057362</id><published>2005-06-05T22:39:00.000-05:00</published><updated>2005-10-31T18:34:53.280-05:00</updated><title type='text'>Politicamente Correto e Sabedoria Popular</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quando eu era mais nova, ainda nos tempos da graduação, criei o protótipo de dois personagens de uma série de crônicas que, infelizmente, não passou da primeira (&lt;em&gt;que você pode ler&lt;/em&gt; &lt;a href="http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2005/10/politicamente-correto-e-sabedoria.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Expressões personificadas de formas de pensamento e visões de mundo quase totalmente opostas, Sabedoria Popular e Politicamente Correto se encontrariam a cada crônica para um saudável embate de idéias, em que um e outro trocariam suas opiniões de forma contrária e às vezes, mas raramente, chegariam a uma conclusão em comum.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Sabedoria Popular seria um personagem caloroso e sentimental, prático e pé-no-chão, com um gosto pela simplicidade e por uma transparência quase ingênua; seria acima de tudo a guardiã da tradição, das raízes familiares, do sentimento religioso, muitas vezes transbordando de crendices, preconceitos e ditados fiéis ao senso-comum. Contrabalançando-a, Politicamente Correto, fazendo uso de uma lógica mais complexa e menos convencional, representaria a vanguarda, o relativismo, o idealismo, além de tender para um acentuado comportamento diplomático, desejoso de agradar a gregos e troianos; porém, ostentaria o típico orgulho intelectual das academias e com freqüência sacrificaria a sinceridade e a criatividade pessoal ao pensamento coletivo, visando a um certo &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Meu desejo com essa série de crônicas era demonstrar que, dependendo do tema proposto e da razoabilidade dos argumentos que cada um dos personagens apresentasse, um ou outro sairiam vitoriosos do debate. Eu tentaria não privilegiar nenhum dos dois, mas procuraria dar a entender que diferentes assuntos pedem diferentes abordagens, e que o excesso de tradicionalismo e senso-comum pode ser tão prejudicial quanto o excesso de relativismo e espírito de grupo, dependendo da questão a ser discutida. Mostraria, sobretudo, o quanto é possível uma síntese equilibrada entre as duas formas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Hoje, porém, deparo-me com esta conclusão: o frescor da idéia não mais residiria na polaridade entre os dois personagens, que parece caminhar para o desaparecimento. Hoje, torna-se evidente para mim que, nos debates em cena, tudo quanto se relaciona com Sabedoria Popular está sendo posto de lado por um pensamento Politicamente Correto cada vez mais dominante. Isto, não por sua (pretensa) superioridade intelectual; mas no tapa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Sim. Hoje percebo que, devido a esse desequilíbrio, a série de crônicas também dificilmente passaria da primeira. Se fosse ressuscitado, Politicamente Correto seria um personagem que não quer mais conversar. Diplomático com todos menos com quem lhe apresenta objeções sérias a seu discurso, ele perderia rapidamente a paciência durante os diálogos, planejaria de imediato tomar a frente em atitudes de foro público e enfiaria goela abaixo de Sabedoria Popular toda sorte de mandamentos de correção política. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Assim, para sobreviver além da primeira crônica, a série não trataria mais da disputa civilizada entre os dois personagens, mas da história da progressiva loucura de Politicamente Correto! Cuspindo com desprezo as épocas antigas, bêbado de um relativismo sem limites, ele passaria a defender tudo quanto é atentado a saberes tradicionais, declarando que o absoluto é o contingente, o agora. À voz de Sabedoria Popular, tamparia os ouvidos e gritaria de horror em vez de argumentar com tranqüilidade, até que, no ápice do processo, para eliminar toda oposição a suas propostas de transformar o mundo, ele terminaria por assassinar a outra personagem, em um espasmo final de ódio. O velho conflito estaria resolvido da forma mais violenta e totalitária possível: calam-se as vozes discordantes e, à força, resolve-se o problema da união mundial e da paz entre os povos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Mas com certeza não precisarei escrever essa primeira (e talvez última) crônica. Quem tiver curiosidade de saber o que terá acontecido com Sabedoria Popular pode empreender sua própria investigação pessoal. Com um tímido olhar ao redor, já podem ser detectados, mesmo aqui no Brasil, tão “sabedoria popular” em tantos aspectos: uma visão excessivamente politizada das relações humanas, de modo a que tudo se resuma a lutas de poder; o ceticismo e a desconfiança como expressões máximas de intelectualidade e &lt;em&gt;savoir vivre&lt;/em&gt;; uma anti-religiosidade militante; a proibição velada ao questionamento de determinadas idéias consideradas “politicamente corretas”; uma sede de igualdade tão disparatada que, ao querer diluir a todo custo as mínimas diferenças individuais, acaba solapando a liberdade pessoal ao punir quem ouse se manifestar de outro modo... Do meio universitário aos nichos urbanos mais periféricos, a tônica é esta, com pequenas variações. A saudável dissonância cede progressivamente a um totalitarismo que quer se chamar libertário. Como se vê, não preciso mais ressuscitar minha série de crônicas: a história está aí, ainda sem final definido, para quem quiser (e puder) ler.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-111802926881057362?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/111802926881057362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=111802926881057362' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/111802926881057362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/111802926881057362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2005/06/politicamente-correto-e-sabedoria.html' title='Politicamente Correto e Sabedoria Popular'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-111799681915463211</id><published>2005-06-05T13:36:00.000-05:00</published><updated>2005-06-05T13:44:41.600-05:00</updated><title type='text'>Uma imagem da modernidade</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Inspirado em Proust,&lt;/em&gt; Em busca do tempo perdido&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;quando o narrador se extasia diante&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;do famoso chafariz de Hubert Robert.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um homem vê ao longe um objeto, e o chama quase que imediatamente pelo nome, pois distingue com facilidade sua forma, seus contornos, sua beleza estática. No entanto, ao chegar mais perto, diante da miríade de detalhes que lhe haviam escapado, o que antes se oferecia aos olhos como uma presença coesa se lhe afigura subitamente como um aglomerado de informações difusas. O homem se detém por infinitos momentos em meio ao que agora lhe parece o objeto real, mais próximo ao toque, embora sem forma definida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As arestas vislumbradas de bem perto não mais se integram à nítida imagem anterior. De posse das novas percepções sobre o objeto, o homem não se afasta novamente para as sobrepor ao que via. Atarantado – e mesmo deslumbrado –, ele se perde no desvanecimento das formas, nas sensações provocadas por esse desvanecimento, e se esquece do que o nomeava. A lembrança do objeto, ou do que o tornava objeto, é perdida. Em meio ao turbilhão que lhe excita os sentidos, o homem se fixa somente na transformação do objeto em coisa nenhuma, prometendo a si mesmo que não mais se deixará enganar por formas percebidas ao longe – e a tudo pulveriza com seus olhos de lupa. O mundo lhe parece então todo feito de caóticas partículas que a nada ordenam, obedecendo apenas a uma lei constante: a mobilidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, apaziguado por essa única lei, o homem se recolhe no sono satisfeito das abstrações para sempre adiadas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-111799681915463211?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/111799681915463211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=111799681915463211' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/111799681915463211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/111799681915463211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2005/06/uma-imagem-da-modernidade.html' title='Uma imagem da modernidade'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-111798125091001989</id><published>2005-06-05T09:19:00.000-05:00</published><updated>2005-06-05T22:53:37.116-05:00</updated><title type='text'>Hoje eu não vou pra escola</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Conto infantil&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não vou, já decidi que não vou. Prefiro ficar aqui na cama, pensando milhões de coisas, no meu instituto de morcegos e no sonho que eu tive. Adoro ficar lembrando dos sonhos. Além do mais, detesto esse tempo fechado chuvoso, parece que o dia inteiro é à tarde, que são eternamente cinco horas (quer dizer, dezessete) até anoitecer. Então, eu fico pensando: “Não tem manhã hoje”, e me dá vontade de ficar aqui na cama o dia todo, até amanhecer de verdade. O que só vai acontecer no outro dia. Aí eu penso: “Então eu não vou pra escola”, e fico na cama até me dar fome ou coceira de levantar, o que vier primeiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Mas hoje eu não vou, já decidi; ainda mais hoje, que tive um sonho ótimo: a minha mãe tinha me levado para uma casa linda, com planta, árvores, natureza à beça, e tinha um balanço na árvore maior de todas. Aí eu fiquei me balançando o tempo todo, pra lá, pra cá, a maior alegria! Não me preocupava com nada. Minha mãe nem falava em escola, nem tinha! E eu só ficava pensando que queria ficar lá pra sempre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;E agora me lembrei do meu instituto de morcegos; é porque quero desenvolver essa idéia, e não me lembro de como o sonho acabou. Acho que foi assim mesmo: fiquei lá pra sempre. Aí eu fico imaginando o resto: será que eu fiquei feliz (como nas histórias) ou eu comecei a ter saudade dos meus amigos, da professora, do meu cachorro? Provavelmente eu ia ter saudade. Então eu fico pensando: não ia adiantar nada ficar lá pra sempre, ia acabar enjoando. Que droga!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas aí eu enjôo mesmo é de ficar pensando no sonho, e começo a mudar de pensamento: meu instituto de morcegos. Aí eu fico todo emplogado, começo a me mexer na cama: meu instituto de morcegos! Igual ao Butantã, só que esse é de cobras; foi lá que eu tive a idéia. Eu ia trabalhar o dia todo lá, além de ser o dono, é claro. Ia ficar pesquisando tudo sobre os morcegos, a vida deles, o que comem, como se reproduzem, todas aquelas coisas legais que a gente aprende na escola e que às vezes é meio chato, eu ia descobrir sozinho. E depois... depois, aí sim, a grande idéia: eu ia descobrir TUDO sobre aquela história dos vampiros. É claro, eu teria que ter um morcego daqueles que viram vampiros, e como eles são raros o meu instituto teria que ser bem grande. Então eu teria uns mil morcegos, e pelo menos um deles seria o vampiro. Mas eu levaria anos para descobrir qual é, então eu precisaria ser um ótimo, excelente (o melhor de todos!) pesquisador de morcegos. E aí, tchan tchan tchan tchan, eu descobriria o segredo dos vampiros! Seria igual ao Butantã, o meu instituto: fabricaria antídotos contra o veneno dos vampiros, e aí ninguém mais viraria vampiro. Porque quando uma pessoa é mordida, nada mais resta a fazer: tem que matar a pessoa, é horrível. O meu instituto, então, ia salvar um monte de gente! Eu ia ficar famoso, rico, aparecer na televisão e tudo. Minha mãe ia ficar toda feliz!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ou então (já pensou?) ela não ia gostar nem um pouco: Que história é essa de morcegos, Marquinhos? Você não disse que ia ser bombeiro? Eu ia falar: Eu sei, mãe, mas agora eu já desisti, vou salvar as pessoas mas de outro jeito. Ela ia falar: É, mas e se os vampiros não existem? Se é tudo mentira dos filmes, dos livros? Você vai passar a vida toda pesquisando à toa. Eu ia dizer: Mas EU SEI que eles existem, mãe! E ela ia acabar aceitando.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por falar na minha mãe, aí vem ela: já tô escutando os passos do chinelo. Vai abrir a porta, espantada porque ainda não acordei, vai me chamar pra tomar café. E eu vou ter que ir! Ah não, tava tão bom aqui! Vou cobrir a cabeça com o lençol.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Marquinhos! Ainda não levantou? Anda logo, senão vai perder a hora!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E se eu finjo que estou dormindo, ela vem devagarinho e me cutuca:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Filhinho, acorda, já tá na hora de ir pra escola.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ah, droga, não vai ter jeito: vou ter que ir. Descubro a cabeça e olho pra minha mãe: tá com a cara tão engraçada, de sono, e com um sorriso tão bonito que eu abraço ela: mãaae! E pensando bem, acabei de me lembrar: hoje vai ter aula de laboratório! E o Carlinhos vai levar as revistinhas, pra me emprestar. Levanto, todo feliz, oba! Já tô indo, mãe, já tô indo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-111798125091001989?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/111798125091001989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=111798125091001989' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/111798125091001989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/111798125091001989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2005/06/hoje-eu-no-vou-pra-escola.html' title='Hoje eu não vou pra escola'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-111798076383562411</id><published>2005-06-05T09:05:00.000-05:00</published><updated>2005-06-05T22:53:12.473-05:00</updated><title type='text'>O desfile dos homens nus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comece o desfile dos homens nus! Deixem-nos desfilarem na ordem que desejarem, que puderem desejar. Vejam-nos magros, famintos, atravessarem o desfiladeiro da miséria humana com seus pobres órgãos pendentes, seus pobres rostos decaídos. Vejam-nos murcharem à medida que caminham, sem que despertem a compaixão de outrem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vejam como são pobres, cegos e nus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;São os homens de quem eu falava, os pobres homens, que passeiam por esta vida sem perguntar-se por que vieram. Andam sem objetivo, à medida que seus corpos se inclinam para um lado ou para outro. Um cansado desequilíbrio determina seus caminhos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estão nus, porque não podem mais estar de outro jeito. Acabou toda fantasia, vestes de ouro e prata se perderam pelo caminho. Acabou-se o pudor de ensaiar a cobertura das mãos, o encolher de ombros envergonhados. Desfilam nus, nus estão sem que possam evitá-lo, e já não querem. Percebem, de uma forma ou de outra, que nada pode esconder deles ou de quem quer que seja a verdade de seus corpos castigados.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Houve uma época em que eu sentia um verdadeiro prazer em estar com as pessoas. Conhecer alguém era sempre uma grande alegria. Eram raras as antipatias instantâneas, e sons de vozes aleatórias, alternando-se em musicalidade dissonante, deixavam-me alegre, ainda que mal prestasse atenção no conteúdo das conversas ou pouco esboçasse esforço para compreendê-las.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Hoje, não sei se posso dizer que ocorre o contrário. Há apenas uma ausência. Estou com as pessoas, mas as acho velhas. Por vezes percebo um impulso do antigo interesse, e as encaro, segundos após vê-las pela primeira vez, como imagens holográficas superpostas, prontas a oferecer beleza a partir de um exame detalhado. No entanto, logo esta primeira expectativa se desvanece, e estou diante de um déjà-vu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cada pessoa que conheço é a mesma, cada palavra que me lançam já é palavra dita longo tempo atrás.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por vezes indago se não seria sempre algo entre meus olhos e o que se apresenta a mim. Uma parede, um desvio da vista, impediriam que eu percebesse o novo. Como se eu tentasse copiar um cd em uma fita cassete antiga e já bem usada: ao tentar ouvir o que penso ter gravado, deparo-me com os sons arrastados e horripilantes de músicas que não gostaria de repetir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas talvez este pensamento seja por demais silogista. Talvez esteja de fato testemunhando, mais com reações emocionais que com teorias científicas (a dor que advém do impacto!), os sinais e as conseqüências da imitação de comportamentos aprendidos, apaziguadora e não fruto de amor: o aglomeramento no lugar do encontro. Estaria assistindo, então, à crescente vitória do impulso homogeneizador da coletividade, sem nada poder fazer, com certa culpa (são pessoas e gostam de mim) e horror (onde estão, de fato, as pessoas por trás da potência homogeneizante)?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desfilam os homens nus. Gozam da companhia um do outro? Afinal, estão juntos e caminham na mesma direção. Não deveriam falar-se? Não poderiam trocar impressões e comentários sobre a precariedade de sua situação? Não deveriam desfazer a fila e caminhar lado a lado em duplas ou grupos de três, quatro?Não: em silêncio caminham, e já não sabem por que ou para que estão unidos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-111798076383562411?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/111798076383562411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=111798076383562411' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/111798076383562411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/111798076383562411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2005/06/o-desfile-dos-homens-nus.html' title='O desfile dos homens nus'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-111798014573097054</id><published>2005-06-05T08:57:00.003-05:00</published><updated>2009-10-18T10:56:43.789-04:00</updated><title type='text'>Hoje comecei a riscar todos os dias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;i&gt;Composto antes de minha conversão&lt;/i&gt;,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;i&gt;inspirado no livro de Jó e em um poema de Camões,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Hoje comecei a riscar todos os dias,&lt;br /&gt;o mesmo dia, o mesmo dia&lt;br /&gt;como que para provar minha inocência&lt;br /&gt;e de todos aqueles que, mal nascidos ou nem isso,&lt;br /&gt;temem a morte e a vida em morte&lt;br /&gt;mas não temem a morte em vida&lt;br /&gt;nem a vida, ela mesma,&lt;br /&gt;como a sucessão de dias&lt;br /&gt;como este, em que eu, inocentemente,&lt;br /&gt;risquei os dias iguais, o mesmo número,&lt;br /&gt;o mesmo mês, ano e dia&lt;br /&gt;de minha vida, de toda a vida&lt;br /&gt;que vi vivida na tela de meus anos&lt;br /&gt;passados, e o futuro, este ser ininteligível,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;que se descarte, que se afaste de minha vida. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-111798014573097054?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/111798014573097054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=111798014573097054' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/111798014573097054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/111798014573097054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2005/06/hoje-comecei-riscar-todos-os-dias.html' title='Hoje comecei a riscar todos os dias'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13435340.post-111797936367065918</id><published>2005-06-05T08:46:00.000-05:00</published><updated>2005-06-05T09:15:51.536-05:00</updated><title type='text'>O menino vem descendo a montanha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O menino vem descendo a montanha sozinho. Ele traz uma vara comprida na mão, e nem se pergunta por quê. Ele está sozinho. De vez em quando contempla a própria sombra, talvez para passar o tempo, enquanto caminha às vezes tropeçando, às vezes descendo suavemente olhando para baixo. Cuidado com as pedras. Ele sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino é louro, cabelo fininho. Ele brilha quando bate o sol, e o rosto está vermelho de tanto sol e tanto andar. Ele já está andando há um bocado de tempo, e aparecem as primeiras graminhas no chão. Bom, pois contornar as pedras era tarefa difícil, de tantas que havia pelo caminho. Ele estava descalço, se machucava com elas. Mas grama é macio, e dava uma tranqüilidade imensa pisar no macio. Os pés ardiam um pouco também, às vezes escorregava na terra batida do morro, e aí era horrível por não ter onde se segurar. Dava uma sensação de desamparo que parecia uma pré-morte, mas ao silenciar o resvalo do corpo na montanha o coração se calava aos poucos, e a força parecia redobrar à medida que ele se reafirmava vivo.&lt;br /&gt;O sol brilhava cada vez mais denso, o menino sentia o ardor sem se queixar, enxugando em vão o suor dos cabelos com a mão que sobrava. A outra, a da vara, permanecia fechada e inerte, quase esquecida, a vara imóvel que só tremia quando o caminho ficava pior. Mas agora não, as graminhas eram cada vez mais freqüentes, e o menino olhou o sol num relance, feliz. Parecia que ganhava a luz do sol, andando em direção a ela tão confortável com a macieza do chão, recompensa depois de tanta pedra difícil. O impulso foi grande, pulou e sacudiu a vara sem querer, riu alto, quase tropeçou e saiu de velocidade redobrada, rindo com o coração aos pulos do susto do tropeço. Não só do susto, o coração pulava como carneiro livre, e o grande choque de felicidade aconteceu com o telhadinho vermelho: o telhadinho apareceu finalmente, rápido como visão de sonho, e o menino gritou sacudindo os braços – eeeei! eeeei! Gritava para si, para o mundo, correndo livremente já sem medo de tropeçar, a vida, o mundo era ele e todo ele, o chão, o sol, o ar e o telhadinho vermelho, tudo era vida e energia e luz irradiando e emanando do menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cachorro. A mãe, depois o pai e o irmãozinho pequeno, todos apareceram aos gritos do menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois foi só alívio, abraço, e perguntas. O menino comia ávido, as mãos nem limpas segurando com força e cuidado o pedaço grande de bolo. A mãe alisa o cabelo com cuidado também, olha comovida, pensa. O resto são perguntas, apenas ela permanece calada. O filho está ali, é tudo que importa. Sobram palavras, cochichos e surpresas, pessoas novas à casa entram, mas o instante único está ali: a mãe contempla o seu filho. Nada mais importa. Ele come e está bem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com paciência esperam, ele logo começa a responder as perguntas, mas está cansado, quer dormir e as palavras vêm moles, o olho preguiçoso, a mão suja esfregando o rosto. Bem que a mãe olhou, pegou o menino pelo braço, vem se lavar, menino. E todo mundo tem que ir embora para que o menino possa dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Esse menino...”, todo mundo pensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a mãe, só ela, fica ao lado do menino vendo ele dormir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13435340-111797936367065918?l=coletaneanormabraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/feeds/111797936367065918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13435340&amp;postID=111797936367065918' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/111797936367065918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13435340/posts/default/111797936367065918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2005/06/o-menino-vem-descendo-montanha.html' title='O menino vem descendo a montanha'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
