Coletânea

domingo, outubro 06, 2013

 

The Valley of Vision

LORD, HIGH AND HOLY, MEEK AND LOWLY,

Thou has brought me to the valley of vision,
where Iive in the depths but see thee
in the heights;
hemmed in by mountains of sin I behold
thy glory.

Let me learn by paradox
that the way down is the way up,
that to be low is to be high,
that the broken heart is the healed heart,
that the contrite spirit is the rejoicing spirit,
that the repenting soul is the victorious soul,
that to have nothing is to possess all,
that to bear the cross is to wear the crown,
that to give is to receive,
that the valley is the place of vision.

Lord, in the daytime stars can be seen from
deepest wells,
and the deeper the wells the brighter
thy stars shine;
Let me find thy light in my darkness,
thy life in my death,
thy joy in my sorrow,
thy grace in my sin,
thy riches in my poverty,
thy glory in my valley.

quarta-feira, julho 31, 2013

 

Como empobrecer o Ocidente

Herbert Schlossberg, em Idols for Destruction (sobretudo nas páginas 282-3), retraça em linhas gerais o processo de empobrecimento e crise dos países do Ocidente cuja economia se vale da ideia da "soma zero": ganha-se apenas com a perda de outros. Com base na progressão que ele oferece, esbocei o seguinte esquema:

1- Imbuído da ideologia marxista, que prega uma ideia equivocada de “igualdade”, o Estado se incumbe do que chama “redistribuição de renda”, com impostos abusivos e políticas humanitárias que transformam pobres, imigrantes e desempregados em eternos dependentes.

2- A redistribuição afeta negativamente a produção: há menos trabalho, menos investimentos, menos poupança e cada vez mais consumo, pois quem não trabalha não produz (e vive do dinheiro alheio) e quem trabalha se sente desestimulado a produzir, investir e poupar para ter que entregar grande parte dos frutos de seu esforço nas mãos do Estado.

3- Cria-se assim um ambiente psicológico de “carpe diem”, com toda uma população sendo estimulada à irresponsabilidade e ao imediatismo. (E ainda culpa-se o "capetalismo" pelo consumo desenfreado!)

4- Os ideólogos, sempre a serviço do Estado, contemplam esse estado de coisas e culpam automaticamente outros fatores: o planeta tem gente demais, não há recursos para todos, produzir gera poluição, desmatamento e destruição...

5- Logo, o que é necessário? Sem alternativa à vista, a resposta deles é: mais controle estatal. As “soluções”, sendo erradas, só pioram o problema e empurram as nações – financeira e moralmente – mais para baixo. (Políticas estatais de estímulo ao aborto e ao homossexualismo talvez sejam propostas como medidas de controle populacional...)

6- O Estado reforça as políticas de redistribuição. Tudo recomeça, e a máquina estatal se torna cada vez mais poderosa, angariando mais dependentes, inibindo as iniciativas privadas e emperrando a produção.

Tudo isso poderia ser evitado se nossa sociedade tivesse adotado como base alguns princípios bíblicos: limitação do poder do Estado, redenção somente através de Cristo (e não pela economia, como ocorre no marxismo), responsabilidade individual, caridade com discernimento etc.

O livro de Schlossberg é imperdível! Devo publicar citações dele aqui esta semana.


quinta-feira, julho 25, 2013

 

Recheando a teologia

Um amigo querido que tem a vocação, como a minha e do André, de relacionar cristianismo e cultura - visite o blog recém-aberto dele, que promete! - escreveu para Andrew Basden, professor cristão, sobre tecnologia. Basden respondeu com algo poderosamente motivador: que Deus está movendo seus filhos de um jeito novo, hoje, para quebrar a divisão entre o sagrado e o secular. Creio nisso! E hoje, dia do escritor, trago até vocês uma reflexão que faço a partir dessas palavras e do que entendo ser uma vocação imprescindível em qualquer época, mas sobretudo nos dias de hoje.

A correlação entre cristianismo e cultura é algo que está engatinhando entre nós. Nossa teologia, mesmo que correta, em grande parte ainda se relaciona mal com a realidade, com o que existe; ainda contempla demais o próprio umbigo. Precisamos com urgência nos lançar seriamente à dupla tarefa que consiste em, sempre sob a luz do Evangelho, enxergar o mal e o erro como realmente são, descrevendo suas variedades e profundidades (psicológica, sociológica, política, cognitiva, tecnológica, existencial), para assim enxergar e descrever aspectos verdadeiros da redenção, por contraste. Isso é primordial para fugirmos das expressões da fé que, mesmo sendo bíblicas, se repetidas muitas vezes sem o "recheio" da vida real, acabam se tornando palavras vazias: Jesus salva do quê? Não é de um pecado conceitual, abstrato, mas bem real, com efeitos reais, destrutivos e dolorosos! E em quê especificamente nos redime? Para algo que podemos começar a provar, saborear, ainda aqui neste mundo! Isso significa que a mente de Cristo de fato orienta a aplicação da teologia no reconhecimento e na solução do mal, em todas as áreas do saber.

Schaeffer chama muito a atenção da gente para isso: a falta de realidade na pregação e no ensino da Palavra, gerando igrejas cheias de crentes que vivem e pensam como zumbis. Boa parte da angústia que podemos sentir quando vemos o quanto estamos longe de uma cosmovisão genuinamente cristã, em ação, nas nossas igrejas e nos meios seculares, talvez esteja relacionada com o fato de sentirmos que estamos diante de um caminho quase fechado no mato. Ainda bem que é quase: há décadas Deus tem impulsionado cristãos de gerações seguidas nessa vocação de rechear a teologia e fazê-la colocar os pés no chão; Abraham Kuyper, Herman Dooyeweerd, Cornelius Van Til, Francis Schaeffer, só para citar alguns. Aqui no Brasil, também não estamos órfãos: Wadislau Gomes, Davi Charles Gomes e Fabiano Almeida têm feito um trabalho excelente nesse sentido. Ainda há muito o que fazer. Se você me entende e sente que essa também é sua vocação, mãos à obra! Estamos juntos nisso!

terça-feira, novembro 09, 2010

 

Citações sobre a soberania divina e a responsabilidade humana

Se eu encontro em algum lugar da Bíblia o ensino de que tudo está predeterminado, esse ensino é verdadeiro; se eu encontro, em outro lugar nas Escrituras, que o homem é responsável por todos os seus atos, isso é também verdade. E é somente a minha estupidez que me leva a imaginar que essas duas verdades podem contradizer uma à outra. Não acredito que ambas possam ser soldadas em uma bigorna terrena, mas certamente serão uma só na eternidade. (C. H. Spurgeon, sermão A Defense of Calvinism)

Autores da Bíblia, tanto no AT quanto no NT, têm, em geral, menos problemas com a tensão entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana que muitos modernos. Não porque não consigam distinguir finalidade e conseqüência, como muitos afirmam, mas porque não veem a soberania divina e a responsabilidade humana como antíteses. Em resumo, são compatibilistas e, portanto, justapõe ambos os temas com pouca consciência do problema (cf. Gênesis 50:19-20; Jz 14:4;. Isa 10:5-7;.. Hag 01:12 -14; Jo 11:49-52). (D.A. Carson, The Gospel of Matthew)

Além da imutabilidade e da invencibilidade dos decretos de Deus, a Escritura ensina claramente que o homem é uma criatura responsável e responderá por seus atos. E, se os nossos pensamentos são formados a partir da Palavra de Deus, conservar a noção de um lado não vai levar à negação do outro. É evidente que há uma real dificuldade em definir onde um termina e o outro começa. Isso é sempre o caso quando há uma conjunção entre o Divino e o humano. (A. W. Pink, The Attributes of God)

Assim como os trilhos de um trem correm paralelos e parecem se fundir no horizonte, as doutrinas da soberania de Deus e da responsabilidade do homem, que parecem separadas nesta vida, irão se unir na eternidade. Nossa tarefa é não forçar a sua fusão nesta vida, mas mantê-las em equilíbrio e viver em conformidade com elas. (Joel R. Beeke, Feed My Sheep)

Ainda que afirme tanto a soberania de Deus quanto a liberdade e a responsabilidade moral dos homens, a Bíblia nunca tenta explicar essa relação. (Jerry Bridges, Trusting God)

As Escrituras reconhecem tanto a soberania de Deus quanto a livre-agência e a responsabilidade do homem. Nossa própria consciência nos assegura do segundo ponto. A natureza de Deus prova o primeiro. A Bíblia não faz nenhuma tentativa para reconciliar a ambos. (James P. Boyce, Systematic Theology)

Abrace o paradoxo entre a soberania de Deus e a responsabilidade do homem. É triste que alguns abracem a soberania de Deus sobreposta à vontade humana para dizer: “É errado descrever Deus com os braços estendidos, chamando, convidando.” E que outros abracem a responsabilidade do homem para argumentar: "Se Deus nos chama e convida repetidamente, não pode de fato ser soberano sobre a vontade do homem, e o homem realmente é, em última análise, autodeterminado; assim, Deus não está no controle de todas as coisas.” Ambos são tristes erros. Tristes, porque um grupo rejeita algo profundo e precioso que Deus revelou sobre Si mesmo para que tivéssemos força e esperança, alegria e amor – a saber, sua absoluta soberania. Oh, quão doce é quando tudo em torno de nossa alma abre caminho, e precisamos de uma pedra firme e confiável em um mundo que às vezes parece totalmente fora de controle, cruel e sem sentido. Oh, quão doce é sabermos nesses momentos que Deus não é bom e indefeso, mas sim, bom e soberano. E o outro grupo (dos que abraçam a soberania de Deus), por vezes rejeita algo crucial para a compreensão da justiça de Deus ao lidar com pessoas, sem perceber o quanto precisamos implorar, persuadir, convidar e conquistar pessoas com lágrimas, para Cristo, e em nome de Cristo. (John Piper, “How Shall People Be Saved?”)


sexta-feira, abril 13, 2007

 

SHOW DE HORRORES

(O apresentador entra correndo e sorrindo no palco. Música de abertura.)

- Senhoras e senhores! Bem-vindos ao nosso SHOOOOW DE HORROOOREEEES!

(Aplausos entusiasmados. O apresentador espera pacientemente o ruído baixar, ainda sorrindo. Encaminha-se para seu posto no canto direito do palco.)

- Boa-noite, amigos da platéia!

- Boa-noiteeeeee!


- Que platéia maravilhosa temos aqui hoje! São estudantes universitários de teologia e ciências da religião, vindos de todos os cantos do país. Obrigado pela presença! A participação de vocês no Show de Horrores é fundamental! Como sabem, vocês têm o poder das multidões: aprovar ou desaprovar o que será dito no palco.

(Barulho ensurdecedor. O apresentador espera.)

- Para quem ainda não conhece o programa, o Show de Horrores tem como símbolo o monstro Frankenstein. (Mostra no canto oposto um boneco gigante cheio de escaras e cicatrizes.) A cada semana, promovemos uma competição ao vivo entre profissionais da área acadêmica. O ganhador é aquele que demonstrar a maior discrepância, a maior incoerência, a maior esquizofrenia entre suas idéias e sua vida!

(Aplausos e urros.)

- O tema de hoje é: Bíblia. (Um letreiro brilha acima dele.) Os profissionais que se inscreveram para esta competição são professores de seminários protestantes que também têm cargos de liderança em suas igrejas. Todos eles cumprem essa jornada dupla: ensinam a futuros pastores e pregam na igreja, orando em público e cuidando de suas ovelhas. Veremos o quanto são capazes de assumir posições conflitantes nas duas funções. Recebam agora nossos candidatos!

(Aplausos. Entram os professores de seminários, alguns tímidos, outros gesticulando animados para a platéia, com suas Bíblias debaixo do braço. Já instalados no canto oposto do palco, os jurados do programa colocam seus óculos e abrem suas pastas. Um deles pede ao apresentador para fazer uma observação sob a forma de pergunta.)

- Os professores costumam fornecer aos estudantes a base teórica do conteúdo veiculado em sala de aula?

(O apresentador parece confuso, e pede a um dos professores que responda. Antes de se levantar, o professor menos tímido olha para os demais colegas, certificando-se de que a resposta é unânime.)

- Não costumamos fazer isso.

- Ótimo. (O jurado parece satisfeito.) Excelente dado para a esquizofrenia.

(Todos parecem contentes, e o apresentador decide começar a competição.)

- Vocês sabem as regras: os estudantes fazem uma pergunta para cada professor. Se a resposta não for suficiente, o estudante pode fazer ainda mais uma para complementar. E não se esqueçam: ganha quem demonstrar mais esquizofrenia entre idéia e vida, teoria e prática!

(Candidatos e jurados assentem, ansiosos. O primeiro estudante se adianta.)

- Professor, quais as diferenças entre o que o senhor diz em sala de aula e o que o senhor ensina na igreja?

(O candidato sorri.)

- Na igreja, eu sou confessional e ensino a Bíblia como a Palavra de Deus. No seminário, sou acadêmico, científico, crítico. Posso questionar tudo que preguei na igreja, inclusive se a Bíblia é mesmo a Palavra de Deus.

(Ovação. O professor une as mãos em sinal de vitória. Satisfeito, o estudante retorna a seu lugar. Outro toma a palavra e se dirige ao segundo professor.)

- Professor, a Bíblia é um relato histórico?

(O candidato olha para cima e pensa um pouco antes de entoar:)


- De Crônicas pra trás é tudo invenção deutoronomista; nada daquilo aconteceu. Abraão, Isaac e Jacó não são pessoas reais, mas variantes da mesma história: personagens, “tipos”.


-
E depois de Crônicas?

- Depois de Crônicas, na Bíblia inteira, há uma mistura de fatos e ficção. O povo precisava de relatos fantasiosos para fundar seu “mito” de grande nação, para os judeus, e fortalecer sua fé, para judeus e cristãos.

(O estudante parece decepcionado, mas não pode acrescentar perguntas. Os demais professores mostram sinais de impaciência, como se prestes a dizer algo. O apresentador percebe.)


- Se algum estudante tiver uma pergunta do mesmo teor, será bem-vinda.


(Um dos estudantes pula em meio aos outros, na platéia.)


- Eu tenho! Professor, os milagres da Bíblia são reais?


(O terceiro professor, depois de lançar um olhar irritado ao colega que acabara de falar, ergue a voz em um tom mal-humorado.)


- É claro que não. Não existem milagres, todo mundo sabe disso. Quem acredita em milagre hoje em dia, na era da eletricidade e da informática? (Os demais professores assentem com a cabeça, em concordância unânime.) Agora, eu gostaria de pedir ao nosso apresentador a permissão para fazer um adendo ao que o nobre colega declarou sobre o Antigo Testamento. (Dirige ao apresentador uma expressão suplicante e recebe a permissão.) O nobre colega colocou o Antigo e o Novo Testamentos no mesmo nível. Só que todo mundo sabe que o Antigo Testamento fala de um Deus cruel que mandava em um povo que vivia massacrando outros povos! Nosso cristianismo atual não tem nada a ver com o Antigo Testamento! (Seu rosto se ilumina.) Mas na igreja não dizemos isso, claro. A Bíblia é uma só e os fiéis são orientados a ler o AT e o NT na mesma perspectiva revelacional, como Palavra de Deus.


- Mas para o senhor o Novo Testamento é Palavra de Deus e o Velho Testamento não? É isso?

- Esse termo, “Palavra de Deus”, é muito controverso no seminário. Veja: o povo das épocas bíblicas era mais simples, mais atrasado; vivia numa mentalidade mitológica. A Bíblia é cheia de mitos criados pelo homem. Mas, se até hoje a mitologia tem o poder de ajudar as pessoas, viva a mitologia!

(Os jurados mostram-se impressionados. Os estudantes aclamam: “Já ganhou! Já ganhou!” Mais discreto que o primeiro, o terceiro professor volta a seu lugar. Mais um estudante se levanta.)


- Professor, minha pergunta é sobre o mesmo assunto. Se o Deus do Antigo Testamento não é o mesmo do Novo, como é que Jesus declara “não vim para revogar a lei, mas para cumprir”?


(O quarto professor assume um ar de autoridade.)


- Como você sabe se Jesus disse mesmo isso? (Sorri.) No seminário, sempre questionamos o texto bíblico como verdadeiro.


-
E na igreja?

- Na igreja não, meu caro. É obrigação do pregador colocar-se dentro do contexto apresentado pela Bíblia para falar das verdades de Deus. Em cada contexto, uma verdade, que é sempre uma construção humana. Afinal, todos sabemos que não existe verdade absoluta.

(Um murmúrio de admiração vem da bancada dos jurados. Um comenta baixinho: “Uma contradição flagrante na mesma resposta! Esse candidato é muito bom.” Os estudantes permanecem em silêncio, ansiosos pela continuação.)


- Agora, respondendo a sua pergunta. Meu pensamento difere ligeiramente do pensamento do colega que falou antes de mim. Vejo claramente uma fantástica identidade entre o AT e o NT: os profetas do AT eram revolucionários que se insurgiram contra a ordem social de sua época, tal como Jesus. Eles pregaram a revolução! Da forma particular de cada um deles, claro. O povo egípcio foi a classe dominante que oprimiu os judeus durante quase um século. Jesus exaltou os pobres e condenou as elites judaicas e romanas da época. Por isso, os relatos fantasiosos de fé e as mitologias serviam tanto para engrandecer a nação oprimida, quanto para fortalecer a igreja perseguida do Novo Testamento.


(Um dos jurados ergue a mão. O apresentador lhe passa a palavra.)


- Gostaria apenas de precisar a origem histórica dessa idéia.
(Ele consulta a pastinha.) A divisão da sociedade em duas classes inimigas foi elaborada por Karl Marx e atribuída ao cristianismo pelo movimento da Teologia da Libertação. Posso fazer a segunda pergunta ao candidato? O estudante não chegou a fazer exatamente uma segunda pergunta. (O estudante dá de ombros, concordando.) Os professores do seminário costumam falar abertamente de Marx e da Teologia da Libertação?

- Não, claro que não. Seríamos acusados de doutrinação! Política e teologia não se misturam. Não em sala de aula.

- Mas vocês lêem Marx, certo? A base do que você está dizendo é marxista.

- A base do ensino no seminário assume fortes colorações marxistas, mas jamais falamos dele. Preferimos ficar nas generalidades da opressão e da crítica ao capitalismo. Marx era ateu e odiava o cristianismo, você sabe. Pega mal.

- Obrigado!

(O quarto professor é tão aclamado quanto o primeiro. O apresentador intervém.)


- Como vêem, senhoras e senhores, a competição desta noite está acirrada! Temos quatro fortíssimos candidatos ao troféu Frankestein de hoje! Na modalidade Horrores, a Bíblia se encontra toda fragmentada: é uma na igreja, outra no seminário; inteira na igreja, dividida ao meio no seminário; Palavra de Deus na igreja, coleção de mitologias no seminário; confessional na igreja, marxista no seminário! Veremos então qual dos cinco candidatos encarna melhor essa fragmentação! A última pergunta, por favor.


(Levanta-se um estudante, visivelmente nervoso.)


- Acho que minha pergunta é meio repetitiva. Tem a ver com milagres também.


(O apresentador o encoraja com um gesto, e o estudante toma coragem.)


- Eu só queria saber se o professor concorda que Jesus ressuscitou.


(Todos os professores se entreolham. O último candidato limpa a garganta.)


- Bom... Se você mostrar o relato bíblico da ressurreição de Jesus aos professores de seminário, a maioria irá dizer que se trata de uma mitologia. Acho que já fomos suficientemente claros sobre esse assunto... A Bíblia é cheia de mitos.


- Mas a ressurreição de Jesus é central para a fé cristã! O apóstolo Paulo diz que, se Jesus não ressuscitou, o melhor é deixar tudo pra lá: “comamos e bebamos, pois amanhã morreremos”.

- É verdade. A fé sem ressurreição é uma impossibilidade. Acaba com todo o cristianismo.

- Então? Como o senhor lida com isso?

(O professor assume um olhar distante e deslumbrado.)


- É verdade que pouquíssimos professores de seminário têm certeza da ressurreição. Mas você não percebe a beleza da coisa? É isso que torna o cristianismo mais desafiador! É isso que caracteriza o salto de fé: crer apesar da razão, apesar do bom-senso, apesar dos fatos, apesar da ciência! Pouco importa se Cristo ressuscitou ou não: mesmo sem ser verdadeira, a idéia da ressurreição é o que faz irromper a fé! É o que faz os homens se inspirarem em Cristo para viverem melhor!


- Mesmo se Cristo tiver mentido sobre ser Filho de Deus e tudo o mais?

- Mesmo se Cristo sequer tiver existido, meu filho!

(Um dos jurados ia pedir permissão para falar sobre o salto de fé como uma categoria existencialista, mas não teve tempo: os estudantes invadiram o palco e ergueram o quinto professor nos braços, triunfalmente, jogando-o para cima: “É o maior! É o maior!” O apresentador não conseguiu restabelecer a ordem. O troféu teve de ser enviado à casa do professor, que ficou uma semana de cama com dores nas costas.)


Fim

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sexta-feira, março 09, 2007

 

O Gulag de Fidel

ARMANDO VALLADARES
Wall Street Journal, 5 de Março de 2007, p. A16


Como milhares de cubanos, fui preso na calada da noite. A polícia de Fidel Castro invadiu a casa de meus pais, apontou uma arma para a minha cabeça e me levou embora. Era o ano de 1960 e eu tinha 22 anos.

A notícia de que o ditador cubano está gravemente doente faz com que eu me recorde de meus anos de prisão. Acredito que todos aqueles que foram prisioneiros políticos, como eu, conhecem o legado de Castro melhor que ninguém. Por 22 anos, estive preso nesse vasto sistema carcerário, confinado a uma ilha-gulag, por crimes que não cometi.

Como a maioria dos cubanos em 1959, aclamei a vitória de Castro sobre Fulgencio Batista, um ditador que mantinha relações amigáveis com os EUA. Castro se arvorou inimigo de todas as ditaduras. Ostentando uma cruz no pescoço, ele jurou que as eleições em Cuba seriam livres e justas. Porém, como provaram as cinco décadas de poder ininterrupto, ele enganou a todos e substituiu a ditadura de Batista por sua própria versão, mais sanguinária.

Quando, em 1959, apareceu no programa "Encontro com a Imprensa", Castro respondeu a Lawrence Spivak: "Democracia é de fato meu ideal... Não sou comunista... Não tenho dúvidas se devo escolher entre democracia e comunismo." Quando Castro começou a deixar mais clara sua simpatia ao comunismo, comecei a me pronunciar publicamente contra essa mudança ideológica entre as pessoas do meu trabalho no banco dos correios.

Na época, o governo havia distribuído cartazes com o slogan: "Se Fidel é comunista, ponha-me na lista. Ele está certo." A frase era onipresente, seja em quadros de funcionários, seja sob a forma de adesivos. Quando funcionários do banco mandaram que eu afixasse o slogan em minha mesa de trabalho, recusei. Quando perguntaram se eu tinha algo contra Fidel, respondi que, se ele era comunista, eu tinha sim. Eu não queria me tornar um símbolo de dissidência política. A decisão havia sido tomada naquele dia.

Treze dias depois da minha prisão, fui oficialmente acusado de ameaçar a segurança nacional, mesmo sem nenhuma evidência contra mim. O sistema jurídico sob o governo de Fidel Castro era uma zombaria do estado de direito; membros do tribunal eram apparatchiks do Partido Comunista que sentavam-se colocando as botas em cima das mesas, fumavam charutos e liam revistas em quadrinhos. A presença deles era só formalidade; o veredito já estava pronto. Não me permitiram advogado.

Sentenciaram-me a 30 anos de prisão como "conspirador potencial". Dois homens na mesma sala do tribunal, falsamente acusados de terem atirado em um porta-voz do governo, foram executados no paredão. Quando o advogado deles (com quem se encontraram apenas minutos antes) rogou ao promotor que a sentença fosse mudada, foi-lhe respondido que eram ordens, pouco importasse os motivos, como medida de profilaxia social.

Na prisão, quando os guardas sentiam ganas de nos castigar, eles nos colocavam em gaiolas e andavam em volta atirando baldes de urina e excrementos para dentro, até que ficássemos encharcados. Também costumavam praticar tiro ao alvo nos prisioneiros. De fato, foi dessa forma que morreram assassinados Alfredo Carrión e Diosdado Aquit . Muitos dos homens que Castro prendeu, torturou e matou tinham sido seus companheiros na derrubada de Batista. Mas a maioria deles eram inocentes eliminados na psicótica busca de Ernesto "Che" Guevara por aqueles que ele e Castro chamavam "o novo homem".

Sem freios, a ditadura de Castro deixou impressa sua marca de crueldade. Um prisioneiro do meu bloco, Julio Tan, recusou-se uma vez a obedecer à ordem de capinar o terreno. O guarda que dera a ordem espetou-o com a baioneta, outro o atingiu com uma enxada e logo Tan foi assolado por um grupo grande deles, espancado e deixado sangrando até a morte em questão de minutos. Um amigo, Pedro Luis Boitel, líder estudantil e corajoso oponente de Batista, iniciou uma greve de fome no ano de 1972, em protesto contra os maus-tratos. No 49º dia de sua greve, Castro ordenou pessoalmente que lhe tirassem a água. Boitel morreu de sede em uma terrível agonia, 5 dias depois.

O terror era a arma primeira de Castro. As táticas usadas contra os inimigos incluíam o uso de drogas, para que os prisioneiros perdessem toda noção de tempo e espaço, e torturas dos mais variados tipos envolvendo fobias a animais, como répteis e ratos: consistiam, por exemplo, em vendar os olhos dos prisioneiros, pendurá-los pelos pés e baixá-los a fossos onde lhes diziam haver crocodilos. Ou então, usavam-se cães de guarda com os dentes removidos: eles eram colocados atrás dos prisioneiros com as mãos atadas até que os cães os atacassem, geralmente atingindo primeiro seus genitais. Tudo isso está extensivamente documentado por uma delegação da ONU, cujas evidências encontram-se em Genebra.

O legado de Castro terá sido muito semelhante ao de Stálin na Rússia, Pol Pot e Ieng Sari no Camboja, Hitler na Alemanha. Serão as memórias do número desconhecido de vítimas, campos de concentração, torturas, assassinatos, exílio, famílias destruídas, mortes, lágrimas, sangue. Castro passará à história como um dos ditadores mais cruéis – um carrasco de seu próprio povo.

No entanto, esse legado macabro não deixará de fora o padrão de duplicidade de governos estrangeiros, intelectuais e jornalistas que, enquanto lutam ferozmente contra as violações dos direitos humanos quando vindas de ditaduras de direita, aplaudem Castro. Até o dia de hoje, muitos desses intelectuais trabalham como apologistas e cúmplices na subjugação do povo cubano. Rafael Correa, o recém-eleito presidente do Equador, declrarou que não há ditadura em Cuba. Evo Morales, presidente da Bolívia, considera Castro seu mentor e já mostrou que pretende silenciar a bala os críticos de seu governo. A Venezuela, que já foi uma democracia, é a nova Cuba, com uma população cada vez maior de prisioneiros políticos.

Fidel Castro fez cerco a Cuba e a fechou, no final da década de 1960, segundo sua adesão ideológica aos sistemas de governo mais assassinos que a humanidade já sofreu. Hoje, os caudilhos da América Latina expressam abertamente seus ideais comunistas. "Sou da linha Trotskista: revolução permanente", declarou o presidente Hugo Chávez em janeiro deste ano.

Há portanto algo que podemos aprender com Fidel Castro: o impulso totalitário sobrevive até mesmo a seus mais endurecidos – e destrutivos – praticantes.



sábado, outubro 28, 2006

 

100 Motivos para Não Votar em Lula

1 - Lula prometeu que no governo dele corruptos não teriam lugar. O que se viu foi exatamente o contrário. A cúpula inteira de seu governo esteve envolvida em atos ilícitos.
2 - Mesmo com um ambiente externo favorável no governo Lula, o Brasil foi o lanterninha do crescimento econômico nas Américas. Só não ficou atrás do Haiti, país que se encontra em meio a uma guerra civil.
3 - Lula insistiu no Fome Zero, mesmo sob o aviso de diversos especialistas de que este programa não daria certo. E não deu. Pra não ficar no fiasco, Lula adotou um programa do governo passado, o Bolsa Família. Este, aliás, foi o único que deu certo na área social.
4 - O governo Lula gastou mais em publicidade do que em saneamento básico. O que é inaceitável para um governo que se diz voltado para as questões sociais.
5 - Lula não investiu nenhum centavo em transporte durante seus três primeiros anos de mandato. Somente seis meses antes das eleições, criou uma operação tapa-buraco gastando recursos financeiros sem licitação pública (ótimo para as ricas empreiteiras).
6 - Lula prometeu dobrar o salário mínimo e não o fez.
7 - Lula diz que não sabia de nada o que ocorria nos gabinetes ao lado. O dinheiro ao qual ele era a autoridade máxima era gasto em atos ilícitos sem ele saber. Incompetência não deve ter lugar no Planalto.
8 - Lula prometeu criar dez milhões de empregos e não o fez.
9 - Parentes do presidente Lula que vivem na zona rural de Caetés (a 245 km de Recife), terra natal do presidente, acham que nada mudou em suas vidas nos três anos e meio do atual governo. Dizem que Lula não cumpriu a promessa de melhorar o fornecimento de água na zona rural.
10 - O governo Lula tentou aprovar a Ancinav, uma agencia para regularia as atividades audiovisuais, que na prática daria ao governo o controle sobre os meios de comunicação. Se o congresso tivesse aceitado, hoje não saberíamos do mensalão.
11 - Em mais uma atitude autoritária, o principal ministro de Lula ordenou à Caixa Econômica Federal, sem aval jurídico que abrisse o sigilo bancário de um caseiro. Qual seria a próxima atitude? Matá-lo como aconteceu com Celso Daniel?
12 - O governo petista começou um processo de sucateamento das agências reguladoras por serem independentes de ideologia política. 84% do orçamento das agências reguladoras foi contingenciado pelo governo Lula no ano passado. Isso custou ao Brasil 40 bilhões em investimentos diretos.
13 - O governo Lula tenta emplacar uma lei de cotas raciais, que institui o racismo no Brasil. Ela prevê que na identidade das pessoas existirá a informação da raça para que exista tratamento diferenciado em determinadas instituições. Semelhança com o regime do apartheid e o início do nazismo não são meras coincidências.
14 - Lula foi a favor das barreiras que a Argentina quis impor sobre os produtos eletrodomésticos. Isso não salvou a indústria deles, pois passaram a importar da China o que pararam de importar do Brasil.
15 - Lula ofereceu empréstimos do BNDES a Morales mesmo depois da nacionalização do gás na Bolívia e da expulsão da mineradora de um brasileiro.
16 - 10% do investimento em ciência e tecnologia do governo Lula foi para botar um homem no espaço para experiências já feitas há muito tempo e cujos resultados estão à disposição de qualquer um na internet.
17 - Em 2006 o governo Lula aumentou em R$ 69 milhões os gastos do Planalto em itens como viagens, diárias e aluguéis de carros.
18 - Lula dobrou o número de funcionários no Planalto. De 1,8 mil, foi pra 3,3 mil funcionários. Só assim para empregar todos os amigos do PT.
19 - Em 2002 Fernando Henrique gastou 76 milhões com despesas de gabinete. Lula gastou 318 milhões em 2003 e 372 milhões em 2004.
20 - O Presidente Lula fez um contrato com o Cartão Internacional VISA, dando um cartão de crédito para cada uma das 39 pessoas do governo executivo e um para si próprio. O limite de cada cartão era de 400 mil, mas logo o limite foi aumentado para um milhão de reais. Tudo isso pago com o dinheiro de nossos impostos.
21 - O governo federal reduziu o orçamento do SUS em R$ 1,6 bilhão e coincidentemente orçamento do bolsa família aumentou este mesmo valor.
22 - O governo Lula gastou 54% mais com o Bolsa Família no Nordeste do que com investimento em desenvolvimento nessa região.
23 - Lula só beneficia prefeituras do PT, esquecendo que o dinheiro não é do partido, é do país. R$ 202 milhões foi quanto prefeituras do PT receberam do governo em maio. Já o PMDB, que comanda bem mais prefeituras, ficou com apenas R$ 84 milhões.
24 - O número de mortes de índios aumentou 100% no governo Lula. Isso se deve ao sucateamento da Funai, com a demissão e rebaixamento de funcionários técnicos para pessoas ligadas ao partidão entrarem no lugar.
25 - 23 de um total de 25 promessas de campanha da área de segurança não foram cumpridas por Lula depois que assumiu a Presidência.
26 - 11% foi o percentual de queda de investimentos do governo federal em segurança pública entre 2004 e 2005.
27 - Com a ajuda do governo Lula, os sem-terra que invadiram e depredaram o congresso nacional foram libertados da prisão. Isso se deu porque o líder do MSLT é um dos membros da executiva do PT. Muito rico por sinal.
28 - Lula assinou um tratado reconhecendo a China como economia de mercado em troca de seu voto no conselho de segurança da ONU. Nenhum país do mundo reconhece a China como tal, por que este adota trabalho semi-escravo. O resultado disso são as centenas de fábricas de roupas, calçados e brinquedos quebrando no Brasil. Ah! A China votou contra o Brasil.
29 - A entrada da Venezuela ao Mercosul dificulta ainda mais as relações no bloco. Com Chávez no bloco, os acordos com os Estados Unidos e Europa ficam mais distantes. Lula apoiou isso. Enquanto isso, Chile e México aumentam seu comércio exterior fazendo acordos bilaterais com eles.
30 - Lula dobrou seu patrimônio em três anos e meio, passando a mais de 850 mil de reais. Isso explica gasto tão grande em despesas do gabinete citado mais acima.
31 - O PT e Lula preferiram perdoar os mensaleiros, comprovados e confessos, e apoiar suas candidaturas. Nada mais antiético que isto, de uma cumplicidade vergonhosa.
32 - O PCC apóia o PT. Os bandidos chegaram a imprimir 170 mil panfletos contra o PSDB e em escutas telefônicas os marginais mandam ordens para matar membros do PSDB e não do PT.
33 - Lula vetou o aumento dado aos aposentados. Aumento este pelo qual ele sempre lutou, ou fingiu lutar.
34 - Com medo de perder eleitores da classe rica, Lula alterou o direito a INSS das empregadas domésticas de forma que os patrões pudessem deduzir o gasto do imposto de renda. Ou seja, quem pagará o INSS das empregadas será o governo, com dinheiro do povo.
35 - Lula vetou o FGTS das empregadas domésticas, como se essa profissão merecesse menos direitos do que as demais. Fez isso para agradar os eleitores ricos que não gostariam de gastar mais 8% do orçamento para dar direitos a seus funcionários.
36 - Lula prometeu reduzir a CPMF a um valor simbólico, que iria minguando até sua extinção total posterior. Que aconteceu depois que Lula assumiu o governo? Passando por cima da promessa de campanha, o texto da Reforma Tributária elaborada pelo governo Lula mantém a CPMF até 2007.
37 - O PT prometia investimentos anuais de R$ 39 bilhões em infra-estrutura. Logo no primeiro ano de mandato, o governo Lula destinou para estes fins apenas R$ 7 bilhões, ou seja, R$ 32 bilhões a menos, que o prometido em campanha para cada ano.
38 - A reforma agrária praticamente parou no governo Lula. Na campanha, o PT prometia assentar 250 mil famílias por ano. Ou seja, um milhão de famílias. O que se viu foi que nos dois primeiros anos somente 106 mil famílias foram assentadas. Menos de um quarto daquilo prometido.
39 - O PT acenava com o cumprimento das regras do FUNDEF, com a ampliação dos recursos repassados aos estados. O valor legal por aluno seria de R$ 786,16. Já no governo, nada disto vale mais. O valor legal por aluno, decretado para 2003 foi de R$ 446,00. Em 2004, este valor legal por aluno foi de R$ 537,71. Tudo muito longe do prometido.
40 - Na tentativa de conter o MST, o governo Lula deu a este grupo mais de 25 milhões de reais entre 2003 e 2005. Mesmo essa "propina" não conseguiu conter as invasões de terra porque a reforma agrária simplesmente estagnou nesse período.
41 - 5.600% foi o percentual de aumento dos repasses do governo ao MSLT, grupo liderado por um membro da executiva do PT que invadiu a câmara dos deputados, em apenas três anos.
42 - R$ 79 milhões foi quanto o governo Lula repassou em dezembro ao Movimento das Mulheres Camponesas que invadiu o laboratório da Aracruz, destruindo 20 anos de pesquisa. A comunidade cientifica do Brasil deve estar de cabelo em pé.
43 - Uma das promessas de Lula foi aumentar a auto-estima brasileira. Ele começou com uma série de propaganda "Sou brasileiro e não desisto nunca", mas terminou com a constatação de que somos um país de corruptos, onde o maior corrupto é o próprio governo.
44 - Lula prometeu implantar o sistema único de segurança pública nacional. O projeto foi arquivado.
45 - Lula prometeu investir em penas alternativas para recuperar presos e esvaziar as penitenciárias. O Orçamento de 2005 previa gastar R$ 3,5 milhões nisso. Só R$ 455 mil foram liberados. (O restante deve ter ido para propaganda.)
46 - Lula prometeu estabelecer um piso salarial nacional para os policiais, mas não cumpriu.
47 - Lula prometeu criar um banco de dados único, com informações das polícias Federal, Civil e Militar, mas não cumpriu.
48 - O atual governo simplesmente ignorou a medida provisória, com força de lei, que proíbe a desapropriação, para fins de reforma agrária, de terras invadidas. Com este empurrão do Planalto, as invasões triplicaram ao longo do mandato de Lula.
49 - No Governo Lula, existem cerca de 23.000 petistas empregados nos 32 ministérios, a maioria criada apenas para servir de cabide de emprego dessa massa sem qualificação.
50 - Depois da corrupção nos correios, a direção desta empresa foi substituída, retirando os corruptos aliados a Lula, por um grupo técnico. Com essa substituição os Correios alcançaram um lucro recorde em 2005. Para não perder o apoio do PMDB, Lula removeu a diretoria técnica para dá-la ao PMDB novamente, abrindo mais uma vez as portas da empresa à corrupção. O PT não aprende.
51 - Ainda permanece desconhecida a origem de R$ 223,5 mil que foram parar nas contas de Lula e de outros sete petistas que concorreram a cargos majoritários nas eleições de 2002.
52 - A promessa de campanha de Lula do "primeiro emprego" foi abandonada.
53 - Segundo a fundação Perseu Abramo, vinculada ao PT, o governo Lula foi o mais corrupto da história, só perdendo para o governo Collor.
54 - Na campanha, Lula prometeu instalar mil farmácias populares até o final do governo. Em 2003 e 2004, foram montados apenas 28 pontos de venda. No ano passado, somente mais dez. Até ontem haviam sido inauguradas somente 110 farmácias.
55 - O governo, além de apoiar as invasões dos sem terra, ignorou a crise que atingiu em cheio a produção agrícola, apesar dos apelos do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues. Pela primeira vez em sete anos, a balança comercial do agronegócio cairá em 2006 na comparação com o ano anterior.
56 - Lula torrou no R$ 54 milhões na compra do Aerolula feito sem concorrência. Isso é mais do que o governo federal gastou em saneamento básico em 2004.
57 - Lula sancionou a emenda que diminui as multas de trânsito por excesso de velocidade. Medida eleitoreira que poderá causar um aumento no já alto índice de mortalidade em acidentes de trânsito no Brasil.
58 - O ministro da saúde de Lula, Humberto Costa, foi quem assinou a liberação das verbas da máfia dos sanguessugas. Mesmo sabendo disso, Lula está apoiando a eleição dele em Pernambuco.
59 - Dos R$ 27,6 bilhões gastos em segurança pública no país no ano passado, 87% (ou R$ 24 bilhões) saíram dos cofres dos governos estaduais. Esse valor equivale ao triplo do que o governo federal dedicou à educação em 2006. Ou seja, além de não gastar quase nada com educação, Lula gasta menos ainda com segurança.
60 - Pela constituição, a responsabilidade pelo crime organizado é da esfera federal, cabendo aos estados somente os crimes comuns como brigas de vizinhos, crimes passionais, batedores de carteira, assaltantes entre outros. Contudo, o governo Lula finge não ter esta responsabilidade, mesmo estando ela definida na constituição, colocando os Estados da federação numa saia justa.
61 - O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) do governo Fernando Henrique atendeu 809 mil crianças e reduziu em 26% o número de trabalhadores infantis. Embora bem-sucedido, o programa não contou com apoio do governo Lula. O petista preferiu retirar recursos desse programa para repassá-los ao Bolsa Família.
62 - Durante os anos de administração de Fernando Henrique, o percentual das estradas brasileiras consideradas ruins ou péssimas era de 1,5%. Sob Lula, 40% das estradas estão nessa situação.
63 - Nos anos do governo tucano de Fernando Henrique a produção agrícola pulou de 81 milhões para 123,2 milhões de toneladas. Sob Lula a produção só fez cair até chegar a 113,9 milhões de toneladas. Uma redução de 7,7% no governo petista frente a um avanço de 33,3% no governo tucano.
64 - O PIB do setor agrícola deve amargar esse ano uma queda de R$ 10 bilhões. Ao mesmo tempo, os petistas permitiram um festival de invasões e conflitos no campo. O número de famílias assentadas ficou na metade do prometido e as invasões triplicaram, passando de 103 no governo FHC para 327 com Lula.
65 - Enquanto na gestão tucana a taxa real de juros anualizada era de 5,81%, na era Lula é de estratosféricos 12,64%. Com isso, o crescimento brasileiro têm sido pífio, apesar do cenário externo favorável.
66 - O governo Lula provocou uma explosão da dívida pública, que passou de R$ 1 trilhão. Na gestão passada, o aumento dessa dívida foi de R$ 182 bilhões, valor que atingiu R$ 356 bilhões no governo do PT.
67 - As verbas para o setor de segurança para São Paulo, que em 2001 somavam R$ 181 milhões, diminuíram para R$ 27 milhões em 2005. Comparativamente, o montante de recursos enviados por meio do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) e do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) teve redução, portanto, de 85%. Ou seja, Lula só libera verbas para Estados cujo governador é de seu partido. Como se o dinheiro fosse dele.
68 - A Polícia Federal descobriu fraude em uma empresa de Henrique Meireles, presidente do Banco Central. Ele, por não ser membro do Executivo nem do Legislativo, deveria ser julgado por foro normal. Contudo, Lula em mais uma manobra para premiar a corrupção de seus amigos, diplomou-o como ministro, tornando-o assim um membro do poder executivo.
69 - Humberto Costa, o ministro da Saúde de Lula, gastou 1,4 milhão de reais do ministério da saúde em causa própria, fazendo propaganda eleitoral com o dinheiro do povo.
70 - Lula tentou indicar Tarso Genro, além de outros dois deputados petistas, para ocupar vagas no Supremo Tribunal Federal. Atitude ridícula, visto que para ocupar o cargo deve-se selecionar pessoas com alto gabarito na área jurídica.
71 - Lula anunciou que pretende criar uma constituinte para alterar a constituição. Nada mais parecido com o que Chávez fez na Venezuela e Morales vem fazendo na Bolívia.
72 - Lula gastou 9 bilhões de reais dos impostos dos contribuintes para cobrir um rombo no fundo de pensão da Petrobrás. Essa quantia daria para pagar um ano de bolsa família e vinte operações tapa-buraco.
73 - Em seus quatro anos de governo, Lula construiu apenas uma penitenciária. Que funciona exclusivamente para apenas um preso.
74 - O governo executou apenas 1,45% das verbas do Fundo Penitenciário (Funpen) previstas no Orçamento deste ano e 4,8% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). Não é à toa o caos que se tornou a segurança brasileira.
75 - Lula defendeu o direito ao sigilo bancário dos suspeitos de atos ilícitos para atrapalhar as investigações das CPIs, mas ao mesmo tempo seu governo quebrou o sigilo bancário de um simples caseiro, para tentar desacreditar as denuncias dele.
76 - Cristovam Buarque quando ministro da educação elaborou projetos de lei para melhorar o ensino brasileiro e erradicar o analfabetismo. Lula não os enviou ao congresso porque eles seriam impopulares aos olhos dos prefeitos que lhe ajudariam na reeleição. Cristovam saiu do governo sem poder apresentar nenhum projeto e a educação ficou na mesma.
77 - Lula prometeu que investiria no policiamento de fronteira para evitar a entrada de drogas e armas ao Brasil, mas não cumpriu a promessa.
78 - Lula é uma pessoa que comete gafes como quem respira. Faz o Brasil passar vergonha no exterior e abusa de expressões preconceituosas como "Nego". A Presidência da República é uma instituição que deve emanar respeito, mas Lula só emana piada e vergonha.
79 - Lula mentiu ao povo ao dizer em entrevista que foi ele quem criou a CGU, Controladoria Geral da União. A CGU foi criada pelo ex-presidente FHC em 2 de abril de 2001. Mas mentir já não é uma novidade para Lula.
80 - Na política externa o governo Lula foi de uma inocência infantil. Abonou a dívida que a Bolívia tinha com o Brasil meses antes de Evo Morales nacionalizar seu gás e expulsar uma mineradora de um brasileiro. Esse dinheiro, que o Brasil nunca mais vai ver, era impostos que nossos avós outrora pagaram.
81 - Lula e o PT acusam o governo Fernando Henrique de ter beneficiado os banqueiros com o Proer, programa que salvou os bancos brasileiros da falência e garantiu a estabilidade financeira. No entanto, por manter os juros reais mais altos do mundo, Lula faz o Brasil pagar várias dezenas de Proers por ano.
82 - Antes de Lula assumir a presidência o filho de Lula era monitor de Jardim Zoológico. Três anos depois se tornou um empresário milionário, com contratos suspeitos com a Telemar.
83 - Anac, agência que substituiu o DAC no governo Lula, aumentou as taxas de renovação de exame médico para pilotos de avião de R$ 56 para R$ 950. Esse exame, no caso de pilotos de mais de 40 anos deve ser feito de seis e seis meses.
85 - A renovação da licença de vôo subiu de R$ 110 para 1.389 no governo Lula. Essa renovação deve ser feita a cada seis meses.
84 - Por lei todos os cargos da Anac teriam que ser ocupados por concurso público. Não houve nenhum concurso, Todos os funcionários são indicados do PT e aliados. Ou seja, o governo Lula além de infringir a lei, fez da agência um cabide de empregos nos moldes das estatais da ditadura militar.
85 - As tarifas de embarque de passageiros e as aeroportuárias (Pouso e estacionamento de Aeronaves nos aeroportos) foram aumentadas em 1.000% no governo Lula.
86 - A Operação Tapa Buracos, feita às pressas pelo governo Lula para disfarçar a precaríssima qualidade das estradas federais, abriu crateras nas contas públicas. O TCU auditou cinco trechos de rodovias que, juntos, somaram 134 quilômetros. Foram encontradas 24 irregularidades, quinze delas "graves". Ou seja, o governo não conseguiu andar 5,5 quilômetros sem tropeçar na lei.
87 - No governo Lula o Brasil quitou as dívidas com o FMI, eliminando empréstimos a juros baratos de 6 a 7% e trocando por outros com juros exorbitantes de 18%.
88 - Lula mentiu para todos os brasileiros em rede nacional quando disse que foi dele a iniciativa de afastar Dirceu e Palocci por conta de corrupção. Ambos demitiram-se. Com direito a carta amorosa e tudo.
89 - Lula nomeou Henrique Pizzolato, seu coordenador de campanha, para gerenciar a área de marketing do Banco do Brasil. O resultado foi mais corrupção, Pizzolato comprou 70 mil ingressos, com dinheiro público, de um show de Zezé de Camargo e Luciano, para beneficiá-los pelo apoio durante a campanha.
90 - Lula permitiu que seu irmão utilizasse sua influencia para intermediar negócios entre ONGs, a prefeitura de Jacareí, a Caixa Econômica Federal e a Petrobrás, numa clara demonstração de tráfico de influência.
91 - Os recurso do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) passaram a ser desviados pela gestão de Lula para ONGs de petistas e amigos pessoais de Lula que utilizam o capital para oferecer empréstimo obtendo lucros de até 7000%. Dinheiro público, mais um item para explicar porque tantos petistas enriqueceram nesses três anos!
92 - A carga tributária no governo Lula foi a maior na história do Brasil, alcançando 37,7% do PIB.
93 - Na campanha eleitoral atual Lula prometeu diminuir a carga tributária, porém o orçamento que mandou ao congresso prevê exatamente o contrário: A carga tributária aumentará novamente. Ou seja, ele já está descumprindo sua promessa por antecipação.
94 - No programa de governo de Lula para um segundo mandato não há nem um item falando sobre reforma da previdência. O rombo da previdência é o que causa maior escoamento de recursos na união. Principalmente a previdência de funcionários públicos.
95 - Economistas do mundo inteiro criticaram o programa de governo de Lula para o segundo mandato mostrando que há erros básicos de matemática na composição orçamentária.
96 - Lula aumentou em 60% o orçamento do Bolsa Família somente no mês de Julho, nas vésperas da eleição. Um desrespeito total a democracia, pois ele teve três anos e meio para fazer isso.
97 - O aumento do crédito consignado sem planejamento fez o comércio crescer por alguns meses, mas agora o faz travar devido ao grande nível de endividamento que isso criou. Crédito fácil não é nada quando a renda está em baixa. O governo Lula parece não entender preceitos básicos da economia.
98 - Lula insultou países e lideres vizinhos como Chile, Argentina e Uruguai. Além de demonstrar um extremo desrespeito para com seus subordinados, como mostra o livro Viagens com o Presidente, Dois Repórteres no Encalço de Lula do Planalto ao Exterior. Isso é atitude de um chefe de estado?
99 - A elite que o Lula tanto combate é exatamente aquela que dá suporte ao seu governo: Sarney (Aquele que anda censurando blogs), Newton Cardoso, Marcelo Crivela, José Alencar, Jader Barbalho (Aquele que saiu do congresso algemado no governo Fernando Henrique) e outras figuras bem conhecidas.
100 - Durante o governo do petista Olívio Dutra no sul, que depois foi ministro de Lula, o representante das FARC, Hernan Rodriguez, foi recebido no Palácio pelo próprio governador. A ABIN relata três documentos atestando apoio financeiro de 5 milhões de dólares das FARC para candidatos petistas.

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